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(pt) [Brasil] 15 anos da condenação do Movimento Camponês Corumbiara - a crim inalização da questão socriminalização da questão social

Date Wed, 12 Apr 2006 14:02:34 +0200 (CEST)


Em 1995, no início da primeira gestão do intelectual socialista Fernando
Henrique Cardoso, o FHC/PSDB, os movimentos sociais já experimentavam uma
fase de vacilação decorrente da proximidade ideológica entre os setores
articulados no movimento social e o presidente recem-empossado - que se
vangloriava de ter estado no mesmo palanque de Lula na campanha das
"diretas , já!": os sindicatos atrelados sob rígido controle das centrais
reformistas CUT/PT, FARSA SINDICAL/na época ligada ao PL e hoje ligada ao
PDT, se mantiveram passivos mesmo quando da dura greve dos trabalhadores
da Petrobrás; os movimentos ligados a Igreja Católica (MST e movimentos de
sem-teto, contra barragens, etc. entravam na fase de apelações ao poder,
abandonando parcialmente a prática da ação direta.

No momento em que o MST vacilava entre a colaboração com o governo
social-democrata, que ainda não havia sido declarado neo-liberal, setores
radicalizados do movimento campones insistiram em manter a tática da ação
direta, no lema: ocupar, resistir, produzir! Isso produzia uma tensão
interna dentro do MST, devido a sua estrutura rígida, centralista e
disciplinadora - denunciando sua falta de autonomia frente aos partidos
políticos, especialmente o Partido dos Trabalhadores/PT - que cada vez
mais se inseria na ordem burguesa.

No dia 14 de julho de 1995 setores ligados ao MST de Rondonia, na região
Amazônica, em Corumbiara, realizam uma ocupação: a Fazenda Santa Elina, já
há cinco anos em processo de desapropiação - devido a falta de documentos
do proprietário grileiro... Tres semanas depois da ocupação, censurada
publicamente pelo PT e abandonada a própria sorte pela direção do MST,
recebe ordem de despejo pelo tribunal local - atendendo a recurso do
grileiro. A ordem é executada pela polícia local (PM), ilegalmente,
durante a madrugada do dia seguinte a promulgação da ordem de despejo.
Como a polícia local não tinha homens suficientes o grileiro contratou e
armou dezenas de jagunços para "ajudar" a PM!!!

No dia 8 de agosto de 1995 já havia mais de 150 barracos montados,
abrigando mais de 500 pessoas. Na madrugada de 9 de agosto o que eles
viram foi um espetáculo dantesco com a execução sumária de ativistas,
mulheres sendo usadas como escudos humanos pelas "forças da ordem", além
da tortura a que dezenas forma submetidos aé o amanhecer do dia. As
notícais se espalham rapidamente, apesar do silência dos meios de
dcomunicação, e se falam em 43 mortos, inclusive mulherres e crianças.
Oficialmente foram 11 mortos, entre eles uma criança de 6 anos, morta com
uma bala na cabeça.

Em julgamento relâmpago, em agosto de 1996, a justiça local inocenta TODAS
AS AUTORIDADES e policiais envolvidos no que viria a ser conhecido como o
"Massacre da Fazenda Santa Elina" e responsabiliza e condena dois
camponeses, identificados como líderes da ocupação, o Claudemir e o Cícero
- ainda hoje foragidos da justiça, sem ter tido seu caso reexaminado pelo
governo Lula/PT. Do silêncio do MST e do PT e das demais forças da
esquerda isntitucional, coroada pelo silêncio dos meio de comunicação
sobre o tema, se abriu o espaço para o Massacre de Eldorado do Carajás,
esse ano completando 10.

Após esses episódios os camponeses dessa região romperam com o MST e
formaram o MCC/RO (Movimento Camponês Corumbiara/Rondonia) e em seus
Congressos decidiram romper com todos os partidos políticos e assumir uma
política própria em seus assentamentos, coletivizando a terra em vez de
dividi-la em pequenos lotes de propriedade privada - como faz o MST.
Coerentemente com isso o MCC/RO se aproximou do Movimento pela Reativação
da COB-AIT, se mantendo como amigos. Por conta dessa autonomia
organizativa pagam o preço de um certo isolamento por parte dos partidos
políticos, dos órgãos públicos e da Igreja. Por conta dese isolamento suas
páginas na internet cairam e os contatos ficaram mais dificultados, devido
a falta de um telefone funcionando em suas áreas de atuação.

NÃO PODEMOS ABANDONAR OS CAMPONESES DE CORUMBIARA!
SOLIDARIEDADE ATIVA, JÁ!
TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA!
PELA REFORMA AGRÁRIA RADICAL E IMEDIATA (Ação direta com coletivização da
terra e da produção!) VIVA O MOVIMENTO CAMPONÊS CORUMBIARA!

* Informações mais detalhadas podem ser encontradas em:
http://www.ub.es/geocrit/sn/sn119-41.htm

NUNCA ESQUECEREMOS O MASSACRE DA FAZENDA SANTA ELINA!

Contatos:
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fospcobait@yahoo.co.uk

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Por: "cldvulg" <cldvulg@bol.com.br>

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