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(pt) [Brasil] A Rejeição: Avaliação da Farsa Eleitoral para o 2 tu rno

Date Fri, 13 Oct 2006 17:00:23 +0200 (CEST)


A Rejeição: Avaliação da Farsa Eleitoral para o 2 turno

É P'RA VENCER:

PELA FORÇA DO POVO
ANULA-LÁ
E AQUI DE NOVO!

COLETIVISMO SINDICAL

COB/ACAT-AIT!

[input] [input] [input] [input] A Campanha pelo Voto Nulo de
Protesto é feita sistemáticamente pelo Movimento de Reativação da
Confederação Operária Brasileira, nesta nova fase desde 1986 dando
continuidade a luta do Movimento Libertario Brasileiro.

A campanha pelo Voto Nulo de Protesto aponta da importância de no momento
do embate ideológico da burguesia pelo controle do Estado denunciar a
contradição, o caráter classista das eleições e a falsidade do discurso
colaboracionista marxista sobre a legitimidade do Poder Político.

O protesto refere-se a perspectiva de transformação social para uma
sociedade livre, sem injustiças e classes sociais, encarada sob o posto
de vista da luta pela posse e gestão dos meios de produção e de
subsistência dos próprios trabalhadores (coletivizações).

A ação direta, coletivista e sindical, é a alternativa social em
oposição a ação delegada de representação burguesa.

Essa é uma variante histórica, enquanto estratégia de luta e
organização, que surge para o movimento social revolucionário
internacional, em 1894, no Primeiro Congresso Internacional dos
Trabalhadores, quando se fundou a Associação Internacional dos
Trabalhadores. Foi destruída varias vezes e sua última reconstrução é
de 1921.

No embate histórico contra as forças reacionárias da burguesia,
surgiram as conquistas sociais que hoje conhecemos e que pela força dos
governos e da classe patronal são sistemáticamente atacadas.

A finalidade da AIT é a de fortalecer a classe através da união dos
trabalhadores do mundo inteiro.

"A ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES
"O capitalismo organiza-se, e, da situação de defesa em que se
encontrava, lança-se agora numa ofensiva, em todas as frentes, sobre a
classe trabalhadora. Esta ofensiva tem a sua origem profunda em causas
bem concretas: na confusão de ideias e princípios que existe nas
fileiras do movimento operário, na falta de clareza e de coesão acerca
das finalidades atuais e futuras da classe operária, e na divisão em
inumeráveis sectores; numa palavra, na debilidade e na desorganização
do movimento operário.

Contra este ataque cerrado e internacional de toda a espécie de
exploradores, apenas um procedimento é possível: a imediata organização
da classe proletária num organismo de luta que acolha no seu seio todos
os trabalhadores revolucionários de todos os países, constituindo assim
um bloco granítico contra o qual chocarão todas as manobras
capitalistas, as quais, por fim, acabarão por ser esmagadas pela
própria força do seu enorme peso."

Chamamos a isso de perspectiva libertaria da autogestão sindical
generalizada.

O sindicalismo implantados pelos patrões e pela falsa esquerda
(eleitoral) no Brasil de hoje, não passa de um balcão de negócios a
serviço de uma burocracia partidária que sobrevive das conquistas
sociais do passado, destruídas pelas ditaduras militares e que não se
faz presente hoje nas grandes questões da população Contra todas as
Misérias (trabalho, moradia, saúde, educação, liberdade de expressão) e
Contra a Carestia de Vida (alimentação, vestuário, aluguel,
transportes, taxas, tarifas, matrículas, medicamentos, serviços).

O Movimento de Reativação da Confederação Operária Brasileiral, nesta
nova fase, resurge em 1986 dentro da proposta de retomada do
sindicalismo revolucionário de base dentro das diversas regiões
brasileiras.

Surge também o processo de reativação da Associação Continental
Americana de Trabalhadores em oposição a ALCA por uma América dos
trabalhadores, una e libertaria.

