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(pt) Boletim "Luta Social" nº 7: «FESAL ? PORTUGAL ESTÁ NO TERRENO E PROMETE LUTA» [fr, en]

Date Sat, 24 Sep 2005 14:50:21 +0200 (CEST)


A ?FESAL?, Federação Europeia de Sindicalismo Alternativo realizou um
encontro a nível europeu, no fim de semana de 17-18 de Setembro, em
Lisboa na Biblioteca Museu da República e Resistência.
Participaram delegações de Espanha (CGT?E, Federación de Enseñanza),
Itália (L?Altra Scuola UNICOBAS), Suiça (Sind. de Estudantes e
Aprendizes, SIZA), e Portugal (Núcleo Português da FESAL-E).
A FESAL é uma organização que agrupa Federações Sindicais, Sindicatos
e Colectivos, todos regidos pela democracia de base, anti autoritários
e anti capitalistas.

A FESAL nasceu em Berlim em Setembro de 2003 e tem vindo a crescer.Já
está presente com diversos colectivos e sindicatos em Itália, França,
Espanha, Eslovénia, Suiça, Portugal, Holanda e Noruega.
A OIT (Organização Internacional do Trabalho, uma organização da ONU)
reconhece-a como Federação Sindical de âmbito europeu no campo da
educação.

Até agora, as únicas organizações reconhecidas ao nível europeu eram as
que integram a CES (?Confederação Europeia Sindicatos?) na realidade, uma
"correia de transmissão" da comissão europeia de Bruxelas. As
confederações portuguesas UGT e CGTP participam na CES. A sua política
é a de "sindicalismo de concertação", ou seja de conciliação de classes,
sem qualquer participação efectiva das suas próprias bases.

Nós temos uma filosofia sindical exactamente oposta: queremos um
sindicalismo antagónico, de classe, de base e independente de forças
políticas, económicas, estatais ou outras.O objectivo central da
FESAL-E é colocar-se claramente como alternativa à hegemonia dos
sindicatos membros da CES (Confederação Europeia de sindicatos).

Enquanto projecto, está sempre aberto à adição de novos colectivos,
sindicatos, tendências, etc. desde que estejam de acordo com os estatutos
e desejem participar activamente nas lutas. Como foi repetido por vários
oradores no Encontro Europeu de Lisboa, a FESAL, enquanto projecto em
construção e orientando-se por princípios libertários, existe num
determinado espaço geográfico, na medida em que aí houver uma vontade de
levar avante acções de organização e luta.

O núcleo português da FESAL-E, está vocacionado para aprofundar as lutas
pela educação e contra a sua privatização, pela defesa de um sindicalismo
alternativo, de combate e capaz de se opor às políticas neo-liberais,
levadas a cabo pela generalidade dos governos.
O núcleo português desta organização europeia também está a expandir-se,
formando núcleos regionais e sectoriais, procurando as formas adequadas
de organização/acção ao contexto nacional, por forma a ter a maior
capacidade de intervenção efectiva nas lutas.
Citando parte da declaração fundadora do núcleo português da FESAL-E:
« Manteremos, a todos os níveis, a democracia de base e assembleária,
avançando também do ponto de vista do nosso reconhecimento legal.
Acreditamos que é pela unidade e solidariedade que conseguiremos
realizar uma mudança em profundidade.
Para levar a cabo, nós - estudantes, trabalhadores/as e activistas
reunimo-nos para combater o capitalismo, que é a causa de toda a
miséria social, tanto aqui como em todo o Mundo.Um dos aspectos
importantes para alcançarmos uma sociedade melhor é a nossa auto
organização e a nossa acção directa.
Para que tal acção e organização possam efectivar-se, precisamos de
autonomia, unidade, democracia directa, visão colectiva e cooperação
entre nós todos/as.Somos um colectivo anti autoritário e opomo-nos à
criação de estruturas de vanguarda.»

Durante a sessão pública, que decorreu entre as 17 e 19h. de Sábado 17
de Setembro, algumas ideias foram avançadas pelo Companheiro Stephano
d?Errico, coordenador nacional de l?AltraScuola UNICOBAS (Itália):
«A FESAL-E teoriza politicamente a Escola Pública como instituição do
?espaço público?, não como ?serviço mercantilizável?.
A Escola não deve seguir a razão de estado, quando falamos de
instituições não falamos necessariamente de estado. A sociedade civil
portuguesa precisa de instituições, a escola nasceu para garantir a
liberdade de ensinar e aprender.A escola está no centro da política,
pois o estado ensina que existe uma diferença de valor entre o
trabalho manual e trabalho intelectual, conceito ao qual nos opomos.
O capitalismo de estado nasceu a partir do pensamento marxista, como
criação da tecno burocracia que extorquiu a mais valia nos países de
leste.O que perturba mais o ?status quo? na União Europeia não são os
partidos ditos revolucionários, mas antes sindicatos não alinhados com
partidos políticos.
O governo preferido dos patrões é um governo de centro de esquerda.
Para aplicar o programa neo-liberal com a conivência sindical. O
triunfo do liberalismo está a ser possível na Europa com a ajuda, a
todos os níveis, dos aparelhos sindicais da CES.
O sindicato para nós, trabalhadores, permite-nos uma intervenção directa
(não mediada). Esta é a alternativa que estamos a tentar construir, à
qual os trabalhadores aderem naturalmente, porque corresponde ao seu
senso profundo .Não viemos todos de uma tradição e cultura sindicalista
libertária, mas tem sido a prática que nos conduz a ela. Não existe
alternativa à formalização independente de entidades sindicais porque
não é possível estabelecer correntes anti liberais dos interior dos
sindicatos «concertativos».
O mundo sindical está a unir-se num sindicato único, neo-liberal,
comunista, católico, socialista e cooperativo.Não existe actualmente
recordação do que pode ser um sindicato.
A nossa visão sindical atribui a este um papel de transformação social
e não apenas de defesa dos trabalhadores. Hoje, necessitamos de
sindicatos como no inicio de 1900 e de activistas sindicais que lutem
pelos trabalhadores estrangeiros, estes não têm direito a nada e são
descriminados.»
Precisamos hoje de um sindicato horizontal.
A FESAL ? Portugal, nasceu para isso e para dar luta.

SITE EUROPEU DA FESAL-E : http://www.fesal.it/
GRUPO DE DISCUSSÃO PORTUGAL:
http://groups.yahoo.com/group/fesale_portugal/
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