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(pt) AGP (Ação Global dos Povos ): «10 anos de OMC, 10 anos de destruição»

Date Sun, 23 Oct 2005 19:48:58 +0200 (CEST)


Conferência ministerial da OMC em Hong Kong (14-18 Dezembro 2005)
Ao longo dos 10 anos de existência da Organização Mundial do
Comércio (OMC), os povos têm sido forçados a enfrentar a ruptura do
seu quotidiano. A sua agenda de mercado global único é uma grande
ameaça à diversidade do mundo. Cada povo enfrenta agora o
desmembramento da sua constituição e das suas leis para se conformar
às exigências da OMC. A expansão dos monopólios e o controlo pelas
grandes corporações através da privatização significa que o acesso
à água, terra, sementes, florestas, recursos e energias naturais é
uma luta constante para os pobres do mundo. Isto está a devastar
vidas de muitas maneiras: por exemplo, 50000 agricultores indianos
suicidaram-se nos passados 10 anos devido à liberalização levada a
cabo pela OMC. Assim, milhões de agricultores, trabalhadores rurais,
povos indígenas, pescadores e outros habitantes de áreas rurais são
forçados a abandonar as suas casas e deslocar-se para subúrbios
das grandes cidades, migrando sem retorno, para uma vida de miséria,
discriminação e opressão. Além de destruir as nossas terras natais,
as regras da OMC estão a aumentar directamente a mudança climática
e a diminuir a biodiversidade, destruindo o futuro de todo o
planeta. Está também a aumentar a concentração da riqueza e do poder,
acentuando a exploração dos trabalhadores em todo o mundo, ao permitir
a livre circulação do dinheiro e mercadorias. Os seres humanos dos
países mais pobres, porém, privados dessa liberdade de movimentos,
que tentam escapar à miséria indo para os países que roubam as suas
riquezas, são cada vez mais submetidos ao racismo, violência e
exploração. As leis da OMC também ditam o desmantelamento dos serviços
públicos e de muitas políticas de bem-estar social, com efeitos
particularmente devastadores para as mulheres, as crianças e idosos.
Por fim, também contribuem para a destruição da diversidade
cultural e das culturas indígenas, impondo direitos de propriedade
sobre o conhecimento e as formas de vida e permitindo que os
monopólios mediáticos ocidentais expandam o seu poder e influência,
com consequências teríveis em termos de manipulação da informação e
destruição de valores humanos.

O capitalismo não é democrático por natureza e -enquanto parte deste-
a OMC também não é democrática. É baseada em governos nacionais não
democráticos (incluindo os dos países supostamente democráticos)
cujas políticas económicas são ditadas pelo capital. Esta falta de
democracia é visível, em parte, através do aumento da violência contra
os protestos e os movimentos, da perda de liberdades civis, e das
guerras neo-coloniais de agressão pelo controlo de recursos naturais,
sob pretexto da dita ?guerra contra o terror?. Há, portanto, grande
necessidade de construir alternativas descentralizadas a partir da
base.
Nós, os oprimidos, devemos trabalhar em todo o lado solidariamente
contra o falso consenso da OMC se queremos ver uma mudança positiva.
A OMC está integralmente ligada a instituições globais como o G8, o
FMI e o Banco Mundial, assim como a processos de integração regional
e acordos comerciais. Todos eles são manipulados pelas corporações e
as super potências mundiais. O primeiro Dia de Acção Global contra
o Capitalismo ocorreu em 1998, de modo a coincidir com a conferência
ministerial da OMC em Genebra e a cimeira do G8 no Reino Unido. O
?movimento de movimentos?, cada vez maior, desenvolveu-se em parte
a partir destas mobilizações e é agora mais importante que nunca que
floresça. Encorajamos grupos, activistas e movimentos em todo o mundo
a fazerem parte desde esforço colectivo e organizarem acções
descentralizadas (qualquer que seja o tamanho, ou o local) contra a
Conferência Ministerial da OMC em Hong Kong (14-18 Dezembro). Este
encontro tomará lugar numa fortaleza corporativa isolada pelo mar
para prevenir qualquer acção directa efectiva. Mas nós não iremos
deixar que escondam os estragos que causaram aos povos de todo o
mundo. São muito diversas as acções que poderão conter as sementes
para o nosso futuro; vamos agir, opondo e propondo; resistindo e
criando.
A luta contra a OMC está agora viva em todo o mundo, pois é necessário
resistir à implementação das regras da OMC ao nível nacional e contra
o próprio capitalismo ao nível global. Partilha os teus relatos sobre
resistência usando o Indymedia (www.indymedia.org) e outras redes de
informação alternativa (ex. www.all4all.org). Esperamos poder utilizar
as tuas informações para criar o boletim, em papel e na Internet, em
inlgês e castelhano, da AGP, que pode ser traduzida em diversas línguas
e circular por todo o Mundo para aumentar o conhecimento recíproco da
nossa resistência.

Indian Coordination Committee of Farmers' Movements (BKU (All India),
KRRS, Shektari Sangathana,Tamilnadu Farmers Association(TVS) Kerala
Coconut Farmers Association,Nandi Raitha Samkya ) All-Nepal Peasant
Association, Nepal
Krishok Federation, Bangladesh
Assembly of the Poor, Thailand
Thai Labour Campaign

Acção Global dos Povos
www.agp.org
___________
(tradução para português por A-Infos)


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