A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement
First few lines of all posts of last 24 hours || of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006

Syndication Of A-Infos - including RDF | How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
{Info on A-Infos}

(pt) BOLETIM FAÍSCA #24

Date Fri, 29 Sep 2006 18:01:25 +0200 (CEST)


Olá!

Você está recebendo o boletim da Faísca Publicações Libertárias!

Assuntos deste boletim:

1. Catálogo impresso Faísca
2. Rumo a um Novo Anarquismo reeditado
3. Eventos libertários
4. Revista Educação Libertária
5. Site editora Achiamé
6. Artigo ?O Espectro do Voto Nulo?, de Damiro Moraes


#1. CATÁLOGO IMPRESSO FAÍSCA#

Acaba de sair da gráfica nosso catálogo impresso. Mandaremos aos poucos
para todos os que se manifestaram mostrando interesse. Quem quiser
receber, mande-nos nome completo e endereço. Quem puder mandar um
auxílio para o envio (selo ou dinheiro), será muito bem-vindo. Em breve
colocaremos uma versão PDF no site.


#2. RUMO A UM NOVO ANARQUISMO REEDITADO#

Saiu também a segunda edição deste livro de Andrej Grubacic. Este foi um
artigo preparado para uma palestra organizada pela revista Z Mag no
evento Vida Após o Capitalismo, alguns anos atrás. É uma breve
introdução ao anarquismo, com uma visão contemporânea, um pouco ligada à
experiência do movimento de resistência global. Interessante para quem
não tem muito conhecimento no assunto. Preço de lançamento da segunda
edição R$ 5,00 + R$ 1,00 (correio) = R$ 6,00.


#3. EVENTOS LIBERTÁRIOS#

Acontece, nas próximas semanas, uma série de eventos ligados ao
universo libertário. Abaixo, vão as informações sobre eles, em ordem
cronológica.

* COLÓQUIOS DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
Campinas-SP 29/09
Vídeo-conferência sobre anarquismo e educação
Local e horário: Unicamp Sala da Congregação * 17h00
Realização: Grupo de Estudos e Pesquisas História, Sociedade e
Educação no Brasil

* PEDAGOGIA LIBERTÁRIA X NEOLIBERALISMO
Salvador-BA 5 e 6/10
Seminário nacional sobre Pedagogia Libertária
Mais informações: http://eduanarquista.ubbihp.com.br/#

* V EXPRESSÕES ANARQUISTAS
Santo André-SP 14 e 15/10
Encontro anarquista com debates e exposições sobre diversos temas, entre
eles autogestão e educação.
Mais informações:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360424.shtml

* II COLÓQUIO LIBERTÁRIO ? FEDERALISMO LIBERTÁRIO
São Paulo-SP 21 e 22/10
Dois dias de palestras e debates sobre diversos temas históricos e
contemporâneos ligados ao anarquismo.
Mais informações:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360517.shtml


#4. REVISTA EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA!#

A editora Imaginário e o IEL estão publicando a revista EDUCAÇÃO
LIBERTÁRIA. O primeiro número ?Educação e Revolução na Espanha
Libertária? sai em 21/10, durante o II Colóquio Libertário e traz mais
de 10 artigos sobre o tema.

Segue aqui o sumário: ANARQUISMO ESPANHOL E EDUCAÇÃO de Anastasio
Ovejero Bernal, FRANCISCO FERRER E A ESCOLA MODERNA de Emma Goldman,
FERRER E A PEDAGOGIA RACIONAL: UM BALANÇO, CEM ANOS DEPOIS... de Sílvio
Gallo, A C.N.T. E A EDUCAÇÃO, 1936-1939, UM NOVO SISTEMA
EDUCACIONAL DURANTE A REVOLUÇÃO ESPANHOLA de Cédric Dupont, A
RENOVAÇÃO DA ESCOLA de Francisco Ferrer y Guardia, CONSIDERAÇÕES
RELATIVAS À EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA de Hugues Lenoir, A DEMOCRACIA DIRETA NA
ESCOLA de Francesco Codello, DA BIBLIOTECA À ESCOLA MODERNA. BREVE
HISTÓRIA DA CIÊNCIA E DA EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA NA AMÉRICA DO SUL de Carlo
Romani, PENSAMENTO EDUCACIONAL ANARQUISTA NO BRASIL: UMA
INTRODUÇÃO HISTÓRICA de José Damiro de Moraes e CNT-FTE.