Em todos as regiões vão surgindo e se articulando pessoas, sindicatos
ou núcleos sindicais locais pela reunificação nacional através da
reconstrução das Federações Operárias (São Paulo, Paraná, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul...) como seções da COB/ ACAT-AIT.

A importância de trabalhar com a farsa eleitoral podem nos revelar
alguns contradições de classe do sistema capitalista que revelam para
os trabalhadores (empregados, desempregados e em formação) o teor da
falsa liberdade representativa implantada pela ditadura do capital.

O primeiro dado que nos surge é o da Rejeição Eleitoral.

A rejeição eleitoral é subentendida como o somatório das Abstenções,
Votos em Branco e os Votos Anulados.

Fizemos uma comparação entre este resultado e o total de votos válidos
divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral em 09/10/2006 e encontramos
algumas situações interessantes:

Se a briga ao nível nacional está entre os 48,6% dos votos de lula e os
41,6% dos votos de Alckmin ficamos sabendo que a rejeição foi muito
expressiva com 31,2% dos votos. Apesar dos golpes pré-eleitorais, da
liberação da boca de urna e do interesse do TSE em acabar com o voto
nulo.

O total da rejeição é o resultado decorrente da relação calculada
contra o total dos votos válidos (70,5 % das abstenções, 9,6% dos votos
em branco e 19,9% dos votos nulos).

Os outros candidatos não ultrapassaram 9,8% dos votos validos.

Mesmo com todas as manipulações, as maiores rejeições registradas e
maiores que a média nacional em relação aos votos validos, foram
encontradas em quinze (15) estados e no exterior:

Exterior 121%; Bahia 41,4%; Maranhão 39,1%; Alagoas 38,7%;
Pernambuco 38,2%; Rondonia 35,2%; Mato Grosso 34,6%; Ceará 33,9%;
Paraíba 33,6%; Rio Grande do Norte 32,7%; Piauí 32,2%; Acre 32,1%;
Pará 32,0%; Tocantins 32,0%; e Goiás 31,2%.

Os estados com menor rejeição (abaixo da média) foram doze (12).

São êles:
Amapá 22,1%; Distrito Federal 22,8%; Roraima 23,6%; Rio Grande do Sul
24,9%; Santa Catarina 24,9%; São Paulo 27,4%; Mato Grosso do Sul 27,7%;
Paraná 27,8%; Sergipe 29,1%; Espirito Santo 29,8%; Amazonas 29,9%; e o
Rio de Janeiro com 30,9%.

O resultado das rejeições, em relação ao total de votos válidos, foram
superiores que a votação válidas para os dois candidatos no exterior.

O resultado das rejeições foram maiores que a votação do segundo
candidato em onze (11) estados: Bahia, Maranhão, Alagoas, Pernambuco,
Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piaui, Tocantins, Rio de Janeiro,
e o Amazonas.

Paro o segundo turno a palavra de ordem proposta é:

É P'RA VENCER:

PELA FORÇA DO POVO
ANULA-LÁ
E AQUI DE NOVO!

COLETIVISMO SINDICAL

COB/ACAT-AIT!

É preciso intensificar nossas denuncias:

1) Aumentar a visualização da campanha, com bandeiras, camisetas,
adesivos, cartazes e filipetas do voto nulo ( de uso diário e no dia da
votação).

2) Aumentar a nossa presença nas urnas eleitorais, no momento da
eleição, para fiscalizar o comportamento dos partidos e mesários.

3) Já vimos que os disketes que carregam as informações para posterior
processamento no TRE podem ser manipulados com "outras intenções" isso
deve ser denunciado sistemáticamente.

4) É preciso acompanhar o desenrolar do processo eleitoral fazendo
pesquisas e debates com a população, explicando o nosso posicionamento.


FORGS/COB-ACAT/AIT seção brasileira
Sindivários (Sindicato de Artes e Oficios Vários de Porto Alegre).


" A emancipação dos trabalhadores é obra dos própios trabalhadores"

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