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(pt) Monde libertaire # 1430: Editorial [fr]

Date Sun, 19 Mar 2006 13:13:51 +0100 (CET)


Há pouco tempo, nestas páginas, lamentámos a moleza
dos estudantes parisienses, em contraste com a franca
determinação dos seus colegas da província. Desde então
a Sorbonne transformou-se em símbolo do movimento anti-CPE.
Das ocupações às barricadas, dos dias de acção às acções
directas, os da Sorbonne souberam ridicularizar a
polícia, passando pela janela quando esta guardava a
porta e obrigando Sarkozy a antecipar o regresso das
Antilhas. Em Poitiers, Rennes, Caen, Nantes, Tours,
Toulouse, Lille, Marseille... os mesmos cenários
repetiram-se, as AG enchem os anfiteatros e em todo
o lado a juventude permanece mobilizada e grita a sua
recusa da precariedade.
Grita tão forte e tão bem que está a conseguir naquilo
que os mais velhos falharam em 2003: graças a ela, o
poder começa a perder o sangue-frio. Quando se enviam
polícias de choque em vez de negociadores, quando se
tenta colar aos estudantes, que ocupam pacificamente as
faculdades, a etiqueta de activistas violentos, é que
se começa a ter medo. Os dirigentes estão com 'cagaço',
também porque se constata um aproximar de movimentos
até aí mais ou menos isolados. Os precários do espectáculo,
os sem-papéis[trabalhadores immigrantes "ilegais"]
e os desempregados juntam-se aos cortejos de estudantes,
participam nas ocupações e bloqueios das faculdades
e fazem com que as palavras de ordem evoluam, pois
estas já não se limitam apenas ao desejo de ver a lei
da CPE revogada. No entanto, embora as lutas tenham
tendência a federar-se, há uma ausência importante:
A periferia, os subúrbios. Basta o seu «reacordar»
como dizem os média oficiais, que pensam, erroneamente,
que ela esteja adormecida, para que fiquem reunidas
as condições para um verdadeiro movimento do conjunto
da juventude, evidentemente aliada aos trabalhadores:
Nesta medida, as classes dominantes teriam, desta vez,
realmente algo com que se apoquentar.
Os anarquistas desejam não apenas o sucesso do movimento
anti-CPE, que sustentam activamente, onde quer que se
encontrem, desde seu início, como também o seu
alargamento. O CPE é apenas, em suma, uma medida entre
outras na guerra que é levada a cabo pelos defensores
do capitalismo. Por ora, as propostas que foram feitas
este Domingo por um Villepin entre a espada e a parede
são inaceitáveis, claro. Iremos até ao fim, a Primavera
será quente...e a Primavera é já esta Segunda-feira.

[traduzido para português por A-Infos]
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