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(pt) A PLEBE nº 43: AVALIAÇÃO DA GREVE

Date Wed, 16 Nov 2005 22:49:06 +0100 (CET)


GREVE DOS BANCÁRIOS
Sofremos uma grande derrota. A burocracia sindical conseguiu fazer a
campanha salarial do seu jeito e conforme os seus planos, conseguindo
fazer com que a categoria aceitasse uma proposta rebaixada para proteger a
política econômica do governo Lula/PT.

Tudo indica que o índice de 6% de reajuste já estava negociado bem antes
da greve. A burocracia sindical petista aprendeu com a campanha salarial
do ano passado e sabia que seria desgastante defender essa proposta em
Assembléia antes da greve. Daí a engenhosa manobra de defender a greve,
realizá-la de forma burocrática e desgastar o movimento durante seis dias.
Após essa manobra ficou muito fácil levar uma massa de fura-greve,
gerentes e chefetes à assembléia para aprovar as "novas" propostas
"arrancadas" após 4 dias de greve.

É preciso reconhecer que os bancários, pelo menos em Sampa, não
compareceram em massa às assembléias, não participaram das mobilizações e
do Movimento grevista. Os bancos estatais, como BB e CEF, que foram a
vanguarda do movimento reivindicatório e grevista no ano passado, desta
vez apresentaram pouca adesão, muita desconfiança e manifestações de
corporativismo.

Um dos fatores principais que determinou a pouca adesão dos bancários à
greve foi a falta de confiança na direção sindical e também nas
alternativas de direção, as oposições. Cabe destacar que, no campo
contrário à burocracia, as oposições atuaram pessimamente. O resultado da
campanha salarial do ano passado pesou em muito na campanha salarial deste
ano. Tudo indica que os bancários se sentiram derrotados com os resultados
do ano passado após 30 dias de greve, sentimento agravado pela necessidade
de pagar parte dos dias de greve com compensações ou descontos.

Sobre a mesa única da Fenaban, que não é a melhor tática das oposições (ou
de algumas lideranças) atacar a unificação da categoria. Essa postura
desacredita as oposições e fortalece a posição da burocracia sindical
junto aos bancários dos bancos privados. A burocracia acaba fazendo pose
classista e atacando as oposições como divisionistas e corporativistas. É
justo defender a unidade da categoria, a mesa única para discutir as
reivindicações gerais da campanha salarial, ao mesmo tempo em que é justo
defender a realização das negociações específicas, seja diretamente com as
direções de BB e CEF separadamente, seja através de uma mesa única dos
bancos públicos, para discutir as reivindicações específicas, incluindo a
reposição das perdas históricas de BB e CEF e o caso da demissão dos 45
mil trabalhadores precários da CEF. É justo exigir assembléias específicas
dos bancos estatais para discutir as questões específicas e organizar
melhor a luta, inclusive para se organizar no sentido de contribuir para a
paralisação dos bancos privados, as oposições devem atuar sempre no
sentido de construir a unidade da categoria, combatendo as lideranças que
adotem posturas corporativistas e divisionistas, mantendo os interesses
dos bancos privados e estatais como fator de isolamento em detrimento da
solidariedade que se deve pedir de toda a classe trabalhadora.

A não adesão de Brasília no primeiro dia de Greve

Um dos fatores que prejudicou a greve nacional foi a não adesão dos
bancários de Brasília no primeiro dia de paralisação. A assembléia de
Brasília não aprovou a greve no dia 5, aprovando apenas no dia seguinte e
entrando em greve no dia 7(sexta). Os informes indicam que a proposta de
não adesão à greve foi apresentada por militantes do Movimento Nacional
da Oposição Bancária(MNOB) da Tecnologia do BB em Brasília. Após um dia
de muitos boatos contraditórios, durante a passeata dos bancários no
final do dia 6, o grupo bancário de ?O Trabalho? divulgou folheto
denunciando que "Conlutas divide em Brasília?, ambas correntes
trotskistas. Dos grandes centros bancários o único em que a greve não foi
deflagrada na quarta(5/10) foi Brasília. Na assembléia (mais de 3 mil
bancários) a Oposição/Conlutas (MNOB), encaminhou contra a greve,
dividindo a assembléia (duas votações "empatadas" (do folheto Carta de O
TRABALHO aos Bancários nº 2 - 06/10/2005). No dia seguinte (7) o
MNOB/Conlutas distribuiu folheto datado de 7 de outubro informando que
"Brasília entra na greve!" ("Os colegas de Brasília aprovaram em
assembléia ontem entrar em greve hoje, depois que foi garantido aos
funcionários do BB a presença de representante de base na mesa de
negociação e a negociação também da pauta específica. Portanto, a greve
se fortalece no BB e em nível geral no dia de hoje"). Este acontecimento
foi uma postura atrasada, corporativista e sectária de uma parte do
funcionalismo dos bancos estatais de Brasília. Foi um grave erro. Nada
justifica, nem mesmo essa desculpa de que a votação contrária à adesão a
greve tenha causa na pirraça da direção burocrática em negar a eleição de
representante de base e discutir questões específicas. Ora, tais
propostas devem ser aprovadas pela assembléia geral após debate político
e não impostas na base da ameaça de negar aprovar a greve (!?!?!?!?) numa
ocasião em que a burocracia tem interesse em decretar a greve!

Manifestamos também nossa discordância em relação à atuação do Movimento
nacional de Oposição Bancária (MNOB-Conlutas) em São Paulo, onde este
grupo de oposição defendeu nas reuniões do Comando e em assembléias
priorizar a paralisação no BB e CEF. O correto era garantir a paralisação
em todos os locais onde havia sido possível paralisar e estender o
movimento para as outras agências e departamentos priorizando os bancos
privados. Por isso, apesar de fazer tais propostas, o MNOB-Conlutas
entendeu que sua proposta estava equivocada e corrigiu sua postura.

No dia 10, segunda feira, o MNOB/Conlutas deslocou grande parte de sua
militância para o prédio do banco privado Safra na Avenida Paulista,
conseguindo paralisar vários setores da administração. Mas essa operação
se realizou numa atitude isolada, sem coordenação com o Comando de Greve,
dividindo forças, pois parte da militância estava fazendo piquete na
administração do Bradesco e na agência Bradesco Prime da Paulista (ao lado
do Banco Real). Acontecimentos como este mostram que as oposições atuaram
pessimamente, divididas, confusas, enfraquecidas.
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Seção
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