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(pt) [Brasil] APLEBE46 -Editorial

Date Tue, 13 Jun 2006 17:46:14 +0200 (CEST)


ÓRGÃO DE Divulgação do SINDIVÁRIOS/
Federação Operária de São Paulo/Confederação Operária Brasileira (C.O.B.
Fundada em 1906) @ Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores
(A.I.T-I.W.A.)
Caixa postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo/SP
E-mail: fospcobait@yahoo.co.uk

CONTRA AS INJUSTIÇAS DE CLASSE: SOLIDARIEDADE E AÇÃO DIRETA!

Assistimos o avanço dos capitalistas em todas as partes do globo atrás de
maiores taxas de lucro e de controle do mercado. Os capitalistas livram-se
das obrigações devidas a manutenção de condições de trabalho dignas,
reclamando dos altos ?custos sociais? com as aposentadorias, as férias
remuneradas, ou as relacionadas aos acidentes de trabalho, etc. As
centrais sindicais reformistas, dependentes de benesses do Estado e
dominadas pelos partidos políticos se comprazem a fazer festinhas e
discursos de palanque, visando eleger seus dirigentes-candidatos ? afinal:
é época de eleições! Mas é 2006, há 120 anos atrás o espírito de luta dos
Mártires de Chicago marcaram definitivamente o 1º de Maio, na luta pela
Redução da Jornada de Trabalho p/ 8 horas/dia: nós não podemos esquecer
que o desenvolvimento capitalista na mesma medida que cria opressão, cria
também a revolta! Por isso estamos aqui, como estivemos nas ruas
protestando no 1º de Maio Proletário e de Luta, como estamos no cotidiano,
em nossos locais de trabalho e moradia na luta por uma organização de
trabalhadores do campo e da cidade, empregados ou não, que tenha autonomia
frente ao Estado, aos patrões e aos partidos políticos, no Movimento Pela
Reativação da COB/AIT.

Como no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos continua a campanha de
ataques coordenados contra os direitos dos trabalhadores: na França os
estudantes e trabalhadores foram a greve ativa protestando contra a ?Lei
do Primeiro Emprego?, que com a desculpa de combater o desemprego juvenil
na verdade retirava todos os direitos dos jovens trabalhadores nos 2
primeiros anos de trabalho. Nos Estados Unidos ?Lei de Imigrantes? procura
acuar ainda mais os imigrantes, inibindo a luta pelo reconhecimento dos
vínculos empregatícios informais e aumentando o nível de precarização,
discriminação e perseguição do imigrante clandestino. No Reino Unido
ocorreu uma greve geral contra a diminuição nas aposentadorias, e , na
Espanha há protestos contra a Reforma Trabalhista, para mencionar alguns
países do primeiro mundo onde os ataques contra os direitos dos
trabalhadores são os mesmo sofridos por nós, no Brasil ? ao mesmo tempo em
que se acentua o combate reacionário contra as Comunidades Zapatistas, com
os covardes ataques militares contra populações civis indefesas de Atenco,
em Chiapas, no Sul do México. Esse fenômeno está ligado a uma das
principais tendências globais, a de que os trabalhos permanentes se
convertam pouco a pouco em temporários, enquanto que o trabalho de
carteira assinada progressivamente vai perdendo seus direitos. Os órgãos
mundiais usam 22 indicadores para medir o nível de proteção do emprego
(dificuldades para se demitir, indenização por demissão sem justa-causa,
todo tipo de trabalho temporário e terceirizações que os empresários
possam impor no lugar do trabalho regular).

A perseguição aos que lutam através de organizações sindicais autônomas é
parte da ?corrida até o fundo do poço?, assim assistimos um combate feroz
aos que lutam enquanto os pelegos fazem carreira política. No Brasil
Lula/PT baixa medida-provisória para reconhecer as centrais pelegas CUT,
FARSA e CONLUTAS ? buscando criar obstáculos ao surgimento de sindicatos
livres. Na Espanha a CNT-AIT é atacada pelo Zapatero ?socialista?, na
China ? onde se pagam os menores salários do mundo ? os sindicatos são
todos controlados pelo Partido Comunista/governo e nas ?Zonas Livres? para
especulação dos investidores externos se utiliza mão-de-obra camponesesa,
sob controle do governo que libera ?passes?, obrigando-os a se separar de
suas famílias e trabalhar em jornadas intermináveis, quando caem doentes
são jogados de volta as suas famílias sem nenhum direito ou indenização ?
os sindicatos são explicitamente proibidos.