Formato 17X24, 112 páginas. Preço de capa: R$ 25,00.
Assinatura por um ano (3 números): R$ 48,00 (35% de desconto).
Maiores informações, contatar: ed.imaginario@uol.com.br


#5. SITE DA EDITORA ACHIAMÉ#

Agora, a editora Achiamé do Rio de Janeiro tem um site. Não deixe de
acessar para conhecer os lançamentos: http://www.achiame.net/


#6. ARTIGO ?O ESPECTRO DO VOTO NULO?, DE DAMIRO MORAES#

Enviamos abaixo, um trecho do artigo do companheiro de Campinas, sobre a
questão do voto e da democracia representativa. Nele, Damiro discute o
medo das instituições que logo se apressaram em combater o
voto-nulo, por razão de seus altos índices, acusando seus defensores de
passivos, despolitizados e conservadores. Além disso, vai a um debate
clássico do socialismo entre os marxistas ortodoxos (em
especial Lênin) e os marxistas heterodoxos, acusados de serem
?doentes? por Lênin. Vai buscar, após isso, uma interessante
argumentação que justifica a política a partir do movimento social e não
a partir das instituições governamentais. O texto na íntegra pode ser
lido em: http://www.editorafaisca.net/espectrovotonulo.htm

***

Essa idealização do Parlamento promovida pela direita e pela esquerda
foi e continua sendo nociva a participação e organização seja ela
popular como sindical. Maurício Tragtenberg, em O voto e a ilusão, assim
afirma:

?Muitos acham que o regime parlamentar nos deu as liberdades
políticas, esquecendo que a liberdade de imprensa, reunião e
associação foi arrancada no país matriz do Parlamento ? Inglaterra -
através de ação direta do povo. Os operários no século XIX
conquistaram seu direto à greve através da ocupação das manufaturas.
Derrubando as grades do Hyde Park londrino onde era proibida sua
entrada, conquistaram seu direito à palavra na rua. Atribuir aos
parlamentos o que é devido à ação popular é pensar que basta existir uma
Constituição para que haja liberdade e direitos respeitados (grifo
meu).? (Cf. http://www.editorafaisca.net, Boletim nº. 2).

O que assistimos hoje, após os escândalos descortinados pelos meios de
comunicação, são uma crise das instituições políticas representativas.
Isto é, o que o senso comum da população apregoava ficou tão visível que
está impossível dourar a pílula: existe roubo, enriquecimento,
falcatruas mil, tudo dentro da instituição que se coloca como
representante dos brasileiros.

Nessa direção, os preocupantes índices de voto nulo para deputados (os
significativos 18%) mobilizou o esquadrão de choque em defesa da
moralidade e, principalmente, de uma das torres de marfins da ilusão
eleitoral, o parlamento. Assim, a Frente Única foi formada.
A necessidade de sustentar essa aparente representação faz parte da
estratégia de dominação política. Contrariando o que dizem as
propagandas oficiais, as pessoas perceberam que ao eleger alguém não
podem simplesmente ?despedir? caso não goste de sua atuação. Pelo
contrário, seu voto torna-se uma arma - contra ele mesmo!

A contabilidade também aponta que o número de votos para alguém ser
eleito está aquém da realidade. Em outras palavras, uma multidão fica
sem nenhuma representação (Cf. um exemplo dessa ?conta? pode ser visto
em (E)leitor, seu voto nada vale!!! no jornal Fenikso Nigra, nº. 3,
2005, http://www.fenikso.rg3.net/).

Longe da visão reacionária que classifica o voto nulo como
?passividade e conservadorismo?. Vejo o voto nulo como ação política que
tem como objetivo discutir a representação parlamentar e o Estado
apontando que Existe Política Além do Voto. Mas não somos ingênuos, e
como afirma Tragtenberg:

?Não há soluções mágicas ou milagrosas. Um bom ponto de partida é
definir que só mediante a ação livre e direta de todos os
assalariados, auto-organizados a partir de seus locais de trabalho,
podem esperar ser ouvidos e ter um lugar ao sol. No processo de suas
lutas aprenderão a conhecer-se melhor e conhecer aqueles que em seu nome
querem falar. Não há vida por procuração, cada um tem que viver a sua,
assim como, não há luta por procuração, cada grupo humano tem que
auto-organizar-se para travar a sua luta. A união dessas lutas será mais
significativa que qualquer eleição. O Solidariedade é o maior exemplo. O
resto é literatura, e má.? (Cf.
http://www.editorafaisca.net, Boletim nº. 2).

Assim, nossa proposta é pela construção de uma nova sociedade que começa
a ser questionada a partir do sistema representativo,
juntamente com os aparelhos do Estado e pela estrutura de dominação do
Capital. Com esse entendimento, o voto nulo não é a anulação da
política, mas sim o início de uma nova organização social pela ação
direta e autogestão.


Faísca Publicações Libertárias
www.editorafaisca.net
faisca@riseup.net

_______________________________________________
A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt


A-Infos Information Center