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(pt) [Brasil] CRÔNICA SOBRE O IV HUMANITUDE

Date Tue, 4 Dec 2007 19:54:35 +0100 (CET)



De: "cldvulg" cldvulg(a)bol.com.br

Repassando:

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
CRÔNICA SOBRE O IV HUMANITUDE

(Como foi o HUMANTITUDE de 2007)



Reunindo um público variado e rotativo (jovens e idosos, trabalhadores e
desempregados, negros, brancos e asiáticos, sem-teto, punks, rockers,
artesãos, sambistas, capoeiristas, poetas e professores, etc.) por mais de
6 horas, na região do centro cultural e comercial de Santo Amaro,
realizou-se, pelo 4º ano consecutivo, o HUMANITUDE ? Uma Homenagem a Zumbi
do Palmares feita pelos seres humanos com atitude. Um ato da humanidade
toda, simbolicamente, com o apoio e assistência de mais de 1000 pessoas.



Com os problemas que surgiram, nos dias que antecederam (com a sabotagem
da pPrefeitura, que ficara de ceder a aparelhagemde som e na oite de
quinta-feira 22/11 falou que não seria possível(!)) e no início do evento,
que levaram a seu atraso de início das 13 hs, na Casa de Cultura de Santo
Amaro/Av. João Dias, para as 14 hs - já na Casa Amarela/Pç. Floriano
Peixoto, ao som de Raul Seixas ? alguém poderia duvidar do brilho da
homenagem a Zumbi. Mas não foi o que se viu: se iniciando, formalmente,
com a apresentação de Capoeira pelos alunos do Mestre Tigrão, para um
público de umas 100 pessoas ? e com a participação de pessoas do público
na roda improvisada ? já se percebia que a festa seria quente.



Ao apresentar o grupo do mestre Tigrão um representante do Coletivo Usyna
dos seres Humanos-Humanitudes abriu o evento, explicando ao público as
motivações do mesmo e convidando todos a participar. Ele falou que ?Se
inicia agora o HUMANITUDE, uma homenagem a Zumbi dos Palmares, um ser
humano com atitude que lutou pela liberdade e contra a escravidão, um
exemplo para todos nós e nós, em nome da Humanidade lhe fazemos essa
homenagem para lembrar a todos que todos somos iguais, independente da cor
da pele, da situação financeira ou social, de diferenças religiosas, de
opção sexual, etc ? SOMOS TODOS IGUAIS SENDO DIFERENTES! (...) Durante o
evento o microfone permanecerá aberto a quem queira expressar sua
homenagem, ou realizar algum protesto, e também para poetas e
organizações.?


Logo após a apresentação do mestre Tigrão se apresentou o Grupo de Dança
das ?Crianças do EDUCAFRO?, momento de muita alegria e descontração com os
aplausos do público auxiliando o ritmo. Enquanto as apresentações ocorriam
eram distribuídos diferentes impressos aos participantes e passantes. (os
jornais A PLEBE da FOSP/CB-AIT e o jornal do MAP, bem como manifestos do
Comitê de Luta Contra a Carestia ? pedindo melhoria nos transportes, em
especial a abertura do Metrô aos domingos e feriados em Santo Amaro). Após
a exibição do Grupo de Dança falou uma pessoa em nome do EDUCAFRO contra a
discriminação racial e em defesa do povo negro e pobre.

Também declamaram poetas ligados a ASSESA, com poesias de cunho social e
de protesto político.



A essa altura o público já era de mais de 200 pessoas e o locutor
apresentou o grande Vitor Hugo, violão e convidados. Com uma apresentação
impecável, como sempre, Vitor mesclou várias nuances da MPB, da bossa-nova
ao rock tupinikim, passando pelo suingue de Tim Maia. Ao encerrar sua
apresentação ? por volta ds 16:30 hs, sob sol intenso e muito aplaudido,
agradeceu ao público e aos organizadores. O locutor chamou os próximos
inscritos para fazer uso da palavra, falaram representantes do pacto
Anti-fascista da Zona Sul ? que falou sobre o ataque da mídia contra o
movimento punk e reafirmou a luta antifascista, denunciando as atividades
dos carecas na região? (no início do evento, por volta das 14:30 hs, dois
skinheads passaram acintosamente, buscando identificar participante da
manifestação anti-fascista, identificados logo sumiram - e do Comitê de
Solidariedade ? que falou contra a ocupação do Haiti, do iraque, do
Afeganistão e da Chechênia-, também falaram mais poetas da ASSESA, do
Semente de Fogo, da Coperifa, etc.. Em seguida se apresentou o TON SILVA,
voz e violão, apresentando músicas próprias e ligadas ao rock-rural,
mantendo uma empatia com o público.


