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(pt) boletim da Faísca Publicações Libertárias #13

Date Thu, 1 Sep 2005 22:38:40 +0200 (CEST)


Olá!
Você está recebendo o boletim da Faísca Publicações Libertárias! Caso
queira ter seu nome retirado do nosso mailing, escreva uma mensagem para
faisca@riseup.net, com o título RETIRE-ME.

Assuntos desse boletim:
1. Co-edição Faísca / Imaginário. ANARQUISMO HOJE: UM PROJETO PARA A
REVOLUÇÃO SOCIAL da Union Régionale Rhône-Alpes.
2. Próximos Lançamentos Faísca: A RELEVÂNCIA DO ANARQUISMO PARA A
SOCIEDADE MODERNA de Sam Dolgoff, A IDEOLOGIA ANARQUISTA de Rudolf Rocker
e A GUERRA DA TARIFA 2005 de Leo Vinicius.
3. Artigo O CARNAVAL ESTÁ EM MARCHA de David Graeber.


#1. ANARQUISMO HOJE: UM PROJETO PARA A REVOLUÇÃO SOCIAL DA UNION RÉGIONALE
RHÔNE-ALPES#

Dentro de alguns dias estamos mandando para o prelo o livro ANARQUISMO
HOJE: UM PROJETO PARA A REVOLUÇÃO SOCIAL, em co-edição com a editora
Imaginário (www.editoraimaginario.com.br). O preço de capa será R$ 18,00 e
os interessados podem comprar o livro antecipadamente por R$ 12,00 +
frete. Enviamos uma breve apresentação abaixo, e o sumário deste belo
livro.

?A miséria, a injustiça, a exploração, a dominação, o poder, o sexismo...
provocam cotidianamente nossa indignação e nossa vontade de não permanecer
passivos. Mas se a revolta individual é o ponto de partida de toda tomada
de consciência, de todo engajamento, ela sozinha não pode conduzir a
grande coisa. Para transformar a realidade, devemos dar-lhe um sentido...
Passar da revolta à revolução é ser capazes, ao mesmo tempo que lutamos
contra esse sistema que nos canibaliza no cotidiano, de abrir as
perspectivas de um outro futuro, propor um projeto social, um futuro em
ruptura com aquele que nos prepararam. Nossa contestação radical da
sociedade atual acompanha-se da profunda convicção de que uma sociedade de
liberdade e de igualdade é possível e realizável. Esta obra, redigida pela
Union Régionale Rhône-Alpes da Federação Anarquista francófona, pinta seus
esboços, em rápidas pinceladas.?

Sumário:
O QUE MOTIVA A NOSSA AÇÃO
A igualdade econômica e social ? A liberdade
NOSSAS RECUSAS POLÍTICAS
A recusa do Estado
A recusa do capitalismo, da lógica do lucro, do salariado e da moeda A
recusa da religião
O PROJETO DE SOCIEDADE ANARQUISTA
O federalismo libertário ? A organização federal anarquista
A autogestão generalizada da produção ? A organização da repartição A
educação libertária ? A informação ? A gestão dos conflitos
A PRÁTICA REVOLUCIONÁRIA
A revolução ? A implicação nas lutas sociais


#2. PRÓXIMOS LANÇAMENTOS FAÍSCA:

* A RELEVÂNCIA DO ANARQUISMO PARA A SOCIEDADE MODERNA DE SAM DOLGOFF
Estamos em fase final das revisões para a publicação desse texto. Quem
tiver interesse em ler um excerto pode ver:
http://www.editorafaisca.net/sociedade_complexa.htm.

* A IDEOLOGIA ANARQUISTA DE RUDOLF ROCKER
Já está traduzido também, esse panfleto, que é o primeiro capítulo do
livro Anarquismo e Anarco-Sindicalismo, publicado por Rocker em 1946. É
uma ótima introdução ao assunto. Logo mandaremos alguns excertos.

* A GUERRA DA TARIFA 2005 DE LEO VINICIUS
Esse livro marca nosso primeiro lançamento on-line. Depois de A GUERRA DA
TARIFA, publicado por nós em 2004, Leo Vinicius complementa seus relatos
com os acontecimentos de 2005. A GUERRA DA TARIFA 2005: UMA HISTÓRIA DE
DENTRO DO MOVIMENTO PASSE-LIVRE EM FLORIPA, está sendo diagramado e dentro
em breve estará à disposição em nosso site para download. Você pode
baixa-lo, com capa e tudo mais, e se quiser imprime para ler. É gratuito e
tem como principal objetivo divulgar o movimento Passe-Livre de
Florianópolis, servindo como um complemento ao livro já publicado.

