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(pt) [Brasil] Uma visão sobre a manifestação em frente ao consulado doMéxico [RJ]

Date Fri, 3 Nov 2006 22:33:16 +0100 (CET)


Cerca de 80 pessoas se manifestaram na quarta (1/11), em frente ao
Consulado do México, no Rio de Janeiro. Era uma militância heterogênea,
unida para solidarizar com a luta da APPO (Assembléia Popular dos Povos de
Oaxaca), no México, e contra as violências praticadas pelo Estado mexicano
e seus grupos de apoio, que já mataram, feriram e prenderam vários
manifestantes.

[Aqui uma lista preliminar:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/11/364036.shtml].

De protesto pacífico, o ato no Rio tomou contornos tensos quando um
policial militar agrediu manifestantes com um cassetete e disparou rajadas
de gás de pimenta, de modo irracional, sem que ninguém houvesse provocado.
A chegada de mais um efetivo da PM não esmoreceu o ânimo d@s presentes,
que permaneceram protestando até conseguir entregar uma carta de repúdio
ao governo mexicano.

A convocação do ato foi em caráter de urgência, possível em grande medida
pela troca de informações em listas de e-mail e pela home page do Centro
de Mídia Independente, que vem constantemente dando informações sobre a
cidade de Oaxaca. No dia 27/10 um jornalista-voluntário do Indimedya, Brad
Will, fora morto por paramilitares quando filmava detrás de uma barricada.
Esse também foi um dos fatores que desencadearam manifestações em vários
cantos do planeta e que chegaram também ao Brasil. Todavia, o que move o
apoio mútuo global é claramente a causa da APPO e a luta autônoma dos
povos oprimidos, pela renúncia do governador Ruiz e contra a investida das
forças federais.

@s militantes começaram a chegar perto das 11h. Um carro de som mantinha
um microfone aberto para a leitura de manifestos, declarações e
testemunhos sobre a situação em Oaxaca. Panelas, apitos e gritos
procuravam chamar a atenção do cônsul Juan Andrés Ordoñez Gómez para que
ele descesse e viesse receber uma carta d@s manifestantes, além de prestar
esclarecimentos sobre os atos arbitrários do governo que representa. Pneus
foram queimados, faixas estendidas, pichações realizadas e gritos entoados
pela multidão: "Desce,desce, desce..." ou "abajo, abajo, abajo...",
pedindo a presença do diplomata.

Alguns/mas transeuntes paravam para prestar apoio, ler o que diziam as
faixas e, sobretudo, saber o que era aquilo. Muit@s nada sabiam do que se
tratava, pois a mídia corporativa vem ignorando Oaxaca há algum tempo.
Quando sai alguma coisa, impera o discurso-padrão: os manifestantes
taxados de "radicais" e a ação do governo tida como "dentro da lei", "em
consonância com a Carta Magna".

Como resposta aos apelos, o consulado mandou seguranças, que vinham falar
com os ativistas, sempre na ânsia de encontrar "um líder". No entanto,
tiveram de negociar com vários que os cercaram (pacificamente) para ouvir
e também falar. O cônsul não cedeu, pedindo a subida apenas dos "líderes".
Os grupos manifestantes puseram a proposta em discussão, numa rápida
assembléia que se formou, decidindo por continuar a pressão pacífica para
que o cônsul recebesse a carta e conversasse com os presentes.

Nada feito. Escondidos num andar de cortinas fechadas, os representantes
do Estado mexicano lançaram mão da mesma ferramenta que seus superiores
vêm utilizando em Oaxaca: clamar ao seu direito à violência chamando a
polícia. O PM de nome Galvão, que parece ter surgido "do nada", resolveu
encarnar esse "direito à violência" sozinho, zunindo seu cassetete e
jogando gás de pimenta no rosto d@s ativistas.

[Leia na íntegra em http://katonigra.blogspot.com/]



"Liberdade sem socialismo é privilégio e injustiça; socialismo sem
liberdade é escravatura e brutalidade." Miguel Bakunin

Local das reuniões regulares: sala 216 Bloco N, ICHF, Campus do Gragoatá,
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