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(pt) FESAL-E Portugal: Reportagem sobre a concentração contra encerramento da Escola D. João d e Castro , Lisboa

Date Tue, 14 Mar 2006 09:29:31 +0100 (CET)


[da lista fesal-portugal*]
Lisboa, 13 de Março 2006
Face ao silêncio "clamoroso" das restantes forças sindicais

Hoje a concentração correu bem, houve ex-alunos de várias idades que se
juntaram ao protesto, assim como alguns encarregados de educação.
A escola está unida na rejeição deste encerramento designado por
"suspensão"... agora Valter Lemos nem sequer disfarça (disse-o da
intervenção da A.R. no dia 10 passado); já não se trata de "fusão "
afinal, mas de uma "suspensão" (ou seja um eufemismo para uma extinção
pura e simples!).

Porém, o facto da Comunidade escolar e de os amigos do D. João de Castro
terem razão, não chega.

É preciso um apoio e solidariedade activa de todas as pessoas
interessadas. O governo prepara-se para fechar sete escolas no Conselho de
Lisboa.
Por isso é que ele não quer reconhecer o papel imprescindível do município
como parceiro a ser ouvido e tido em conta em questões de educação, porque
teria de certa forma de negociar com esta estrutura camarária.

O mesmo em relação aos sindicatos: nega que os sindicatos tenham algo a
ver com as reestruturações de rede escolar.
Pergunta-se então, para que servem os sindicatos?

Não é tarefa sindical acompanhar estes processos de reestruturação, por
forma que os interesses dos trabalhadores, e não apenas os dos
estabelecimentos em causa, como os de todos os que são directamente ou
indirectamente afectados, sejam devidamente acautelados???

De novo, face a esta política autista e de ocultação sistemática, de
"quero, posso e mando", a pior atitude é a de deixar isoladas as lutas de
uns e de outros.
Hoje é a Esc. Sec. D. João de Castro, amanhã será outra.
Hoje é em Lisboa, amanhã será em Faro ou em Braga ou na Guarda!
O M.E. não irá encerrar as escolas todas ao mesmo tempo... irá fazer isso
o mais progressivamente que puder.
No 1º ciclo, querem extinguir 2.400, isto é 60% das escolas existentes.
Além destas, pretendem extinguir um número indeterminado de escolas dos
restantes ciclos, mas que se prevê seja de milhares.

O governo não explica, mas o seu objectivo é o de fazer agrupamentos
verticais, concentrando num mesmo espaço jardins de infância com 1º ciclo,
para que em breve professores do 1º ciclo tenham de suprir tarefas
diversas nos jardins de infância e vice-versa.

Pretende fazer escolas integradas do 2º ciclo até ao 12º ano, de tal
maneira que poupa em edifícios, em funcionários e em docentes.


Utiliza a estratégia empresarial da 'economia de meios', mas sem olhar a
critérios de ordem pedagógica; é mentira que a sua preocupação seja
pedagógica.
Este governo mente "com quantos dentes tem na boca".

A opção estratégica é ditada por dois critérios:

A- Reduzir custos (a educação é vista não como investimento mas como
"despesa")

B- Abrir e alargar o campo para uma oferta privada reservada às camadas
com possibilidade de gastar mais com a educação dos filhos.
Para os outros, fica uma escola pública degradada...


P"S" = neo-liberalismo rosa shocking!

*
Federação Europeia de Sindicalismo Alternativo - Educação
(FESAL-E): http://www.fesal.it/
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