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(pt) SALAMANCA : CIMEIRA DA HIPOCRISIA IBERO-AMERICANA

Date Mon, 17 Oct 2005 22:44:13 +0200 (CEST)


A Cimeira Ibero-Americana deveria constituir um novo ponto de partida e
projecto para um espaço cultural e não geográfico. A história e cultura
dos povos latinos ibero americanos é também a nossa História.
Nas ruas de Salamanca, 20.000 pessoas manifestaram-se contra a hipocrisia
dos governos de 22 países, representados na Cimeira Ibero Americana.
Durão Barroso, representante da União Europeia na Cimeira de Salamanca foi
o alvo principal. Barroso disse que ?a imigração é hoje um problema na
Europa e deve haver uma resposta conjunta?, uma das frases que marcou a
XV Cimeira. Mas Durão Barroso fala muito e nada faz; fala em ?violação dos
direitos humanos por parte de Marrocos contra os povos sub-saharianos e
diz que a Comunidade Europeia deve intervir? ...porém ...?a segurança é
muito importante para manter nossos valores. Frases e palavras que não
convencem ninguém, não existe política de imigração na Europa, existem sim
interesses económicos e políticos. A palavra HUMANIDADE não existe para a
Comissão Europeia.
A manifestação de todos os ?Povos em Rebeldia?, superou as expectativas:
reclamou-se o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro a Cuba.
A solidariedade com Cuba e Venezuela conseguiu mobilizar 10.000
manifestantes. De Portugal, cerca de 1000 pessoas em 18 autocarros ficaram
retidas na entrada de Salamanca, durante quatro longas horas para
identificação. Hugo Chaves disse que não participou no acto político por
razões de segurança, mais uma manifestação da hipocrisia que se vive na
Venezuela; a mentira continua a reinar às mãos de Hugo Chavez. A
manifestação pacífica exigiu um estado democrático para Cuba. A ausência
de Fidel Castro na Cimeira foi motivo de alegria para os manifestantes. A
CGT-Salamanca e Ecologistas em Acção exigiram ?dignidade humana?, na sua
manifestação, que serviu para denunciar as consequências da Globalização
Capitalista, que está a destruir os povos latino-americanos.
A CGT, CNT e a FESAL-PORTUGAL reunidos no Instituto Frei Luís debateram
durante cinco dias direitos humanos e imigração. Várias propostas foram
debatidas e conseguiu-se chegar a consenso em relação a um texto comum:
?Hipocrisia da Cimeira Ibero Americana?.
Decidiu-se accionar o alerta vermelho para a violação dos direitos
humanos, boicotar as empresas implantadas nos países onde elas ocorram,
com denúncias das várias multinacionais. São precisas acções de rua
também. É preciso viabilizar o feminismo classista pois as mulheres
estrangeiras sentem na pele a maior discriminação por parte das
multinacionais. É preciso encontrar uma solução para fazer frente às
entidades empregadoras de imigrantes, com campanhas de informação e
denúncia, em ligação com movimentos mais amplos.
«Direitos humanos para todos os povos, liberdade e igualdade acima de
tudo», palavras de protesto da CGT-Salamanca. Esta destacou-se na
manifestação, com um bloco de cerca de três mil pessoas, vindas de várias
partes de Espanha, de Portugal e da América Latina. Os reis de Espanha
foram alvo de críticas em todas as manifestações, com vários estribilhos
como ?as leis de imigração são para a rainha Sofia?, ?todos de cu para a
Cimeira Ibero Americana?. Dois mil anarquistas da CNT-Salamanca
protestaram por direitos iguais, igualdade e liberdade: «somos humanos e
somos solidários com os povos latinos». A marcha terminou na confluência
da Av. Villamayor com a Peña de Francia, reunindo anarquistas de toda a
Península Ibérica. Os anarquistas são pacíficos e contra a guerra, quem
fomenta o terrorismo são os governantes. Três mil polícias borrados de
medo, deram cobertura aos palhaços do mundo, reunidos na cimeira. O
anarquismo provou que está presente e forte em várias comunidades de
Espanha e Portugal.
A Europa dos trabalhadores está cada vez mais hostil a Barroso e à
?comissão imperial de Bruxelas?; aos governos, às suas más políticas, como
foi visível nas ruas de Salamanca; os média corporativos já não o
conseguem esconder.
Não existe democracia na União Europeia, existe sim um super estado
capitalista.

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