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(pt) APELO INTERNACIONAL: PAREM O GENOCÍDIO!

Date Mon, 24 Jul 2006 21:02:20 +0200 (CEST)


APELO INTERNACIONAL: PAREM O GENOCÍDIO!
Não há perdão possível para este morticínio de civis!

Sabemos que não há maior inimigo dos povos que o imperialismo USA e seu
governo. Porém, não estão sós: há demasiados Estados coniventes dos crimes
de guerra sionistas, nesta pretensa campanha para "libertação de reféns
presos".
As forças que dominam os órgãos de comunicação social, como sempre,
apresentam o Estado de Israel como a vítima que se tem de defender dos
terroristas do Hezbollah e do Hamas.
Este posicionamento não é causado por simpatia pela população civil
israelita. É de simpatia - sim - com o poder sionista, o que está
interessado numa fuga para a frente, está interessado numa guerra, como em
82.
Desta vez, porque não consegue impedir a legitimação internacional do
governo da Autoridade Palestiniana, que persiste em não ceder em relação a
questões de princípio e a colocar a questão dos territórios ocupados desde
1967 e das expulsões de palestinianos, com a apropriação de casas e de
terras desde 1948, e por vagas sucessivas a cada guerra ou crise, que
levou à formação de uma "diáspora" palestiniana.
A posição oficial árabe continua a ser a de que para haver paz duradoira
na região, Israel tem de aceitar devolução plena dos territórios ocupados
em 1967, sem colonatos e consagrando o direito ao retorno e indemnização,
nos casos em que tal retorno não se afigura possível, de todos os
palestinianos e descendentes dos mesmos que foram expulsos ou forçados a
exilar-se em consequência das perseguições de que eram alvo.
Como a posição de Olmert na diplomacia é cada vez mais isolada, a única
possível saída (além da óbvia, que é o Estado de Israel se conformar com a
lei internacional e acatar as resoluções da ONU!!!) para ele e sua clique
sionista é provocar a guerra para desencadear o reflexo de "correr em
auxílio do aliado em dificuldades" por parte do amigo Bush, neutralizando
também os arautos de uma solução negociada dentro e fora de portas.
A desmontagem da pseudo-resposta militar, supostamente para "libertar"
reféns (coisa que nunca se resolveu ou resolve, poupando a vida dos mesmos
reféns, pela força militar, mas antes por negociações entre as partes),
esclarece a sua função de pretexto para planos desde há longos anos
amadurecidos no segredo dos gabinetes de planeamento militar.
Os ataques a Beirute, Tiro, etc., apenas causaram destruição e morte entre
civis. A pretensão do estado-maior israelita de que abalou seriamente a
estrutura político-militar do Hezbollah não passa de uma das muitas
mentiras que, repetidas centenas de vezes, acabam por passar por verdades.
Os mísseis Katiushka não podem ser disparados sem que seja imediatamente
localizado o seu ponto de lançamento pelos satélites espiões americanos
que transmitem imediatamente os dados ao estado-maior israelita. A
continuidade dos ataques com estes mísseis por parte do Hezbollah durante
10 dias, o seu não silenciamento imediato, mostram à saciedade que o
objectivo dos sionistas nesta guerra não é salvar vidas de civis de seu
próprio país: é, pelo contrário, usar esses ataques para «justificar»
todos os crimes de guerra e uma ocupação duradoira de uma parte do Líbano.
É a maior barbárie que se possa imaginar.
O poder em Israel, nas mãos da hierarquia militar sionista, costuma usar
estratagemas diversos para provocar inevitavelmente reacções do outro
lado. A crise presente foi desencadeada em Junho pelo rapto de dois civis
palestinianos pelo exército israelita, ao que se seguiu o rapto de um
soldado israelita que, ao contrário do primeiro
rapto, foi largamente difundido pela comunicação social. Seguiram-se as
incursões
do exército sionista destinadas a matar membros dirigentes do Hamas e
destruir a
infra-estrutura da autoridade palestiniana na faixa de Gaza, tornando
assim completamente impossível ao referido movimento manter a trégua
unilateral que tinha decretado na sequência das eleições em que saíra
vitorioso e que durou cerca de 17 meses.
Lembremos que Sharon usou a mesma táctica, quando fez cair por terra os
esforços de paz, indo provocar a ira dos palestinianos e do mundo árabe,
passeando-se na «esplanada das mesquitas», considerado local sagrado do
Islão, provocando assim a segunda Intifada.

