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(pt) REFORMA SINDICAL DO GOVERNO LULA E O Boicote da CNT as Eleições Sindicais

Date Thu, 1 Jun 2006 17:13:12 +0200 (CEST)


Já que no Brasil a alternativa é lutar contra o imposto sindical para
livrar-nos do atrelamento sindical, a reforma sindical da medida
provisória do governo lula, nos reserva uma comissão falsamente
tripartipide (cinco representantes dos patrões, cinco do Estado e cinco
dos trabalhadores) pois nesse copa do capitalismo nos votos perdemos
sempre de 10x5. Não queremos intermediários: FORA LULA E SUA REFORMA
PRÓ-PATRÕES.

Outra das surpresas que nos aguardam é a da perda da unicidade sindical na
base o que encaminha um processo eleitoral para definir de quem é o
delegado sindical.

Vejamos o quê pensam na Europa sobre essa proposta!

Abaixo texto da CNT/AIT da ESPANHA.
-----------------
BOICOTE DA CNT AS ELEIÇÕES SINDICAIS
Todos pedem o teu voto. O Governo, através do Ministério do Trabalho e
Seguridade Social faz a campanha oficial. Os sindicatos poderosos gastam
muitos milhões para convencer-te da conveniência de eleger-los; outros,
parecem sair de um largo sonho e cobrar repentina atividade ante a
proximidade das Eleições Sindicais para os Comitês de Empresa. Todos
pedem o teu voto... menos a CNT.
Neste tripé encontrarás argumentos para a abstenção e uma proposta
sindical alternativa.

1) Questão de dinheiro, e nada mais.
Certa maneira de entender o sindicalismo necessita de subvenções
públicas periódicas para a sua sobrevivência. Estas subvenções, dotadas
todos os anos nos Orçamentos Públicos do Estado, necessitam de um
critério para serem distribuídos. Desta forma, a subvenção que recebe
cada sindicato participante é proporcional ao número de delegados que
obtém nas Eleições: mais delegados, mais milhões.

2) Quando as idéias são o que menos importa.
Como a afiliação sindical é muito modesta, os sindicatos
concorrentes não podem ser rigorosos na hora de selecionar
seus candidatos. Ocorre com freqüência que as candidaturas
são as mesmas que nas Eleições anteriores, simplesmente
porque se carece de capacidade de renovação. A escassez
obriga a alguns sindicatos a captar como candidatos a
pessoas não afiliadas e de formação sindical deficiente.
Com este panorama, não é de se estranhar que se apresentem muitos
?pelegos? que vem na sua candidatura a membro do Comitê uma boa
possibilidade de ganhar influências, segurança ou simplesmente de
liberar-se do seu trabalho cotidiano; privilégios que em nenhum momento
terão o resto dos trabalhadores. A ?caça ao delegado? é um espetáculo
ridículo que oferecem nestes momentos os sindicatos concorrentes às
urnas. Qualquer ?mal-caráter? pode ser candidato; todo ?cambalacho? vale
para obter um delegado a mais, com tal de que se consigam em troca essas
subvenções milionárias que lhes são vitais: as idéias são o de menos.

3) O Capitão Trovão não existe.
Com toda probabilidade tu, leitor, formas parte desse 90% de
trabalhadores não sindicalizados. É de se supor que se não
te afiliastes é porque nenhum sindicato ?te convence?.
Então, companheiro...o quê significa agora o teu voto? Tua
inatividade sindical não se pode compensar com um voto a
cada certo tempo. Ao contrário, votando te acostumas a
delegar em outros o que é responsabilidade tua. Seja do teu
gosto ou não, a solução aos problemas dos trabalhadores as
temos que dar os próprios trabalhadores; nenhum liberado vai
fazer por ti aquilo que não estejas disposto a fazer por ti
próprio. Desengane-te, os funcionários sindicais não
funcionam.

