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(pt) [Catalunha] Inaugurado o Centro de Estudos Libertários "Francesc Sàbat" em Terrasa

Date Mon, 9 Apr 2007 09:40:41 +0200 (CEST)


No dia 27 de janeiro aconteceu o ato de inauguração do Centro de Estudos
Libertários "Francesc Sàbat de Terrasa [Espanha], com a presença de um
amplo setor de entidades culturais da localidade.
O Centro de Estudos Libertários "Francesc Sàbat", situado na Rodovia de
Montcada nº 79, foi apresentado para a sociedade diante de uma centena de
pessoas, e com a participação em suas cerimônias de abertura de
representantes de um extenso setor de entidades culturais de Terrassa: o
Centro Social Okupado "La Resposta", o Ateneu Libertário "La Sembra", o
Centro de Estudos Históricos de Terrassa, o Ateneu Candela, o Centro de
Estudos Libertários "Federica Montseny", o próprio Centro de Estudos
Libertários "Francesc Sàbat" e a conselheira de Cultura da Prefeitura de
Terrassa.

Os atos de inauguração foram iniciados às 17:00 horas com uma
apresentação de "portas abertas" onde um número considerável de pessoas
gozou de um pega-pega e da visita no espaço onde desenrolarão as
palestras, os cursos e os grupos de estudos que impulsionarão o Centro.

Subseqüentemente, a palavra foi dada aos oradores: iniciou o ato Eva
Giner, tesoureira da CNT de Terrassa e membro do Centro de Estudos
Libertários "Francesc Sàbat", apresentando às diferentes entidades e
agradecendo sua assistência.

A primeira intervenção ficou a cargo de Carlos Gómez, membro do CSO "La
Resposta", que falou do Centro Social Okupado "La Imprenta" e das
atividades realizadas ali, oficinas de cozinha, percussão, artesanato,
linux, teatro-fórum e a seção de montanha que organizam passeios a cada
mês.

Em seguida, Noemi Simarro explicou as atividades que executaram nos dois
últimos anos no Ateneu Libertário "La Sembra", entre elas, palestras
sobre sexualidade, jornadas de troca e intercâmbio de mercadorias, assim
como o Canto da "A", que é o espaço de leitura e formação do Ateneu
Libertário.

O presidente do Centro de Estudos Históricos de Terrassa, Manel Márquez,
fez um reconhecimento público do "bom que é que exista outro Centro de
Estudos em Terrassa", que entre outros temas, "se dedique à recuperação
da memória histórica dos lutadores antifascistas".

O Centro de Estudos Históricos deu três livros sobre história social por
ser "a melhor forma de começar com um Centro destas características",
fazendo menção ao dilema de "se não recuperamos nós mesmo a memória já,
os fascistas farão por nós".

O representante do Ateneu Candela, Xavi Martínez, colocou ênfases na
inauguração do Escritório de Direitos Sociais (direito de cidadania,
moradia e precaridade de trabalho) que se quer implementar por meio de
assessoramento legal, a denúncia e a mobilização. Entre outras atividades
explicou o funcionamento da cooperativa de consumo de produtos
ecológicos, das classes de catalão, espanhol e árabe, da rádio pela
internet, assim como das palestras dadas às sextas-feiras que tratam de
temas sociais.

Cisco Camacho, membro do Centro de Estudos Libertários "Federica
Montseny", refletiu, por meio do exemplo do afundamento do Carmel, da
necessidade de não se esquecer, para não repetir a história, no caso
hoje, dos rachas no Prat de Llobregat. Como o orador disse, "é necessário
recuperar o valor e o desejo de melhorar nossa sociedade como nos ensina
o passado... devemos tomar o exemplo do passado para mudar a sociedade".

O Ateneu Terrassenc, por meio de Josep Puy, explicou que seu objetivo é
difundir a cultura em termos amplos, como as oficinas de cultura catalã.
Josep Puy agradeceu a inauguração "de um novo espaço de cultura, debate,
liberdade, reflexão e estudo, de que todos devemos felicitar". Da mesma
forma efetuou um reconhecimento para a CNT e Just Casas pelos esforços
realizados na construção deste Centro de Estudos Libertários.

Just Casas, presidente do Centro pôs ênfase inicialmente na vida e obra
de Francesc Sàbat. Segundo o cenetista, este organismo "deve servir para
ler... que se lêem livros, também anarquistas, mas acima de tudo todos
livros", por outro lado,"o Centro de Estudos Libertários se considera
herdeiro de Francesc Sàbat e dos trabalhadores que criaram seus próprios
instrumentos de cultura", que, "sem querer patrimonializá-lo, pois é
impossível, somos, isso sim, os principais depositários". Segundo o
presidente "cultura é humanidade e a cultura libertária faz parte do
patrimônio universal". Ele ainda disse que o Centro oferecerá "cultura,
respeito e tolerância", de maneira que "qualquer pessoa que não seja um
fascista terá as portas abertas do Centro de Estudos Libertários", além
do mais "quer romper a imagem do anarcosindicalismo e o anarquismo", nós
anarquistas "temos interesses como classe social e como ideologia, como
pessoas que pensamos", mas também, "temos alguns interesses
culturais.

Just Casas explicou como "o anarquismo foi um instrumento de cultura
importante, pois ensinou a centenas de milhares de trabalhadores a ler e
escrever, a pensar por sua conta, a ter critério próprio e saber
explicar, a tentar construir um imaginário de uma sociedade melhor"; de
acordo com Casas "tudo isso é também um objetivo do Centro de Estudos
Libertários". Finalmente acabou expressando que "este ato é motivo de
satisfação ao ser capaz de reunir a uma série de pessoas que, apesar de
ter ideologias diferentes e pertencer a diferentes associações e
instituições como a Prefeitura, com as quais podemos ter as nossas mais
ou menos discrepâncias, compartilhamos a idéia de que a cultura está
acima de muitas coisas, deve servir para unir as pessoas".

O ato foi finalizado com a intervenção do representante do conselho de
Cultura da Prefeitura de Terrassa, Josep Zaguirre, segundo o qual,
devemos estar orgulhosos "de estar aqui na inauguração deste Centro de
cultura" assim como de que "um sábado à tarde cem pessoas se
congreguem para inaugurar um Centro que parte da modéstia e o esforço
dos trabalhadores".

Lluís Rodríguez Algans - Secr. de Imprensa, CNT-Terrasa

Jornal CNT 332, março de 2007

agência de notícias anarquistas-ana


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