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(pt) [Brasil; Minas Gerais] MAB contesta versão oficial e acusa polícia

Date Wed, 12 Apr 2006 21:16:37 +0200 (CEST)


04/04/2006 - MAB contesta versão oficial e acusa polícia mineira por
destruição da Cemig

Cerca de 600 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
planejavam ocupar o prédio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig)
para discutir o preço da energia, quando foram surpreendidos e reprimidos
pela Polícia Militar. Neste momento, foram surpreendidos pela polícia, que
iniciou o quebra-quebra na empresa, conta uma das coordenadoras do MAB,
Sônia Carneiro Oliveira.

"A polícia reprimiu a manifestação. Empurrou os trabalhadores para dentro
da Cemig, quebrando os vidros. Há várias pessoas machucadas. Eles fizeram
no sentido de dar a entender que foi o movimento que fez esse processo",
declarou Oliveira.

A coordenadora do MAB disse que, ao mesmo tempo em que a PM reprimia o
movimento na Cemig, policiais teriam agido de forma violenta contra
professores e estudantes que se encontravam na Praça Sete. "É de uma
violência que nós nunca vimos", disse.

Segundo ela, o saldo, do lado dos manifestantes, foi de mais de 30 pessoas
feridas, três delas em estado grave. Ela afirmou também que 20 pessoas
foram presas durante o protesto.

Dois policiais também ficaram feridos. De acordo com Sônia Carneiro, eles
também teriam sido agredidos por outros policiais. "A polícia saindo
batendo em quem apareceu, porque os trabalhadores não tinham arma alguma.
Eles fizeram os trabalhadores tirarem os paus das bandeiras. Ninguém podia
sair com nada daqui. Então, eles mesmo espancaram uns aos outros".

As manifestações faziam parte da marcha contra o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), que realizou ontem em Belo Horizonte a abertura da
sua 47ª reunião.
Invasão anterior
O superintendente de controle e gestão empresarial da Companhia
Energética de Minas Gerais (Cemig), Lauro Davi, disse que o prédio sede
da empresa foi invadido por manifestantes que participaram ontem (3) da
marcha contra o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

"Eles invadiram de forma violenta e abrupta e saíram fazendo um
quebra-quebra generalizado. Quebraram a recepção da companhia; os
computadores; as portas de blindex e câmeras de segurança de vídeo. Até o
nosso espaço cultural foi danificado pela agressão dos invasores",
afirmou.

Lauro Davi foi contrário à versão dos manifestantes, segundo a qual a
Polícia Militar teria empurrado para dentro do prédio. De acordo com ele,
o Batalhão de Choque da Polícia Militar só teria chegado depois da
invasão, iniciada por volta das 9h30. "Quando eles entraram dentro do
prédio não tinha qualquer policial. Eles já foram entrando e quebrando
tudo".

De acordo com o superintendente, câmeras internas do prédio teriam
registrado a ação violenta dos manifestantes. "Tem uma determinada cena em
que um dos integrantes do movimento abre uma sacola, tira um machado de
dentro e quebra o blindex da entrada da recepção". Lauro informou que toda
a entrada foi danificada e que até que a infra-estrutura do edifício seja
recomposta, a Polícia Militar fará a guarda permanente.

Lauro Davi esclareceu ainda que a Cemig não tem qualquer pendência com a
sociedade civil e que a companhia está de acordo com todos os processos
negociados e pactuados.

De acordo com uma das coordenadoras do Movimento dos Atingidos por
Barragens, Sônia Carneiro Oliveira, os cerca de 600 manifestantes
planejavam ocupar o prédio da Cemig para discutir o preço da energia,
quando foram surpreendidos e reprimidos pela Polícia Militar. "A Polícia
reprimiu a manifestação. Empurrou os trabalhadores para dentro da Cemig,
quebrando os vidros. Há várias pessoas machucadas. Eles fizeram no sentido
de dar a entender que foi o movimento que fez esse processo", disse a
coordenadora.
Responsabilidades

O relator nacional para os Direitos Humanos à Alimentação Adequada, Água e
Terra Rural, Flavio Valente, está em Belo Horizonte e acompanha o caso. Em
nota, Valente afirmou que os governos municipal e estadual têm
responsabilidade pelo que aconteceu. "As manifestações contra o BID não
são por acaso", afirmou no documento. "O banco está envolvido com o
financiamento de projetos que deslocam famílias e violam direitos humanos.
Os movimentos sociais têm o direito de se manifestar e apresentar ao banco
suas reivindicações, e isso deveria ser do interesse do próprio banco,
inclusive".

Segundo ele, "quando o poder público se nega a oferecer espaços para os
movimentos se reunirem e a abrir diálogo com eles, estas situações graves
podem ocorrer. E é inaceitável o uso de violência por parte do Estado
contra os movimentos sociais, sob qualquer alegação"
_______________________________________
"Águas para Vida,
não para morte!"

Eduardo Luiz Zen - MAB
Movimento dos Atingidos por Barragens
eduardo.zen@terra.com.br
www.mabnacional.org.br


"Liberdade sem socialismo é privilégio e injustiça; socialismo sem
liberdade é escravatura e brutalidade." Miguel Bakunin

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