4) Os comitês não têm arrumação.
Se, pelo contrário, pertences a essa minoria de
trabalhadores afiliados a um sindicato, saberás por tua
própria experiência que o Sindicalismo de Classe se
desenvolve mal nessas miniaturas de Parlamento que são os
Comitês de Empresa. Em setores onde a contratação eventual e
a precariedade são muito altas, os Comitês não atuam. Em
outros setores são co-responsáveis de aceitar reconversões
humilhantes. E no setor público os Comitês são ?currais?
políticos a mercê do corporativismo. Em todas as partes se
constata o fracasso do modelo dos Comitês de Empresa;
fracasso reconhecido inclusive por seus próprios promotores.

5) A alternativa: Seções Sindicais

As patronais apreenderam muito, quase tanto quanto o que nós
trabalhadores nos esquecemos. Quando solucionam favoravelmente um
conflito e quando conseguem impor suas condições de trabalho, comunicam
suas ?receitas? através de suas Organizações Empresariais. Cursos e
mestrados em gestão de pessoal e recursos humanos servem para
aperfeiçoar e unificar critérios de atuação para com os trabalhadores.
Ante isto não se lhes pode opor um ?sindicalismo de papel?, que depende
do dinheiro que recebe do Estado e cujas propostas não vão mais além do
que sortear carros, apartamentos, seguros de vida, períodos de férias no
mar ou passeios de fins de semana na serra. A alternativa não é outra do
que a participação direta dos trabalhadores nos seus próprios assuntos,
sem delegar para os funcionários liberados e burocratas sindicais de
nenhum tipo. Para isto existe um modelo organizativo já funcionando com
êxito: as Seções Sindicais.

6) O quê são as Seções Sindicais?

Simplesmente, o conjunto de afiliados a um sindicato em uma Empresa.
Para constituir uma Seção Sindical não se necessitam Eleições, basta uma
assembléia de afiliados. No sucessivo será sempre a assembléia que
tomará as decisões. Toda Seção Sindical tem, pelo fato de o ser, um
porta-voz ante a Empresa, o delegado da seção, nomeado pela própria
assembléia e revogado também por ela em qualquer momento se for
necessário (tente revogar um Comitê de Empresa imposto pela patronal,
certamente que não podes). O delegado da Seção tem na prática os mesmos
direitos ante a Empresa que qualquer membro do Comitê, mas nenhum
privilégio ou condição de trabalho que o distinga do resto dos
trabalhadores. Existindo Seções Sindicais, as Eleições para Comitês de
empresa são desnecessárias.

7) A Seção Sindical nunca está só.

A coordenação entre as Seções Sindicais de um mesmo ramo confere uma
força de negociação que a Patronal conhece e teme. Porque a Seção
Sindical é a presença do sindicato na Empresa. Deste modo os problemas
de um são os de todos, dando oportunidade à solidariedade e ao apoio
mútuo próprio do Sindicalismo de Classe.

8) Tu és o teu melhor candidato.

Ante as Eleições Sindicais, pensa duas vezes. Não delegues, não votes.
Organiza-te em Seções Sindicais, não deixes que ninguém decida por ti,
porque ninguém trabalha por ti. Tu és teu melhor candidato!
Tua melhor saída a Seção Sindical da CNT.

O COMITÊ É DA EMPRESA
O SINDICATO DOS TRABALHADORES
A CNT NÃO QUER O TEU VOTO NEM O DE NINGUEM.
NA CNT NÃO EXISTEM LIBERADOS, NEM COBRA PELO SEU CARGO E TAMPOUCO
NINGUEM VIVE DO SINDICALISMO.

CNT teu sindicato
afilia-te!

CNT/AIT Sindicato de Ofícios Vários
Pza. Tirso de Molina, 5 ? 6º Izda.
28012 MADRID
Tel.: 91369 09 72 ? Fax 91 420 08 56
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tradução do núcleo sindical FORGS/COB/ACAT/AIT
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