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(pt) «OS NUMANTINOS NOS PUBS» Floreal de Castilla (CENIT) sobre o 23º Congresso da AIT [ca]

Date Sun, 28 Jan 2007 16:51:31 +0100 (CET)


CENIT: Isto e Aquilo
OS NUMANTINOS NOS PUBS

A princípios de Dezembro de 2006 a Internacional
numantina celebrou o seu XXIIIº congresso em
Manchester, capital do noroeste de Inglaterra, mais
conhecida por seu famoso clube de fútebol, e porque
ali a família de Frederich Engels (1820-1895) tinha
uma fábrica têxtil que chegou a ser dirigida pelo
famoso materialista histórico e da qual saíu parte de
la mais-valia que permitiu que o camarada Carlos Marx
(1818-1883) escrevesse ?O Capital?. Sem a mesada de
Engels, Marx teria sucumbido num subúrbio londrino, ao
lado dos seus familiares, morto de fome e de frio e a
humanidade toda teria perdido as suas elaborações
teóricas. Concretamente, a Solidarity Federation (SF),
radicada em Manchester e fundada em 1994, é a secção
britânica da Internacional numantina.

Sobre os acordos e debates do congresso apenas
contamos com nota resumida que na página web
(http://www.iwa-ait.org/spanishindex.html) publicou
até à data o secretariado cessante de Oslo. Porém,
para os iniciados nos assuntos anarcossindicalistas e
anarquistas, existe a página www.libcom.org na qual se
encontra informação mais ampla sobre o referido
evento.

Do comunicado do secretariado norueguês depreende-se
que os numantinos decidiram que o novo secretariado
passará à secção sérvia (ASI, Iniciativa
Anarcossindicalista), em Belgrado, até à celebração do
XXIVº congresso que se realizará em Dezembro de 2008
no Brasil, não se indica en que cidade, a cargo da COB
(Confederação Operária Brasileira), secção numantina
no país carioca.

Por informações que transpiram extraoficialmente,
sabemos que a secção alemã, a FAU, não foi excluída,
mas advertida de que se continuam os contactos com os
de Vignoles, ou seja o sector maioritário da CNT
francesa, sê-lo-há posteriormente, ou seja, uma
decisão semelhante à do congresso anterior.

A secção italiana, a USI, foi autorizada a participar
nos RSU (os comités de empresas italianos), recorrendo
ao princípio da "autonomia da secção". Pelos vistos,
tratou-se de uma decisão política no sentido de
impedir que as secções italiana e alemã (a segunda e a
terceira em número, respectivamente) se vão embora ao
mesmo tempo. Então, foi dada uma resposta positiva, a
favor da USI, em face do seu ultimatum ao secretariado
numantino.

O que é estranho, já que os alemães são uns puristas
mais respeitosos -para os qualificar assim- quanto aos
comités de empresa mas, de momento, o que é mais grave
aos olhos da Internacional numantina é abrir-se e ter
contactos com o "inimigo" que é a CNT francesa já
referida, de Vignoles.

A grande preocupação numantina no XXIIIº congresso foi
a conferência sindical internacional (denominada I07)
que a CNT francesa está convocando para o primeiro de
Maio de 2007 e cuja convocatória aparece em
http://www.ainfos.ca/06/oct/ainfos00257.html.

Como a secção alemã, a FAU, a apoia ao que parece
oficialmente, isto quer dizer que deveria ser excluída
da Internacional, mas os numantinos não quiseram
aparecer como os maus da fita. Porque a FAU (sempre no
espírito de Rocker e de Souchy, e fiéis ao verdadeiro
espírito da Internacional) não querem desfazer-se das
siglas históricas. Talvez os chefes numantinos esperem
também que a FAU sofra uma cisão em torno do caso I07,
mas parece ser apenas uma ilusão.

É nesta situação que a USI declara o seu apoio à FAU e
fica óbvio que agora farão causa comum dentro da
Internacional para que se trabalhe sobre a base de uma
linha mais sindical, aberta e realista. Então, hoje
temos fracções que operam abertamente nas fileiras
anarcossindicalistas, ou seja, há uma «trotzquização»
da Internacional.

O secretariado da AIT vai à Sérvia sendo desempenhado
por um grupo de uma pessoa que se chama Ratibor e que
é mais ortodoxo(claro, trata-se da Sérvia) que todos
os novos grupinhos anarcodogmáticos que formam
"secções " da Internacional na Europa de Leste.

E o próximo congresso no Brasil é inexplicável, porque
a COB não pagou nada à AIT desde há anos, o que tanto
a USI como a FAU criticavam, durante a revisão das
contas, mas receberam uns milhares de dólares da
Internacional no mesmo período. O secretário
norueguês, Larsen, justifica isso alegando que os
brasileiros «são pobres».

Realmente, os numantinos consideram como autênticos
inimigos da sua Internacional tanto a já mencionada
CNT francesa de Vignoles, como a CGT espanhola. A
história é longa e mais parece o guião de uma ópera
bufa.

O caso do núcleo numantino brasileiro é demasiado
conhecido desde há muitos anos. A maior parte do
movimento anarquista latinoamericano está noutra onda
?são várias as ondas- e é muito exagerado propor-se
que Numâncio possa ter por estas terras sólidos
núcleos inseridos na luta sindical ou de massas. O da
Colômbia é risível e o da Venezuela nem se fala.
Talvez haja algo na Argentina, mas duvido. Os
contactos que existem com o México tem-nos a CGT
espanhola, a peste dos numantinos. A secção dos
Estados Unidos foi expulsa também, em 2000.
Um congresso, portanto, que não quis rectificar tudo
anterior, o que é sempre possível. A Internacional
sempre foi colonizada pelos espanhoís -é a sua sina-
mas ultimamente foi por asturianos que se tornaram
granadinos. Isto foi um erro fatal. Trazer as
desavenças das famílias anarcossindicalistas
espanholas ao plano internacional tem sido um
disparate, assim como utilizar critérios básicos do
federalismo, como a autonomia das secções, para
resolver conflitos internos é, para dizê-lo
sinceramente, uma estupidez.

Assim vamos-

Floreal Castilla

Venezuela, 26 de Dezembro de 2006

[*traduzido a partir de
http://periodicocenit.blogspot.com/2006/12/cenit-esto-y-aquello_26.html ]



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