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(pt) Brasil: [indexeditora] Contra as Eleições!!!

Date Sat, 30 Sep 2006 10:58:35 +0200 (CEST)


A Index Librorum Prohibitorum envia esse informativo extraordinário para
tratar da questão das eleições, já que domingo agora, 1° de outubro, nos
vemos novamente diante desse tema.

Aqui selecionamos alguns materiais que apresentam o assunto sob uma ótica
anarquista. Esperamos que estes textos encorajem a todos a não votar (ou a
anular o seu voto). Sabemos que não adianta depositar nas urnas a
esperança de viver num mundo melhor. As transformações que precisamos não
virão dos políticos, não serão dadas pelo governo, mas sim conquistadas
através da ação direta.

Nós fazemos parte da campanha "Existe Política Além do Voto", por isso,
convidamos à todos que visitem o site, onde há muitos textos e ilustrações
interessantes: http://votonulo.espora.org

Abaixo, sugerimos textos e ilustrações que julgamos interessantes para a
reflexão acerca das eleições, do voto, da representação e do Estado. Boa
leitura!


1. NÃO VOTE! ORGANIZE-SE, UM PANFLETO ANÔNIMO, MAS MUITO INTERESSANTE:
http://www.ordinariahit.net/indexeditora/b.pdf


2. A (I)LEGITIMIDADE DA REPRESENTAÇÃO, POR RODRIGO ROSA:
http://www.ordinariahit.net/indexeditora/a.pdf


3. ABAIXO SEGUE UM TEXTO INTERESSANTE DE UM MEMBRO DA CAMPANHA EXISTE
POLÍTICA ALÉM DO VOTO QUE EXPLICA BEM O SEU CONTEÚDO E AS SUAS PROPOSTAS:

"A campanha 'Existe política além do voto' está sendo feita pela internet,
aproveita espaços na mídia televisiva, radiofônica e jornalística e também
se faz através de panfletagem, debates, palestras e apresentação de nossas
propostas práticas. Isso em diversos estados do Brasil (Rio de Janeiro,
Paraíba, São Paulo, Minas Gerais etc.).

Nossa campanha não é pelo 'voto nulo'. Tanto o voto nulo quanto a
abstenção são opções válidas como protesto contra o sistema
representativo, mas não são suficientes. A nossa campanha ('Existe
política além do voto') visa aproveitar a revolta atual perante a política
instituída para mostrar aos indignados que há um outro caminho: -
Autogestão, cooperativismo, ajuda mútua;
- Ação direta, luta direta por moradia através de ocupações, por passe
livre através de passeatas etc.; - Socialismo libertário, gestão
não-hierárquica, democracia direta, busca do consenso, organização em
grupos locais e coletivos em federações.

As leis sobre anulação das eleições são variadas e contraditórias.
Avaliamos essa situação como uma tática dos 'políticos' profissionais (que
fazem as leis) para desvalorizar o voto nulo e conservarem seu poder. Por
exemplo: - o voto nulo era voto válido, mas deixou de sê-lo há poucos
anos; - até pouco tempo, o botão da urna eletrônica de correção do voto
era gravado com 'anula' em vez de 'cancela', gerando confusão.

Para finalizar, nossa opção por 'política além do voto' não é uma opção
anti-democrática. Muito pelo contrário, é uma opção de liberdade radical
na qual cada um vota em si mesmo e participa diretamente dos rumos da
política.


4. ILUSTRAÇÃO COM A QUAL FORAM CONFECCIONADAS CAMISETAS PARA ARRECADAÇÃO
DE FUNDOS PARA A CAMPANHA:
http://img99.imageshack.us/img99/2465/camisadiabookbh2.jpg


5. TEXTO ESCRITO EM 1933, MAS QUE SE MANTÉM ATUAL:

O GOVERNO NÃO PRESTA!*

Por Armandinho

Eu estou cansado de saber disso, mas a maioria não se convence que sem
governo é melhor. Desde criança sinto um eterno zumbido no ouvido de que o
governo não presta. Hoje estou com perto de 50 anos e o zumbido de que o
governo não presta aumentou. Que diabo! Uma coisa que não presta bota-se
fora, não se deve aceitar! Vamos todos a casa: mas aí que poderia
governar-se por si?
Eu!... Eu mesmo podia me governar muito bem. Porque não? Ora essa! Então
não sei me dirigir por mim mesmo?
O governo fornece-me algumas muletas? Faltaria só isso! Não saber-me
governar! É o que venho fazendo há cinqüenta anos! Pois os animais se
governam muito bem por si, quanto mais um de nós que tem mais recursos e
mais fácil o pão. Vamos ser razoáveis. Sempre dispensei e dispensaria
perfeitamente o governo. Nunca o consultei para nada, nem lhe solicitei ou
recebi dele qualquer favor ou benefício. Já vêem, pois, que carinho me
merece. O governo, o Estado, é que não procede reciprocamente comigo.
Mete-se em todos os meus negócios, atrapalha-me de todo jeito quer saber
quanto ganho, o que faço, de que vivo, e tira de mim o lucro do meu
trabalho em licenças e impostos e em nome de instituições que eu não
conheço, deixando-me só o que preciso para não pedir esmola. ? Posso eu
sozinho me opor à vontade do governo? ? Não! ? E por que? Impele-me pela
força armada. Aí é que está.
Mas não digam que não saberia conduzir-me sem governo. Não sou só eu que
não quero, somos todos. Porque é que se formam partidos políticos de todas
as cores? Não é para combater o governo? Aliança Liberal, o Partido
Democrático, o Partido Católico, o Partido Socialista, o Partido Comunista
e Cia., não são ou foram contra o governo? O governo não presta. Como
vedes não é só o anarquista que não quer governo, somos nós todos. Vamos
então ser sinceros: quem é que gosta de ser governado? Além de tudo, o
governo é um ente escrevo de si mesmo, e quais garantias têm os
governantes? As mesmas dos governados. O pau que dá no Chico dá na Joana!
O governo é uma coisa tão absurda que não garante nem a si. Pergunte a
Washington Luis e seu colega Afonso XIII e eles e outros poderão
responder. Tudo é questão de palavras. Estou convencido de que todos
querem o mesmo que eu quero, só que à maioria falta a coragem de assumir a
responsabilidade das próprias convicções e perder o amor aos privilégios
adquiridos e nada mais. Mas que o governo garanta alguma coisa de perene e
eterno, todos estão cansados (como nós) de saber que isso é mentira, que o
governo não garante coisa nenhuma, pois até ele é provisório e passageiro
como uma estrela errante. Por isso digo-vos: o governo não presta! E com
igual razão os da última moda: bolchevista ou comunista, fascista ou
socialista. Os nomes pouco importam. É que constituem um só conteúdo, uma
coisa só: governo (ou desgoverno) e sempre pela força.

* Texto retirado do periódico libertário A Plebe (Nova Fase), N°. 21, de
22 de abril de 1933.


6. ILUSTRAÇÃO RETIRADA DE A PLEBE (NOVA FASE), N°. 20, DE 15 DE ABRIL DE
1933: http://img99.imageshack.us/img99/4721/emtempodeeleiesaplebehm8.jpg


7. 'SANTINHO' PARA SER IMPRESSO E DISTRIBUÍDO:
Frente: http://espora.org/votonulo/?q=node/65
Verso: http://espora.org/votonulo/?q=node/68

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