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(pt) A BATALHA , N. 219 «CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE EMÍDIO SANTANA (1906-2006)»

Date Tue, 21 Nov 2006 19:16:54 +0100 (CET)


A comemoração do centenário do nascimento de Emídio Santana por parte do
Centro de Estudos Libertários, de que foi fundador, e deste jornal, que
refundou em 1974, teve início em 28 de Outubro último com a primeira das
três sessões que lhe são dedicadas.
Esta 1ª sessão teve lugar no Espaço Josefa de Óbidos da Junta de Freguesia
da Graça, por amável aquiescência do seu Presidente. Emídio Santana nasceu
nesta freguesia, frequentou inicialmente a escola primária do Sindicato
dos Metalúrgicos (a S.Tomé) transitando depois para a Escola Oficina nº 1
e mais tarde para a Escola Oficial na Penha de França, onde obteve o
diploma de instrução primária. Mas foi sem dúvida a Escola Oficina nº 1
que teve sobre ele exerceu a mais decisiva influência educativa.

O tema desta 1ª sessão foi assim ?Uma educação para a liberdade e cidadania?

A primeira intervenção esteve a cargo de João Soares, amigo pessoal de
Emídio Santana e editor das suas «Memórias», que dele deu um testemunho
pessoal tanto do homem como do resistente. Conheceu-o numa sessão de
propaganda eleitoral da CEUD, em 1969, onde falou de sindicalismo, vindo a
contactá-lo com alguma frequência depois do 25 de Abril. Elogiou
particularmente a sua coerência e coragem, as suas qualidades de
inteligência, tolerância e afabilidade, a sua energia e dedicação
militante que o tornaram uma figura relevante do movimento social
português do século XX.

Falou seguidamente António Candeias, que se debruçou sobre «A educação
como instrumento de emancipação: das escolas sindicais à Escola Oficina nº
1». Versou essencialmente esta última cujo método pedagógico, material
escolar e instalações descreveu e ilustrou com numerosos diapositivos.
Lamentou o não aproveitamento e relativo abandono de instalações tão
espaçosas e tão ricas de significado histórico e pedagógico.

Seguiu-se no uso da palavra Isabel Rufino, directora executiva da
Associação Barafunda da Benedita (Alcobaça) que abordou o modo «Como ?A
Barafunda? promove o acesso à informação-formação». Descreveu em traços
gerais a estrutura e modo de funcionamento da instituição que promove
acções de formação de natureza educativa e profissional de diversa índole,
bem como a certificação escolar em função dos currículos profissionais dos
candidatos, apoio a jovens, requalificação com vista a adaptação a novos
empregos, etc.

Por último falou Pascal Paulus, professor numa escola frequentada
essencialmente por filhos de imigrantes, sobretudo caboverdianos, com
consideráveis problemas económicos e sociais. O método educativo
tradicional é totalmente desajustado e cifra-se numa eleva taxa de
?insucesso escolar?. Deu conta da sua diferente abordagem, que procura a
motivação das crianças para aprender por si mesmas, em vez do usual
processo de debitar conhecimentos que pouco ou nada dizem aos alunos. O
êxito do método foi exemplificado com uma série de trabalhos realizados
pelos seus alunos.

Esta primeira sessão contou com a presença de uma trintena de pessoas,
que pediram ocasionais esclarecimentos ou sugeriram propostas,
nomeadamente quanto à reabilitação da Escola Oficina nº 1 e à preservação
do seu património histórico-pedagógico, aproveitando a presença do Dr.João
Soares que foi em tempos membro do Conselho Fiscal daquela instituição e
se mostrou interessado na sua reactivação.

Próximas sessões

A 2ª sessão terá lugar no dia 11 de Novembro, sábado, pela 15 horas, na
Biblioteca Museu da República e Resistência (Estrada de Benfica, nº 419,
Lisboa)
O tema desta sessão - «Lutar pela emancipação» - é de índole
acentuadamente biográfica e será tratado por:
Paulo Guimarães: Os últimos tempos do sindicalismo libertário
Luís Garcia e Silva: Resistência à ditadura: o atentado e a prisão
Fernando J. Almeida: A Batalha depois do 25 de Abril
João Freire: Emídio Santana, o homem e o militante

A 3 sessão (última) terá lugar no dia 25 de Novembro, sábado, pelas 15
horas, na Casa António Sergio (Travessa Moínho de Vento, à Lapa, nº 4,
Lisboa e está relacionado com a militância após a saída da prisão e o 25
de Abril, durante o qual Emídio Santana foi fundador e dirigente do Ateneu
Cooperativo e, posteriormente, membro dos órgãos sociais da Associação dos
Inquilinos Lisbonenses e sócio fundador da DECO

O seu tema genérico «Entre-ajuda e cooperação na base da sociedade» será
tratado por:
José Hipólito dos Santos: O cooperativismo como movimento de emancipação
económica
Eugénio Mota: Utopia e acção ? questões sobre a organização e
desenvolvimento cooperativo.

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