A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement
First few lines of all posts of last 24 hours || of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006

Syndication Of A-Infos - including RDF | How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
{Info on A-Infos}

(pt) Comunicado nº4 - Núcleo português da FESAL-E (*)

Date Fri, 3 Feb 2006 19:04:29 +0100 (CET)


Núcleo português da FESAL-E
FEDERAÇÃO EUROPEIA DE SINDICALISMO ALTERNATIVO ? EDUCAÇÃO
http://www.fesal.it

Comunicado nº4
A Esc. Sec. D. João de Castro (Lisboa) sob ataque, defende-se
e apela à solidariedade militante dos trabalhadores e estudantes.

Anunciada que foi a intenção do Ministério em "fundir" a Esc.
Sec. D. João de Castro com a Esc. Sec. Fonseca Benevides,
teve-se durante algum tempo a esperança de que o edifício da
Esc. Sec. D. João de Castro, em melhores condições de espaço
e de conservação, fosse retido.
No entanto, o interesse do governo é alienar o terreno desta
escola situada no cimo da colina de Sto Amaro e com uma
esplêndida vista para o estuário. Por isso, a solução retida
foi a de desactivar a Esc. Sec. D. João de Castro, com uma
suposta "fusão" com a Esc. Sec. Fonseca Benevides que, todos
sabem, irá redundar numa perda de qualidade educativa, para
todos, não apenas para os 300 alunos actuais da Esc. Sec.
D. João de Castro, como também para os actuais (cerca de 500)
e futuros alunos da E.S. Fonseca Benevides.
Os interesses economicistas, com a mais que provável alienação
para construção de um hotel ou condomínio de luxo, prevaleceram,
mais uma vez, sobre os interesses da população escolar.
Os argumentos do Ministério não têm consistência. Consideram
que a vizinha Esc. Rainha D. Amélia tem capacidade para acolher
a população escolar da zona. Se isso fosse assim, então
deveria haver indícios seguros de que iria manter-se a baixa
percentagem de população em idade escolar, ao longo dos próximos
anos. Pelo contrário, prevê-se que na próxima década a população
total da zona cresça de cerca de 22 mil pessoas, a maioria das
quais em idade de ter filhos, visto que as freguesias de
Alcântara e Ajuda estão a transformar-se em importantes pólos
residenciais. Isto significa que a população em idade escolar
irá crescer de 4 000 crianças e adolescentes, muito
proximamente: todas as escolas da rede pública da zona ficarão
"a rebentar pelas costuras".
Quem é que sai favorecido disto tudo? Além dos construtores e
empresários de turismo de luxo, apenas os colégios privados,
que irão encontrar, devido ao planificado decréscimo de oferta
de Escola Pública, uma oportunidade de negócio, com o aumento de
clientela.
Uma escola como a Sec. D. João de Castro (colocada em 24 º
lugar no "ranking nacional") seria uma concorrente muito incómoda
para os senhores comerciantes do ensino. Interessava portanto
eliminá-la; assim está fazendo este governo, perante a
indiferença geral.
Porquê? Porque as pessoas ainda não perceberam que a destruição
da Escola Pública é de facto um enorme recuo da democracia, dos
direitos sociais, do mesmo modo que a destruição do sistema de
Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde.

Porém os alunos, encarregados de educação e população em geral
da zona, e não apenas o seu corpo docente e seus funcionários,
todos/as vêem como um crime, o que se está a passar.
Quem conhece os respectivos recintos e edifícios sabe que havia
todas as razões (do ponto de vista do interesse pedagógico)
para a fusão com a Esc. Sec. Fonseca Benevides se concretizar
no edifício do Alto de Sto Amaro, onde funciona desde 1949 a
Esc. Sec. D. João de Castro, um edifício construído de raiz
para ser uma escola e que, com poucas modificações de pormenor,
poderia perfeitamente albergar todos os alunos e respectivos
cursos de ambas as escolas.
Está prevista uma Reunião Geral de Alunos no próximo dia 7
(Terça) convocada pela Associação de Alunos. Pensamos que é
tempo de todas as Escolas da região de Lisboa e em especial
da AP1 se mobilizarem em defesa do património escolar e
cultural e contra a perda de qualidade pedagógica.
Apelamos à solidariedade activa, com envio de cartas de
protesto contra a medida do M.E. , de outras escolas, das
associações de estudantes, dos sindicatos, das associações
de pais, etc.
para a Esc. Sec. D. João de Castro ( FAX: 21 361 64 97).

Lisboa, 03 de Fevereiro de 2006

Núcleo português da FESAL-E
Federação Europeia de Sindicalismo Alternativo ? Educação

(*)
Na FESAL-E, temos a prática da democracia directa, com ampla
descentralização e coordenação das nossas acções. Isto significa
que somos uma rede aberta, em expansão permanente, onde todas e
todos têm a palavra e a decisão, onde as tomadas de posição
colectivas e as estratégias são decididas democraticamente, por
assembleias deliberativas, onde realmente são tomadas as
decisões. Somos uma organização aberta, não carecendo de mais
do que estar-se de acordo com os nossos estatutos e de
desejar-se participar activamente nas lutas, como únicas
condições de adesão

fesale_portugal@yahoogroups.com
fesale_portugal-subscribe@yahoogroups.com

_______________________________________________
A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt


A-Infos Information Center