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(pt) CARACAS: Fórum alternativo aposta em videoativismo e reivindica a utonomia

Date Thu, 26 Jan 2006 21:20:07 +0100 (CET)


CARACAS ? Como em edições anteriores, ativistas e militantes críticos ao
processo do Fórum Social Mundial (FSM) organizaram um conjunto de
atividades paralelas ao principal encontro de organizações sociais da
atualidade. Desta vez, o Fórum Social Alternativo (FSA) apostou no
videoaativismo e na posição de independência em relação aos governos para
disseminar suas idéias inclusive ao público do FSM que se encontra na
capital venezuelana.

Faz parte da programação do FSA ? que começou na última segunda-feira (23)
e vai até o domingo (29) - a 1a Mostra de Documentários Independentes e
Videoativismo, promovida com o objetivo de ?exibir as recentes produções
audiovisuais realizadas autonomamente pelos movimentos sociais? e que
conta com a participação de filmes da Argentina, do Equador, dos Estados
Unidos, do México, da Venezuela e até de autoria de cubanos exilados. Uma
oficina sobre o tema foi um dos eventos de abertura do encontro
alternativo. Na programação, houve espaço ainda para a projeção do filme
?A sociedade do espetáculo?, de Guy Debord.

De acordo com os organizadores, o FSA não foi organizado para ?rivalizar?
com o FSM, mas para ?abrir uma dinâmica para o debate desde e para os
movimentos sociais locais que, consideramos, não existe hoje?. ?Não há
possibilidade de intervenção real. O Fórum Social Mundial não reflete a
autonomia dos movimentos sociais?, argumenta um dos palestrantes do FSA, o
sociólogo uruguaio Daniel Barret.

Por outro lado, Barret diagnostica uma crise que impede a efetivação das
lutas sociais por meio do aparato estatal vigente. Para o sociólogo
anarquista, a estrutura institucional e vertical dos governos é incapaz de
abarcar as complexidades do mundo em que vivemos e não há como garantir as
identidades e as reivindicações das organizações de base. Prova disso,
emenda o uruguaio, seria a decepção constante no que concerne à pobreza e
à miséria, mesmo em países governados por lideranças latino-americanas
consideradas minimamente progressistas.

A Venezuela e a Bolívia, observa Barret, dependem enormemente da venda de
recursos naturais. Para ele, não existe um projeto real de desenvolvimento
sustentável alternativo. As economias dos países da América Latina ainda
estão ancoradas na captação de investimentos estrangeiros, em grande parte
de empresas transnacionais. ?O Uruguai, por exemplo, não tem recursos, e
acaba aceitando indústrias sujas do setor de celulose?, pontua.

O rechaço à estrutura estatal, nesta edição do FSA de Caracas, tem como
principal alvo o governo venezuelano de Hugo Chávez. Na visão dos
organizadores, a Revolução Bolivariana tem limites. Para o professor de
Engenharia da Universidade Central de Venezuela (UCV), Nelson Mendes, da
Comissão de Relações Anarquistas (CRA), as empresas norte-americanas do
setor de energia como a Chevron continuam sendo beneficiadas e as
políticas sociais de Chávez - traduzidas nas chamadas ?missões? - seguem a
conhecida receita do clientelismo e do assistencialismo. ?Nosso caminho é
o da autonomia. Na Venezuela, a população ainda continua esperando que
alguém surja para resolver todos os problemas?.

URL:: http://www.fsa.contrapoder.org.ve/



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