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(pt) Faísca Publicações Libertárias: BOLETIM FAÍSCA # 14

Date Tue, 25 Oct 2005 23:32:32 +0200 (CEST)


[de faisca@riseup.net]

Assuntos desse boletim:
1. Agradecimento Promoção Livros Libertários.
2. Livro fora de catálogo para venda: BAKUNIN.
3. Revista Letra Livre.
4. Nota dos editores do lançamento ANARQUISMO HOJE: UM PROJETO PARA A
REVOLUÇÃO SOCIAL da Union Régionale Rhône-Alpes.


#1. AGRADECIMENTO PROMOÇÃO DE LIVROS LIBERTÁRIOS#

A Faísca gostaria de agradecer, sinceramente, a todos que compraram livros
da promoção de livros libertários que fizemos durante o mês passado.
Vendemos mais de 500 livros para todo o país. Muito mais do que o retorno
do dinheiro investido, o que é importante para os novos livros serem
publicados, a importância disso está na divulgação do pensamento
libertário e na propaganda cada vez maior de nossos ideais.


#2. LIVRO FORA DE CATÁLOGO#

Tentaremos, sempre que possível, anunciar algum livro que já esteja fora
de catálogo para venda.

Nesta oportunidade, anunciamos o livro BAKUNIN, publicado em 1994. Este
aborda a memória de Mikhail Bakunin, revolucionário russo de expressão
mundial, um dos maiores representantes do anarquismo, herdeiro de Proudhon
e grande inimigo de Marx. O livro apresenta depoimentos muito
interessantes de pessoas que tiveram contato com ele: Ivan Turgueniev,
Leopold Sacher-Masoch, Arnold Ruge, August Röckel, Richard Wagner,
Alexandre Herzen, Piotr Kropotkin, Errico Malatesta, James Guillaume e
Alexandrina Bauler. Além disso, há um belíssimo prefácio escrito por
Sérgio Norte. A capa está em:
http://www.editoraimaginario.com.br/untitled.asp?registro=73

O livro pode ser adquirido pela Faísca por R$ 25,00. Caso tenha interesse,
escreva-nos! Temos somente algumas cópias.


#3. REVISTA LETRA LIVRE#

Este mês, a editora Achiamé do Rio de Janeiro publicou a revista LETRA
LIVRE número 43. Os textos da revista são os seguintes:
A CRISE POLÍTICA DO PAÍS ? Felipe Corrêa / DEFINIÇÃO DE ANARQUIA ? Errico
Malatesta / AS CINCO DIFICULDADES PARA ESCREVER A VERDADE ? Bertold Brecht
/ O TERRORISMO ANARQUISTA E A JIHAD ? Rik Coolsaet / A PRIVATIZAÇÃO DO
MUNDO ? Robert Kurz / A DIALÉTICA DO PRAZER ? Enrique Gonzáles Duro / A
ABERRAÇÃO CARCERÁRIA ? Loïc Wacquant / AGOSTO DE 1945 ? Socorro Gomes / A
RELIGIÃO É INIMIGA DAS MULHERES ? Marie-Jo Pothier / NA PATAGÔNIA, EM
BUSCA DE BUTCH CASSIDY E SUNDANCE KID ? Luis Sepúlveda / OS GORDOS LUCROS
DO BIG MAC E A OBESIDADE COMO SOBREMESA ? Philippe Froguel e Catherine
Smadja / A OBCESSÃO DA SAÚDE PERFEITA ? Ivan Illich / PÉROLAS BUSHIANAS ?
Umberto Eco.

Este número pode ser adquirido com a Faísca por R$ 7,00 + R$ 2 de correio.
Entre em contato para mais detalhes.

Para assinaturas da revista, entrar em contato com o editor em
letralivre@gbl.com.br.


#4. NOTA DOS EDITORES DO LANÇAMENTO ANARQUISMO HOJE: UM PROJETO PARA A
REVOLUÇÃO SOCIAL da Union Régionale Rhône-Alpes.

Enviamos agora a nota que abre o livro supracitado, que será lançado numa
co-edição entre a Faísca, a editora Imaginário, a Federação Anarquista do
Rio de Janeiro e o Coletivo Anarquista Terra Livre de São Paulo. Além de
introduzir o assunto do livro, há uma interessante discussão sobre
organização anarquista. Esperamos que gostem. O livro sai da gráfica
dentro em breve!

NOTA DOS EDITORES

Nessa época em que a farsa da política partidária é desnudada, tomamos a
iniciativa de publicar o projeto dos companheiros da União Regional
Rhône-Alpes que apresenta, com alguma profundidade, a doutrina anarquista.
De nosso ponto de vista, é fundamental mostrar à sociedade que existem
caminhos outros para a política, diferentes da resignação ovina da imensa
maioria e do jogo corrupto dos partidos da esquerda e da direita, males
inerentes à democracia representativa.

Como qualquer projeto ? e como o próprio grupo coloca no início de seu
texto ?, uns acharão por demais detalhado, e outros, demasiadamente
superficial, estando ainda sujeito a acertos e erros. Por tocar em
questões tão difíceis e polêmicas, mesmo ao universo libertário, tais
como: natureza humana, dinheiro, consenso, família, violência, greve
geral, revolução entre outras, o grupo traz, muito mais do que algo
acabado, uma contribuição para as discussões.

