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(pt) [Brasil] A PLEBE nº 47 - OS BANCOS BATEM PALMAS OS TRABALHADORES LUTAM CO MO PODEM

Date Thu, 24 Aug 2006 20:20:03 +0200 (CEST)


A PLEBE nº 47/Agosto 2006 (A.C.A.T.-A.I.T.)
Órgão de Divulgação do SINDIVÁRIOS-FOSP/COB-ACAT/AIT
SEM PARTIDO NEM PATRÃO!
Ligada a Associação Internacional dos Trabalhadores(A.I.T.-I.W.A.) Caixa
Postal: 1933/CEP: 01009-972/São Paulo-SP-Brasil
E-Mail: fospcobait@yahoo.co.uk


OS BANCOS BATEM PALMAS E OS TRABLAHADORES LUTAM COMO PODEM
Mais um capítulo da crise na PUC-SP

Depois do fim do ano letivo de 2005, quando os estudantes já tinham
entrado em férias, começaram os processos do PDV (Programa de Demissões
Voluntárias) na PUC. Logo após o fechamento do prazo para as inscrições,
veio a primeira e grande onda de demissões, mais de 400 professores
demitidos, além de centenas de outros funcionários. Próximo ao início do
ano letivo de 2006, outra onda de demissões, como uma espada sobre o
pescoço dos trabalhadores. Iniciam-se as aulas e várias assembléias foram
realizadas, de funcionários docentes e técnico-administrativos e
discentes. Os Sindicatos APROPUC (professores) e AFAPUC (funcionários) não
conseguem sequer sensibilizar seus filiados a prestarem solidariedade aos
demitidos, no intuito de que entrassem em greve (note desde já a divisão
explícita da categoria em dois Sindicatos, o que demonstra a falta de
união na luta e no objetivo final de todos os trabalhadores). Nas
assembléias, era constante o choque dos estudantes com os professores e
demais funcionários, no intuito de convencê-los a entrar em greve. De nada
adiantou. Apesar de muitos apoiarem, a greve não ocorreu, ficando por
parte dos alunos a aprovação de uma paralisação por tempo indeterminado
que mesmo assim não contou com consenso entre estes, o que fez que somente
os estudantes de algumas faculdades aderissem. A Reitoria, que passou as
listas dos demitidos àalhadores que foram demitidos ahoppers, zapatistas,
homossexuais, camel e pelo voto nulo. chester/inglatrra Igreja (que
através da Fundação São Paulo é a mantenedora responsável pelas contas da
PUC) foi imediatamente acusada por todos de demitir os trabalhadores mais
combativos. Em seguida a greve, a Reitoria abriu sindicância (com
possibilidade de expulsão da Universidade) contra vários estudantes que
ocuparam o Setor do Alunado e o Corredor dos Bancos como forma de protesto
na luta por mais bolsas aos estudantes carentes (já que a PUC tem uma
série de isenções fiscais e tributárias por parte do Estado para dar em
troca bolsas de estudo). Semanas antes do fim do semestre letivo, os
Bancos (Bradesco e Real, os dois grandes mandatários da PUC) exigiram mais
cortes, pois os que houve não foram suficientes para cobrir os custos da
dívida mensal da PUC (em torno de R$ 4 milhões / mês) e um novo PDV foi
aberto. Não se sabe o que virá pela frente: mais demissões, ou a ganância
por lucro dos bancos estará aliviada? O que se sabe é que os trabalhadores
contratados para cobrir os buracos que várias turmas tiveram (ficaram sem
aula diversos alunos, pois os professores foram mandados embora) estão
recebendo em alguns casos menos da metade do que antigos professores
recebiam por hora/aula. Muitos não são registrados e estão tendo seus
direitos completamente desrespeitados.

Com exceção de alguns militantes que fizeram massiva campanha de colagem
de cartazes (dentro e nos bairros ao redor da Universidade), distribuição
de jornais, manifestos, troca de idéias, participação nas assembléias,
cartas de solidariedade entregue aos sindicatos oficiais (apropuc e
afapuc), pouco se viu da mobilização dos libertários.

A hora é agora! É o momento de nos organizarmos todos os trabalhadores de
forma horizontal, solidária entre si, de modo federativo, na luta pela
autogestão e coletivização da Universidade, que ela construa não uma luta
entre categorias (divisória e fracionária de todos nós ? FORA A UNICIDADE
E O IMPOSTO SINDICAL!), mas uma luta de todos os envolvidos no processo
educacional, desde funcionários técnicos-administrativos, terceirizados,
docentes e discentes além de toda a comunidade ao redor da PUC, na união
entre trabalhadores de um mesmo setor econômico da Sociedade, na luta em
torno do Sindicato Livre dos Trabalhadores da Educação em conjunto de
outros Sindicatos Revolucionários no intuito de derrubarem as amarras que
os patrões e políticos exercem sobre todos nós. Só assim encontraremos a
vitória de todos os batalhadores e produtores da riqueza social.

CONTRA AS DEMISSÕES!
PELO DIREITO AO TRABALHO!
POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E DE ENSINO!
PELA AUTO-GESTÃO DA PUC PELA COMUNIDADE (FUNCIONÁRIOS DOCENTES,
FUNCIONÁRIOS TÉCNICO-ADMINSTRATIVOS-DE LIMPEZA E SEGURANÇA E ESTUDANTES)!
CONTRA A EDUCAÇÃO REPODUTORA DE AUTOMATOS E ESCRAVOS!
POR UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA QUE ESTIMULE A AÇÃO DO INDIVÍDUO!
POR UMA PEDAGOGIA LIBERTÁRIA!

Núcleo-pró Seção dos Trabalhadores da Educação-SP filiado ao:
Sindivários-SP-Federação Operária de SP-FOSP-Confederação Operária
Brasileira-COB - Associação Continental Americana dos
Trabalhadores-ACAT-Associação Internacional dos Trabalhadores-AIT



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