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(pt) «A Batalah» N.218: CONFLITO ISRAELO-ÁRABE o gato es condido com o rabo de fora

Date Thu, 14 Sep 2006 14:55:56 +0200 (CEST)


A pretexto dum banal incidente entre patrulhas da resistência palestiniana
e do exército israelita, o governo de Telavive montou uma operação militar
de grande envergadura visando, não a já habitual retaliação para manter
aceso o conflito, como lhe convém, mas para intentar destruir a
resistência palestiniana, tanto do Esbollah como do Hamas, tanto no Líbano
como na Palestina. Tomando como alvo as comunidades xiitas como um todo e
não apenas as forças guerrilheiras.
Esta reacção insólita e desproporcionada a um incidente que, no contexto
local, poderíamos apelidar de fútil, a presença reiterada de Condoleeza
Rice na região e a situação tensa entre os EUA e o Irão (a comunidade
xiita é afecta ao regime iraniano) ? além da incapacidade para controlar a
situação no Iraque e no Afeganistão ?, permite supor que a actual campanha
israelita não é uma iniciativa do seu governo mas uma operação encomendada
pela administração Bush visando intimidar o governo iraniano e
acessoriamente a Síria e outros países muçulmanos menos seguros (do ponto
de vista de Washington), bem como a opinião pública islâmica,
compreensivelmente anti-sionista e anti-americana.
Operação que tem a grande vantagem de não comprometer directamente as
forças americanas, que suscitaria neste país um repúdio proporcional às
baixas sofridas, e de transferir boa parte do ódio das populações atacadas
para a nação judaica. De resto a brutalidade da actuação do exército
israelita, visando deliberadamente a população civil (e até mesmo
observadores da ONU) não deixará de avivar o ódio acumulado no decurso de
meio século de ocupação judaica.
É um ónus que Israel terá de suportar e de que poderá vir a arrepender-se,
talvez demasiado tarde. Porque não se conhece império que haja subsistido
indefinidamente e é previsível que os EUA tenham os seus dias contados a
prazo mais ou menos longo. Israel é um pequeno Estado que só poderá viver
em permanente conflito com os países árabes seus vizinhos (e com a
comunidade islâmica como um todo) sob a asa protectora duma grande
potência. Que será de Israel quando a hegemonia norte-americana entrar no
ocaso?
Seja como for, não deixa de ser uma trágica ironia que tenha escolhido
para seu principal inimigo o mundo islâmico que foi, ao longo dos séculos,
muito mais tolerante para com os judeus do que o mundo cristão,
proporcionando-lhes geralmente asilo contra os pequenos, médios e grandes
holocaustos promovidos pela cristandade ao longo dos séculos.
L.G.S.

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