Quem detém o poder verdadeiro não é Olmert: é a casta dos generais. Os
políticos civis, de "esquerda" ou de direita, são meros figurantes ou
marionetas que seguem as instruções desses detentores do poder militar, o
verdadeiro esteio do sionismo.

A aprovação explícita da carnificina pelos EUA, com a UE a seguir-lhe
vergonhosamente o exemplo, manifestou-se de forma clara e límpida pela voz
de Condolezza Rice, quando esta se opôs, na Sexta-feira 21 de Julho, a um
cessar-fogo imediato. Ora, nós sabemos que apenas os EUA estão em
condições de impedir que a máquina de guerra sionista continue a trucidar
civis no Líbano, com o pretexto completamente delirante de que estão a
destruir as ?bases do Hezbollah?.

Quais os objectivos dos patrões americanos dos sionistas?
- Fazem esquecer a derrota da invasão do Iraque, cada dia que passa mais
profunda e da qual não haverá meio dos EUA saírem ?de cabeça erguida?.
- Obtêm um pretexto para atacar o Irão, de momento o grande inimigo da
hegemonia total no Médio Oriente, a que o império de Bush ainda não
renunciou, apesar das coisas não estarem a correr bem, quer no
Afeganistão, quer no Iraque.
- Reforçam o campo do mais reaccionário militarismo num Estado sionista de
Israel, tornando mais improvável que se alcance uma paz duradoira com os
palestinianos e com o mundo árabe. Com efeito, os EUA precisam de um
Israel expansionista, capaz de funcionar como guarda avançada dos seus
interesses estratégicos no Médio Oriente. Um Estado de Israel apostado
numa política de paz e de relacionamento normal com os seus vizinhos, não
interessa a Bush e aos interesses que ele representa.

Acessoriamente, os EUA mostram, mais uma vez, que são eles quem decide em
exclusivo da ?nova ordem mundial?, ficando a ONU, a Rússia e a UE, num
papel meramente decorativo, no que toca ao desenrolar de toda e qualquer
solução que se perfile para a questão palestiniana.

A única hipótese de se impedir um alastramento deste conflito, com as
gravíssimas repercussões em termos de perdas de vidas, de destruição de
infra-estruturas de países pobres, de aprofundamento da instabilidade nos
diversos países da região e do mais que previsível aumento dos actos de
retaliação cegos sobre populações civis, é a mobilização unida na base, de
todos os trabalhadores, de toda a esquerda europeia e mundial, para fazer
barreira a uma AVENTURA BELICISTA duma força supra estatal de intervenção,
liderada pelos EUA, que irá «fazer a guerra ao terrorismo» em nome dos
valores da «democracia e da liberdade» supostamente mas, na verdade, para
garantir os lucros dos fabricantes de armamento, dos grandes empórios
petrolíferos, principais beneficiários do aumento do preço do petróleo e
para permitir a continuação da sistemática destruição de todas as
conquistas sociais e políticas da classe trabalhadora, como massa a ser
explorada sempre mais pelo grande capital.

Primeiros subscritores do apelo: António Alves, Daniel Silva, Flávio
Gonçalves, Fernando Martins, Manuel Baptista, Miguel Negrão, Pedro Alves,
Pier Francesco Zarcone.
[é favor fazer chegar adesões, para se iniciar um movimento de opinião e
de intervenção, com os vossos nomes e vossos e-mails para
luta_social@sapo.pt ]

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