O aumento da competividade entre os capitalistas faz necessário controlar
toda a produção, e a cadeia de transporte é fundamental. Matérias-primas,
produção e mercados estão espalhados pelo mundo e o sistema é sensível as
ações dos trabalhadores e as condições políticas instáveis. Isso foi visto
claramente no episódio Bolívia/Petrobrás, como parte do Plano Colômbia ?
no qual os U$A pretendem controlar as reservas e rotas energéticas do
continente americano. Ambos os governos tomaram posições eleitoreiras e
nacionalistas, mas ambos subservientes aos interesses estadunidenses. A
Petrobras compra há 10 anos o gás boliviano por um preço fixo, que não
acompanha as variações da cotação do mercado de Petrodolares, mas cobra
dos consumidores o preço de mercado! Já Morales/Bolivia quer cobrar o
preço de mercado. Ambos favorecem a economia dos EUA, que ameaça o Irã até
com bombardeio nuclear, na verdade, apenas por que o governo iraniano fala
em criar uma Bolsa de Petróleo em Euros! Vivemos um uma fase cada vez mais
desesperada e militarista do capitalismo. As ?leis anti-terroristas? em
todo o mundo, são usadas contra manifestações, greves, e, em geral, contra
qualquer um que lute contra as guerras sociais e econômicas dos
capitalistas. O conceito sindical-reformista de ?parceiro? entre patrões e
trabalhadores não é somente um erro, é um suicídio para a classe operária
no momento em que nossos inimigos estão dirigindo uma guerra permanente
contra a classe trabalhadora e seus direitos. Temos visto os
trabalhadores, ao não encontrar outra estrutura para demonstrar sua
insatisfação frente ao arrocho e ao desemprego, apoiando os movimentos
ganguistas do PCC contra o Estado burguês. Recentemente pudemos ver como a
greve geral está madura, mesmo que sem uma estrutura organizativa e sem
reivindicações que contemplem o conjunto da classe trabalhadora. No fundo
foi muito barulho por uns televisores e visitas. Tudo só serviu para
mostrar mais uma vez a cara de desespero do Estado e sua eterna índole
fascista ? com assassinatos de inocentes sendo justificadas pelas
?autoridades?! Tudo por que falta um sindicalismo verdadeiro em que o
trabalhador possa confiar, onde a solidariedade e a ação direta são as
duas faces da mesma moeda. Solidariedade significa apoio-mútuo e não tem
limites. A única autêntica ?segurança de emprego? na qual podemos confiar
vem de nós mesmos, e da solidariedade e das ações que sejamos capazes de
levar a cabo. Ação direta no trabalho significa greves, diminuição da
produção, operação tartaruga e/ ou padrão, ocupações e boicotes, e as
ações serão levadas quando for da conveniente para nós trabalhadores, não
quando os contratos ou a legislação o permitam. As ações diretas, a
propaganda e a solidariedade devem estar baseados em nosso próprio
esforço, não na colaboração de classes como, por exemplo, nas eleições
sindicais oficiais. A independência econômica só se pode assegurar pela
cotização dos membros, nunca pela subvenção do estado. Federalismo
significa que não construiremos estruturas centralizadas nem fundos
administrados por profissionais sindicais remunerados. Contrariamente
aos sindicatos reformistas, a COB-Associação Internacional dos
Trabalhadores (AIT-IWA) luta a nível econômico, social, cultural e
anti-militarista. Setenta anos após a Revolução Espanhola de 1936, fazemos
um chamamento a intensificar as ações contra a injustiça de classe com o
propósito de substituir o capitalismo e o Estado por uma federação de
Associações Livres de Produtores/Trabalhadores, o Comunismo Libertário!
1906-2006 @ 100 ANOS DA FUNDAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA BRASILEIRA!
LONGA VIDA À COB-AIT!



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