Enquanto o FAMÍLIA ITAOCA se preparava para desempenhar, já mais de 17
hs, tomaram a palavra o Comitê Nacional de Solidariedade ao MCC/RO e o
comitê de Solidariedade da FOSP/COB-AIT, ambos insistindo na
solidariedade ao Movimento Camponês Corumbiara, de Rondônia, me especial
ao Cícero ? já preso ? e ao claudemir ? com ordem de prisão emitida -,
ambos coordenadores do MCC e criminalizados pela Massacre de santa elina
em 1995, quando a PM e jagunços contratados pelos grileiros mataram mais
de 40 camponeses e a justiça responsabilizou o movimento pelas mortes.



A apresentação da Família Itaoca/HipHop, foi muito forte, marcada por suas
letras simples e diretas, com grande aceitação pelo público que dançou e
cantou junto com eles os seus refrões. A essa altura com um público de
mais de 500 pessoas, o tempo começa a fechar, nuvens cinzentas vão
cobrindo o sol. Isso não desanima o pessoal e o protesto continua. Após a
apresentação da Família Itaoca, muito aplaudida pelo público que chegou a
pedir bis, falaram: um vendedor ambulante da região, foi lida uma
declaração de Nelson Mandela por um membro da diretoria da ASSESA e o
Comitê de Luta Contra a Carestia/Capão.



Logo depois se apresentaria o grupo de Black Music, o PRETO SOUL, que
manteve o pique da manifestação tocando músicas próprias e versões de Tim
Maia, Ed Motta, etc.

Era o ponto alto do evento, reunindo mais de 600 pessoas. Infelizmente
nesse momento começou a chover!



Realizado ao ar livre, num pequeno palco ? sem cobertura ? a chuva era o
ponto fraco da manifestação. Todo na maior correria, primeiro se tentou
cobrir os aparelhos eletrônicos com plásticos. Mas foi necessário, pela
intensificação da chuva, desligar e retirar tudo o mais rápido possível e
tudo foi remontado no interior da Casa Amarela. Mas tudo isso levou a
perda de tempo (tudo só se reiniciou cerca de 30 minutos depois), de
público (maior parte se dispersou na chuva, permanecendo no interior da
Casa cerca de 100 a 200 pessoas).



A essa altura, já mais de 19 hs, se apresentou a banda AMALGAMAS, com seu
som competente e eclético, fundindo várias categorias musicais em seu rock
original, apresentou somente músicas próprias. Após sua apresentação
tivemos a falação do MAP, esclarecendo os ataques que a mídia vem fazendo
contra os punks e o movimento punk, sendo bastante aplaudidos pelo
público. Em seguida o locutor apresentou a banda REVOLTA POPULAR.


A Casa Amarela quase veio abaixo! O REVOLTA atiçou o público que passou a
pogar e a gritar os refrões com a banda. Do lado de fora as pessoas
paravam para ver o que estava acontecendo. Como a chuva havia parado, a
essa altura já eram mais de 20 hs, algumas dezenas de pessoas acompanhavam
o evento do lado de fora da casa Amarela, enquanto lá dentro o publico
assistia e dançava. Por volta das 20:30 hs, no ponto culminante, uma
cantora negra se incorpora a banda e começa a cantar O CANTO DAS TRES
RAÇAS, ao som do atabaque, na segunda passagem da música a banda toda
entra em forma de punk rock e repete a mesma canção, acompanhada pelo
público que dança e canta junto.



Com a entrada as pressas na Casa e a chuva, começaram a surgir problemas
com a aparelhagem: um dos canais, e depois toda a mesa de som, caiu; antes
do encerramento do evento ? e por isso mesmo ? um dos amplificadores que
restava estourou. Com isso se considerou encerrada a manifestação após a a
apresentação do Revolta Popular, por volta de 21 hs, com a presença de
cerca de 200 pessoas, sem que algumas organizações tivessem podido fazer
usoda palavra (como a própria FOSP/COB-AIT, o GRML, etc) e pelo menos uma
das bandas (THE UNIKS) não pode tocar. Ficou o gosto de quero mais, para o
HUMANITUDES 2008.



Muito após o final do evento, lá pelas 22:30 hs, ainda havia dezenas de
pessoas (punks, sem-teto e trabalhadores empregados) se confraternizando e
trocando idéias na praça. E a expectativa geral: quando tem mais?



E lá vamos nós de novo!



Coletivo Humanitudes.

São Paulo, 29/11/2007





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