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(pt) A greve da SAC assusta o patronato e sindicatos maioritários na Suécia [ca]

Date Mon, 20 Nov 2006 20:57:46 +0100 (CET)


Como já sabemos, a SAC convocou 2,5 milhões de trabalhadores para a
greve de 15 de Novembro, na Quarta-f. passada. Isto criou uma expectativa
em todos os trabalhadores da Suécia, e medo no patronato e na direcção das
centrais sindicais maioritárias - LO y TCO. A LO inclusive, chegou a
mandar uma carta a todas a suas entidades organizativas, distanciando-se
da convocatória da SAC e da greve em si mesma como arma de luta.
Inclusive ameaçou com sanções seus próprios associados ou secções locais
que pensavam apoiar a greve da SAC.

Assim, na Seguda-f. passada, uns dias antes da greve, a SAC viu-se
obrigada a retirar a parte da convocatória que convocava os associados de
outros sindicatos, mantendo apenas a grve para seus próprios membros.

No dia anterior à greve, o chefe máximo de uma das associações patronais
importantes na Suécia, Almega, publicou um artigo de opinião,
ridicularizando a SAC, mas aos mesmo tempo mostrando o seu medo perante a
greve e seus efeitos. Afirmou que a SAC é tão pequena que todos os seus
membros caberiam num comboio do metro e todos dos membros de Estocolmo
numa carruagem de tal comboio.

Perguntei a um membro da secção da SAC dos comboios e metros de Estocolmo
se é verdade que caberiam um pouco mais de 7000 pessoas num comboio do
metro:
"Isso é mentira, disse Jan Abrahamsson. Em cada um há 149 lugares sentados
e nem os 1400 membros de Estocolmo caberiam num comboio inteiro, a não ser
que os puséssemos como sardinhas em lata....".

Com tanta ridicularização não se compreende o medo que têm as associações
patronais de uma greve da SAC. Jan Abrahamsson dizia, antes da greve, que
esta iria ser um êxito e que por isso a temiam tanto, e explicava-nos:

"Há três coisas que lhes metem medo, independentemente de participarmos
quatro pessoas ou três mil na greve. Primeiro, o debate que esta greve
criou em toda a Suécia e sobretudo entre os trabalhadores membros dos
grandes sindiatos reformistas. A atitude por parte da LO, com um desprezo
totla em relação à greve, em geral, e em relação à SAC em especial, criou
uma raiva entre seus próprios associados, e em regiões inteiras de
sindicatos como Metalúrgia e Minas dentro da LO, já estão a pedir uma
onvocatória de greve geral por parte desta central.
Houve secções da LO que também participaram nas manifestações da SAC em
várias cidades. A ensão dentro da LO já é tanta, que a imprensa fala de
uma "rebelião" da parte dos associados da LO.

Portanto, o medo que exprimem o patronato e os burocratas sindicais, não é
tanto pelos efeitos da greve da SAC, que foram bastante poucos - comboios
e autocarros que não vinham, catas que não foam distribuidas, máquinas
paradas, etc..., mas antes o seu efeito clateral, o exemplo da acção, da
greve.

A segunda é que a imprensa acompanhou a greve com muitíssimo interesse,
desde o assassinato do membro da SAC, Björn Söderberg, em 1999, nunca se
escreveu tanto sobre a central libertária. Houve artigos de opinião a
apoiar a greve, muitas vezes com esperança de que esta se difundisse aos
restanes trabalhadores. Esta segunda razão criou uma pressão forte ao
governo, que já recificou alguns aspectos da proposta que apresentou na
Quinta-f. passada, 16 de novembro. Foram mudança mínimas, cuja intenção
era enganar a opiniãó pública, mas ninguém já se deixa enganar agora.
inclusive a imprensa liberal mais importante(DN), é analizada a situação e
conclui-se que a arrogância do ministro dos assuntos laborais, Sven Olof
Littorin, vai custar caroao governo.

A terceira razão é que a convocatória central da SAC intensificou as
actividades nas federações locais, nos sindicatos e secções, a
participação aumentou muito e os conflitos internos da organização, que às
vezes parecem ameaçar parti-la, foram eixados de lado para se trabalhar
com a greve os protestos".

Os associados da SAC fizeram greve em vários síios, e realizaram
manifestações em muitos sítios do país. Não conseguiu parar todo um país,
mas o grande êxito da greve consiste em usar a a arma da greve para
combater a tão odiada reforma.

A parte a greve na Suécia, também ocorreram concentrações e entregas de
protestos escritos (ou tentativas de ntrega, como no caso da
Turquia), noutros países, como em Portugal, Espanha, França, Polónia,
Irlanda, Grécia e Turquía. Nalguns sítios dos protestos na Suécia,
também foram lidos os comunicados internacionais de apoio que a SAC
recebeu de muito sítios.

Ronny Stansert

[tradução para A-Infos: Manuel Baptista]






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