Assim como o leitor terá pontos de concordância e discordância, nós também
os temos, reservando-nos o direito de não concordar com tudo o que aqui é
proposto ou exposto. Apesar disso, julgamos de plena importância a
publicação deste livro, que contribui para mostrar à sociedade que o
anarquismo ? ao contrário do que dizem nossos detratores, de todas as
capelas e matizes, que têm interesse em perpetuar seus controles e poderes
? não está ultrapassado, e serve sim, no mínimo, como riquíssima fonte
inspiradora à construção de uma nova organização societária de base
igualitária e antiautoritária, passando ao largo das estruturas letais à
humanidade, estruturas essas legitimadoras da exploração, esta inerente ao
capitalismo e ao Estado.

Para além dos pontos já citados o texto da União Regional Rhône-Alpes
revela a existência do próprio grupo, organizado sobre bases especifistas,
filiado à Federação Anarquista Francesa de orientação sintetista. Uma
situação contraditória para uma grande maioria de libertários que se
acostumou a encarar as duas formas de organização como antagônicas e, em
não raros momentos, rivais em contextos históricos dos mais variados.
Opostos, os modelos de síntese e o específico, surgiram como alternativas
à uma encruzilhada metodológica diante da qual foi colocada a ideologia
anarquista, após o triunfo do bolchevismo na Revolução Russa e sua
conseqüente expansão, através dos PCs, pelo restante do planeta. A
síntese, por um imperioso desejo de garantir autonomia aos grupos
filiados, fundou seus princípios em um federalismo radical, optando por
preservar na forma de articulação dos grupos a essência mesmo do corpo
doutrinal libertário. O especifismo, talvez a tentativa mais clara de
estabelecimento do nexo entre o aliancismo de Bakunin, nos primeiros
tempos da AIT, passando pelo Partido Anarquista de Malatesta e mesmo da
experiência ucraniana de Makhno, buscou dar uma resposta mais unificada ao
esforço que vinham empreendendo os anarquistas no campo das lutas sociais.

Entretanto, e de forma não menos surpreendente, os militantes franceses,
ironicamente os de um país onde tantas querelas tiveram origem,
apresentam-nos uma leitura objetiva para assuntos tão antigos quanto
complexos relativos à Revolução Social. É justamente deles que nos chega,
não apenas em argumentação clara e direta, mas como indicativo para o
reinício da marcha, uma proposição que traz diluída nas questões abordadas
todo um acúmulo de experiências de centenas de organizações libertárias.
Em um momento, diante de um novo milênio, em que os anarquistas de todas
as partes se vêem em uma outra esquina do tempo e precisam decidir, diante
agora da clara insuficiência do velho bolchevismo, os rumos das novas
estratégias de Revolução, iniciativas como essa nos parecem de capital
importância.

Dessa forma, ignorando as profundas cicatrizes de duros confrontos,
protagonizados por proponentes das duas formas de organização, o texto
agora traduzido para o português, induz-nos mesmo a imaginar se as imensas
tarefas que aguardam os anarquistas colocaram, por hora, as questões,
estrito senso, de modelo de organização, em plano inferior à necessidade
que têm demonstrado os militantes de fazer o anarquismo recobrar seu lugar
de origem no campo da luta de classes. Talvez, e só assim poderíamos
conceber esta ousada conjectura, tal heterodoxia seja mesmo a saída
encontrada pelos novos militantes para, sem maiores especulações sobre as
garantias de sucesso, encetar um movimento capaz de liquidar o atual
sistema capitalista.

Não há dúvida, entrementes, que à complexidade do neoliberalismo os
anarquistas opõem também formas ainda mais criativas de combate. Contra
ele, a nosso ver, movimentos crescem e habilitam jovens ativistas a
entrarem nas organizações libertárias. Por toda a parte, como se deu em
outros momentos da história, a memória revolucionária inspira, mas por ser
memória e não nostalgia, empurra para frente diversas táticas de luta. Em
favor desse influxo as novas gerações têm dado o melhor de suas energias
e, a despeito de velhas feridas mal cicatrizadas, parecem preferir o ?bom
combate? à discutir em torres de marfim a forma, em detrimento da luta, da
Revolução Social.


LANÇAMENTOS FAÍSCA
Para mais detalhes, escreva-nos solicitando um catálogo ou consulte nosso
site!

A GUERRA DA TARIFA
Leo Vinicius
64 pgs. ? 14X21 ? R$ 12,00

NOTAS SOBRE O ANARQUISMO
Noam Chomsky
224 pgs. ? 14X21 ? R$ 35,00

AUTOGESTÃO HOJE: TEORIAS E PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS
Michael Albert, Noam Chomsky, Pablo Ortellado, Murray Bookchin e Abraham
Guillén
124 pgs. ? 14X21 ? R$ 15,00

RUMO A UM NOVO ANARQUISMO
Andrej Grubacic
36 pgs. ? 15X21 ? R$ 5,00


Faísca Publicações Libertárias
www.editorafaisca.net
faisca@riseup.net



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