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(pt) O SINDICALISTA N 2, Porto Alegre, o 1 de maio de 2006

Date Mon, 3 Jul 2006 23:51:15 +0200 (CEST)


Porto Alegre: 1º de Maio 2006 ?
100 ANOS DE FUNDAÇÃO DA
CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA BRASILEIRA

O Primeiro de Maio de 2006 foi marcado por algumas vitórias importantes
em Porto Alegre. A primeira delas foi a de termos conseguido vencer o
silêncio sobre o nosso evento e o boicote da imprensa burguesa que na
reta final do evento (três dias antes) começou a alardear mal
intencionadamente que "vândalos? da COB tinham colado cartazes e pichado
com palavras de ordem as paredes da biblioteca estadual". Desconhecem
deliberadamente a nossa existência e quando o fazem buscam fazê-lo
através das paginas policiais (noticias foram vinculadas nos jornais
Zero Hora, Correio do Povo e o Diário Gaúcho e na TV Canal 10 que chegou
a pedir prisão para os pichadores). A grande mídia parece com medo ao
confundir pichações com a veiculação de idéias através de mídias
alternativas que não agridem o meio ambiente (jornal mural de maio de A
Voz do Trabalhador, impresso com tintas solúveis na água e grudados com
preparados de farinha). O que incomodavam eles era a chamada pelo VOTO
NULO.
Pois Porto Alegre e região jamais tinha visto tamanha profusão de
cartazes da farsa sindical para o show que realizaram ao lado da Usina
do Gasômetro. Colaram cartazes em tudo que puderam. Paredes públicas,
privadas, bens tombados ou não tombados e pelo contrário viraram noticia
diária. "O que prova que tem muito sobra do mensalão nessa guaiaca".
Aliás, nunca se viu tanta festa de graça e organização de
eventos como nesse primeiro de maio eleitoreiro.
A segunda foi o de termos conseguido reaver (com apenas duas semanas e
meia de antecedência) a licença da prefeitura para a ocupação no dia
primeiro de maio da Praça do IAPI. Local de tradição operaria que parece
ser de preferência do público para a realização da manifestação da
FORGS/COB-AIT de Boicote ao Trabalho Temporário Sem Direitos. Afora que
neste local existe uma pista de Skate que já envolve um público mais
radical e a morfologia da praça, de longe, lembra um anfiteatro
dispensando palcos. A terceira foi a concentração do primeiro de maio
pela manhã no Parque da Redenção próximo ao monumento ao Expedicionário
(aos Soldado desconhecido mortos Guerra). Onde nos encontramos,
distribuímos panfletos, conversamos e expusemos faixas e cartazes pelo
Voto Nulo e de Boicote ao Trabalho Temporário Sem Direitos. Ato seguido
saímos em passeata pelo Bric do Parque da Redenção, fechamos a Av. João
Pessoa, evitando tumultos e saindo do cerco da policia fomos percorremos
as ruas e os terminais de ônibus no centro da cidade de Porto Alegre.
Sempre sendo bem recebidos pela população. A quarta maior conquista nos
leva retroativamente a falar dos acontecimentos nos dias 29 e 30 de
abril no Bandejão Popular, durante o inicio das Jornadas Libertarias de
Protesto quando ocupamos em solidariedade, no sábado e domingo, suas
dependências. No Sábado, 29/04/2006 , a partir das 16 hs a discussão
pelo Voto Nulo foi somada as campanhas pela redução da jornada de
trabalho para 6 horas diárias ( 30 semanais) sem redução salarial com a
luta contra a precarização do trabalho, com a flexibilização da Jornada
de Trabalho dentro do Boicote ao Trabalho Temporário Sem Direitos.Às 19
h, assistimos a apresentação do Filme Patagônia Rebelde. No domingo (30
de abril), pela manhã, decidimos juntar os trabalho com os da tarde e
avançamos um pouco nas questões organizativas do Sindivarios de Porto
Alegre onde ficaram claras as dificuldades geradas pela "informalidade"
desse setor econômico, a serem vencidas, para a organização do Sindicato
de Artes e Ofícios Vários. A proposta da organização inicial para os
pequenos grupos em Sindivários nos municípios objetiva a partir do
federalismo sindical conduzir a luta dos trabalhadores para a livre
organização sem o Estado e os patrões. Às 16 horas, aconteceu uma
exposição sobre os 140 anos do Primeiro Congresso da Internacional dos
Trabalhadores. As 19 foi apresentado um vídeo sobre manifestações
recentes na Bolívia fazendo uma retrospectiva desde o ano de 2003. Os
debates posteriores nos possibilitaram uma verdadeira aula sobre as
diferentes etnias e a situação na Bolívia que no dia de hoje
nacionalizou as reservas de gás e petróleo e o caráter imperialista e
predador
de empresas mineradores de suposta origem brasileira que lá foram para
agredir o ecossistema boliviano
.Ao final do dia 30/04 foi feita pela FORGS/COB-ACAT/AIT uma importante
contribuição dos gêneros alimentícios coletados e destinados aos
moradores de rua e crianças que no BANDEJÃO POPULAR fazem suas
refeições. O epílogo das Jornadas Libertarias de Protesto, nos 100 anos
de fundação da COB/AIT e de Boicote ao Trabalho Temporário Sem Direitos
vieram acontecer nas Manifestações que ocorreram a partir das 15 h do
dia Primeiro de Maio e se estenderam até as 21 horas. Quando em praça
pública e com bom público foram ouvidas conclamações CONTRA O
CAPITALISMO ao VOTO NULO DE PROTESTO e ao BOICOTE ÀS EMPRESAS DE
TRABALHO TEMPORÁRIO que exploram a miséria do trabalhador. Veteranos da
CAUSA OPERÁRIA de São Leopoldo declamaram também poesias e o HINO DA
INTERNACIONAL. A manifestação foi encerrada com o grito de guerra da
musica irada das bandas punks e de rock CONCLAMANDO A TODOS PELO BOICOTE
AO TRABALHO TEMPORÁRIO SEM DIREITOS E POR UMA LAVAGEM, DE NORTE A SUL,
DE MAIS DE UM MILHÃO DE VOTOS NULOS DE PROTESTO. Foram ouvidas as bandas
REBELDIA (Canoas), GUERRA FRIA (Porto Alegre/São Leopoldo), INDIVIDUO
CHAOS (Porto Alegre), DESORDEM (Porto Alegre), ANTZ (São Leopoldo), ÓDIO
URBANO (Porto Alegre) e KATARRO (Alvorada). Registre-se também que as
bandas K@S (Canoas) e GRITO DE ODIO (Porto Alegre), no evento,
trabalharam na organização e que toda a aparelhagem de som foi
conseguida de forma comunitária entre todos (apoio mutuo).


?Bem unidos façamos, desta luta final, uma terra sem amos, a Internacional.?

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