#3. Artigo O CARNAVAL ESTÁ EM MARCHA DE DAVID GRAEBER#

Há duas semanas o anarquista norte-americano recentemente expulso da
Universidade de Yale por ser anarquista (ver boletim Faísca 07) escreveu
um ótimo artigo para a Folha de São Paulo. Abaixo reproduzimos alguns
trechos do artigo que pode ser lido na íntegra em:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/09/328243.shtml

?O motivo pelo qual considero este momento particularmente esperançoso é
que os revolucionários e até os reformistas sociais começaram a perceber
que não é possível realizar seus objetivos tomando o controle do Estado.
Grande parte da frustração dos últimos anos veio da percepção de que, se
desafiarmos o capitalismo tentando dominar o governo, provavelmente
terminaremos (como colocou recentemente meu amigo Andrej Grubacic) como
[Jean-Bertrand] Aristide [presidente deposto do Haiti], como [Fidel]
Castro ou como Lula -derrubado, presidindo apesar de si mesmo algum tipo
de horrível Estado policial, ou sendo obrigado a abandonar quase todos os
princípios que o inspiraram a tentar se eleger.?

?Os Estados, porém, nunca podem ser genuinamente democráticos, e as
pessoas estão começando a percebê-lo. Para compreender o que quero dizer
seria útil voltar aos revolucionários do século 18 que criaram os
primeiros modelos do que hoje chamamos de constituições ?democráticas?.
Todos eles eram abertamente hostis à democracia, que entendiam como algo
nas linhas da antiga Atenas, em que a comunidade como um todo toma suas
decisões por meio de debates em assembléias públicas. Eles tendiam a ver
Atenas como um exemplo de regime da turba. Os federalistas
norte-americanos também foram explícitos ao insistir que com a verdadeira
democracia seria impossível sustentar o aparato de força necessário para
manter as grandes desigualdades de propriedade. Eles adotaram como modelo
a ?constituição mista? da República Romana, que combinava elementos de
monarquia (um presidente), aristocracia (o senado) e alguns elementos
democráticos limitados.
O que tornou tudo isso possível, é claro, foi a idéia relativamente nova
de representação política. Originalmente, os representantes populares eram
na verdade embaixadores, que ?representavam? os interesses do povo diante
do soberano. Sob as novas constituições republicanas, os poderes do
soberano passaram aos próprios deputados, que governavam em nome do povo.
Foi somente quando a franquia se estendeu mais amplamente, nas décadas de
1830 e 40, candidatos populistas na França e nos Estados Unidos começaram
a ganhar eleições chamando-se de ?democratas? e seus adversários foram
obrigados a imitá-los, que as repúblicas foram rebatizadas de
?democracias?. O fato de as elites políticas terem sido obrigadas a mudar
a terminologia é testemunho do poder persistente da idéia democrática: que
pessoas livres deveriam governar seus próprios assuntos. Mas foi
exatamente isso: uma mudança de terminologia, e não de forma. Como os
conservadores norte-americanos às vezes ainda apontam: os EUA não são uma
democracia, são uma república.
Mesmo as maiores conquistas da forma de governo republicana se baseiam na
supressão do autogoverno popular: os princípios de liberdade de expressão
e liberdade de reunião, por exemplo, só se tornaram direitos sagrados e
inalienáveis no exato momento em que se estabeleceu que a expressão e a
reunião públicas não seriam meios reais para se tomar decisões políticas,
mas no máximo meios de protestar contra decisões tomadas pelos
governantes.
De fato, a própria idéia de um ?Estado democrático? sempre foi uma espécie
de contradição em termos. ?Democracia? refere-se a um sistema em que ?o
povo?, seja como for definido, governa seus próprios assuntos. Um Estado é
um aparato de coerção sistemática destinado a obrigar as pessoas a
obedecerem ordens sob a ameaça de violência. Elementos de ambos podem no
máximo existir em uma proximidade desconfortável, mas nunca misturar-se.
Mesmo nos Estados mais democráticos, por exemplo, os mecanismos pelos
quais a violência é de fato exercida -polícia, tribunais, prisões- operam
sobre princípios completamente autoritários.?


LANÇAMENTOS FAÍSCA
Para mais detalhes, escreva-nos solicitando um catálogo ou consulte nosso
site!

A GUERRA DA TARIFA
Leo Vinicius
64 pgs. ? 14X21 ? R$ 12,00

NOTAS SOBRE O ANARQUISMO
Noam Chomsky
224 pgs. ? 14X21 ? R$ 35,00

AUTOGESTÃO HOJE: TEORIAS E PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS
Michael Albert, Noam Chomsky, Pablo Ortellado, Murray Bookchin e Abraham
Guillén
124 pgs. ? 14X21 ? R$ 15,00

RUMO A UM NOVO ANARQUISMO
Andrej Grubacic
36 pgs. ? 15X21 ? R$ 5,00


Faísca Publicações Libertárias
www.editorafaisca.net
faisca@riseup.net



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