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(pt) « LUTA SOCIAL » N.12: DESTRUIR A ORDEM CAPITALISTA MUN DIAL

Date Sat, 25 Feb 2006 20:45:31 +0100 (CET)


Enquanto houver governo, haverá luta de classes. O acto de governar é o
acto de dominar exercido por uma classe sobre outra. Nascemos contra a
ordem de miséria e de violência Capitalista, nascemos do desejo de
igualdade e liberdade. O povo já foi enganado muitas vezes por falsos
profetas oportunistas, e não adianta chamar o Estado que o oprime de
Democrático, de Popular ou de Operário e Camponês. O povo continua sendo
massacrado, excluído e usurpado de decidir sobre sua própria vida, de
exercer sua própria liberdade, de produzir livre na terra, nas fábricas e
oficinas, que são de todos, mas que enquanto houver um governo, haverá uma
classe para usurpá-las.
A Anarquia não é somente contra o Estado, e nem somente contra o Patrão,
mas contra todas as formas de Privilégio de Poder. Combatemos todos os
privilégios de cor, género ou herança. A hierarquia é o caos, a fonte
máxima da tirania e da violência generalizada que vivemos, seja por que
morremos pelas mãos da sua polícia, seja por que morremos pela privação de
uma saúde e alimentação adequada e digna, ou seja simplesmente por que
vivemos uma vida de sacrifício, de desespero, onde o prazer é uma
excepção. É pela hierarquia que se ramifica todo o Poder Autoritário, a
ordem da injustiça e da desigualdade. A Anarquia é a Ordem, a Harmonia, a
Justiça, a Igualdade e a Solidariedade.
Os opressores nos enganam, nos fazem acreditar incapazes de tomar nossas
decisões, de organizar a sociedade e construir o mundo à nossa maneira.
Vivemos na insegurança e na incerteza do pão de amanhã, vivemos no caos,
não podemos deixar as nossas vidas nas mãos de outros, nenhum doutor sabe
mais do que nós sobre a nossa vida, somos nós quem sabemos do que
precisamos nós mesmos. A eles só interessa nos manter sob seu controle,
não querem o nosso bem, mas o bem deles próprios. Dizem que a Anarquia é
uma Utopia, que sempre haverão aqueles que mandam e aqueles que obedecem,
essa é a ideologia da reacção. Mas as suas máscaras sempre voltam a cair
toda vez que colocamos na prática os nossos sonhos, que nos organizamos e
agimos por nossa própria conta na construção desse novo mundo.
Também alguns outros nos iludem para nos fazer acreditar que a democracia
moderna ou que a ascensão de um partido, por meio de eleições ou de uma
revolução política dirigida por alguns líderes, trará qualquer solução
para os males que afligem a população miserável nesse início de século.
Além do velho comprometimento que sempre se repete da chamada oposição com
a elite governante e dos movimentos ditos revolucionários com a máquina de
poder estatal, nos deparamos ainda com uma maior escala do poder patronal
sobre todas as fronteiras, fortalecida por acordos de livre comércio,
privatizações e terceirização do trabalho. O comprometimento com o poder
desses dirigentes torna-se claro mesmo na tão mistificada Revolução Russa,
quando uma cúpula usurpa o poder do povo, e hoje vemos governos de
"partidos populares", que nasceram dizendo-se revolucionários, defenderem
os estabelecimentos das multinacionais e as portas dos bancos
internacionais contra as acções populares, que chamam descaradamente de
"vandalismo".
Nosso meta é destruir a Ordem Capitalista Mundial juntamente com o Estado.
A destruição não é um acto deliberado de uma revolta, mas algo necessário
para a criação. O processo de construção da nova sociedade gera em si as
raízes que vão derrubando os alicerces da antiga. Sem a destruição da
velha sociedade, a nova não se desenvolve, permanece como aquela planta
que cresce com pouco espaço e poucos raios de sol. A construção tem sido
permanente, períodos de resistência são seguidos na história moderna de
temporários abalos sísmicos. Foram os braços demolidores de construtores e
semeadores que abalaram a França, o México, a Rússia, a Espanha, China,
Cuba, Nicarágua, El Salvador, que ainda não foram suficientes para
derrubar o castelo de onde reinam capitalistas e políticos de todas as
cores e bandeiras. Nossa luta não é a luta por um Poder Central, e sim a
luta pelo Poder Popular, onde é o povo que decide sobre a sua própria
vida, sem chefes ou patrões. Onde a terra é livre para se plantar e
colher, onde as fábricas são livres para se trabalhar e produzir.
A Propriedade, privada ou estatal, é a fonte de todo o Poder Central, seja
ela nacional ou supranacional, e por isso é nossa meta aboli-la
imediatamente. Não devemos oferecer nossa vida em sacrifício a uma causa
para que depois tudo volte a ser como antes. Não nos sacrifiquemos perante
o altar de uma classe, nova ou velha, que nos venha a oprimir e dominar.
Nossa luta é pelo fim das classes, e se hoje travamos a luta de classes é
por que não acreditamos em paz sem justiça, não aceitamos colaborar com a
Ordem Desigual, Hierárquica e Hedionda do Capital, nem de qualquer Estado
Nacional. Não aceitamos colaborar com qualquer política Liberal ou
Totalitária. Somos todos, a maioria, o povo oprimido, a fonte do novo
poder. Derrubemos o Estado, o Capital, o Machismo, o Racismo e a Reacção.
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