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(pt) [Brasil - GEA-SP] debate com Leo 2: trabalho qualificado

Date Sun, 2 Dec 2007 21:12:02 +0100 (CET)


Por Célio Ishikawa 01/12/2007
Continuando a compilar tópicos que foram debatidos no debate de 27/10 com
Leo na ESP (para ver a 1° parte clique no link). O texto foi feito do mix
que se debateu, não é apenas exposição do Leo.


A gente tocou também no assunto do trabalho qualificado, que se conta que
eram trabalhadores menos fragilizados (estávamos discutindo exemplos
horríveis de submissão aos patrões do século 19) e tinham certo poder de
barganha, eles eram os trabalhadores qualificados ou "skilled labour"
(segundo Leo, a tradução para o português não é 100% bom).

Comentou-se que visto a submissão crescente dos sindicatos (ou suas
centrais) aos empresários (com exemplos ridículos de festonas patrocinadas
com multinacionais por exemplo, e pior que nos espaços publicitários eles
colocam mensagens como "Vivo - A gente não seria nada sem vocês" que soam
até irônicas), a pergunta é se hoje em di ainda há trabalhadores
qualificados (puxando uma outra questão para o ar: poderia, com a
mobilização destes, fazer o movimento voltar a ser revolucionário?).

Começamos a discutir quem seriam os trabalhadores qualificados de hoje. Os
trabalhadores, quando sobem muito de cargo, acabam virando meio que
gerentes, executivos, mais para reacionários que revolucionários. Bons
administradores e bons engenheiros viram executivos.

Mas daí, debatemos (sem chegar a conclusões) se esses executivos não
seriam os trabalhadores qualificados, ou seja, perto do poder, que se eles
param, pára a produção. Mas por outro lado (contra esse argumento), as
próprias fábricas não têm a figura do burguês como antigamente, se morre o
dono da Ford, não vão procurar um herdeiro dos Ford e sim passam para um
grupo de diretores, portanto, longe de trabalhadores, os executivos seriam
os burgueses. Foi lembrado também que com essa de capital financeiro
especulativo, quem investe e ganha dinheiro não são apenas os dirigentes
mas também os acionistas. Aliás como executivos recebem salário mas também
têm participação acionária, são um misto de trabalhadores e donos. (mas
por exstarem no topo, não apóiam nem a greve nem o aumento de salários
pois prejudica as ações da empresa).

Falando do sistema financeiro, e comentando que hoje as greves também não
surtem efeito como a 20 anos atrás (por exemplo a greve do metrô esse
anos: há 20 anos atrás se um setor parava, outro podia parar em
solidariedade, ou quando Lula foi preso, vários locais mesmo
não-metalúrgicas pararam. Comentou-se que o sindicalismo precisa ser
rediscutido). Nisso, lembrou-se da greve dos operadores de bolsa, que
aconteceu há alguns anos, mas foi uma paralização de apenas meia hora e
apenas contra o CPMF. Talvez eles, os operadores da bolsa é que estejam
ocupando um lugar tão importante quanto trabalhadores fabris no
capitalismo industrial. Porém, visto que pararam só 30 min e em torno
apenas do CPMF, não foi nem muito notado, e eles mesmo provavelmente não
têm uma mentalidade de luta de classes.

De qualquer forma, a pergunta continua em aberto: se o capitalismo mudou
de industrial para financeiro, a mobilização nas fábricas continua sendo
uma peça chave? E mobilização de qual categoria obteria resultados?

Aliás nesse sentido, foi acrecentada a observação de que o "skilled
labour" podiam barganhar com os patrões, mas isso não significa ser
contra, talvez fosse em forma de negociação semi-amigável como hoje entre
sindicatos pelegos e a FIESP. Ou seja, talvez a gente não estivesse
debatendo à procura de revolucionários, mas apenas em busca de posições
confortáveis, e nesse sentido poderia ser encaixados os executivos
reacionários (pois talvez os qualificados no século 19 talvez fossem
reacionários, uma questão em aberto).

Em termos de teoria do valor, o mercado financeiro é apenas local de
disputar o valor, tira-se um um, injeta-se no outro, especula-se em cima
da "bolha", mas não é nessa esfera que se produz valor. Mas se discutiu
que hoje em dia (e na verdade antes também) há outras teorias do valor, e
que a produção de valor pode não estar apenas na produção.

Email:: 0c(a)bol.com.br
URL:: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/404179.shtml



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