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(pt) [França, CNT AIT] AS RAZÕES DA CÓLERA (fr)

Date Mon, 14 Nov 2005 22:14:02 +0100 (CET)


Por toda a parte, todos os días, que seja sobre o nosso lugar de vida, o
nosso lugar de trabalho, discutindo com os nossos vizinhos, as razões de
revoltar-se não faltam

Ao "Sul", os três quartos da humanidade sofrem de fome e guerra mais
completa na indiferença e o despeito mais total das elites. Cada dia,
30.000 crianças morrem de fome na indiferença mais completa ;

As nossas regiões ocidentais, assalariados, precários, desempregados, em
estudantes, alunos de institutos, reformados..., somas muito entregues à
mesma lógica comercial que impõe precarização, somos flexibilização., e
priva-nos totalmente das nossas vidas, da nossa liberdade de acção.

Divide-nos -se inventando compartimentações e identidades imaginárias :
jovens/velhos, francêses/estrangeiros, trabalhadores/desempregados... de
acordo com a boa velha táctica de dividir para melhor reinar. O
individualismo e o communautarisme fazem apenas reforçar os egoísmos
individuais ou colectivos, em detrimento da solidariedade universal.

Os políticos continuam embalar-nos de ilusões com os seus aliados
sindicalistas. São impotentes para parar a destruição do planeta, mas de
resto, querem-no ? O único importa para eles "lugar" e a competicão
eleitoral. Governos, deputados, proprietários, sindicalistas, Igrejas e
clero, instituições representativas... : todos enviam-nos no muro.

Quanto aos "déambulateurs" da contestação-espectáculo, nos jogam de novo o
mapa "cidadã" recorrentes dos seus desejos um Estado mais social, e um
capitalismo à "rosto humano".

À cada eleição, os políticos surgem-nos o mito que o Estado poderia
assegurar os nossos direitos, se for dirigido por homens políticos
virtuosos. Para além que esta espécie de pássaro rara nunca foi observada
sobre terra, de é esquecer a natureza mesmo do Estado que é sobretudo um
instrumento ao serviço da classe dirigente e o capitalismo. Os Estados,
fiadores de esta ordem económica e autoritária, não têm cessação de
controlar, restringir, fechar, esmagar... As suas farmácias, docilmente
integradas (partidos,sindicatos...), são a voz do seu mestre, e em nada
vectores eficazes de transformações sociais.

A sociedade continua a ser por conseguinte organizada economicamente sobre
a propriedade privada (recursos naturais, mercadorias, meios de produção,
tecnologias), sobre a troca pelo dinheiro, sobre a concorrência e a
competicão, sobre o lucro como objectivo, sobre l?exploração das mulheres,
dos homens e das crianças. A educação e l?instrução escolar nega elas
também a liberdade e pratica sem vergonha a selecção e a exclusão social
(por exemplo : a história ensinada é a do poder). A cultura de "massa" e
de consumo erige-se como supletiva à felicidade. O pub golpeia-nos de
slogans : "consome, estará livres e felizes".

No entanto, contrariamente que quereria-se fazer-nos crer o ultra
liberais, a História não se é terminado.

Por toda a parte sobre o planeta, pessoas lutam contra a opressão, e a
emancipação da humanidade permanece conquistar. Não devemos duvidar das
nossas capacidades colectivas de transformar este mundo, mas não devemos
reproduzir os erros do passado. Não será recreando as mesmas instituições
(Estado, governo, partidos políticos, Igrejas, sindicatos...) que
liberar-nos-emos, mas desenvolvendo a autonomia dos explorados e oprimidos.

Para aquilo, pensamos que o desenvolvimento de estruturas autoorganizadas,
de acordo com os princípios anárquicos, participa deste movimento
revolucionário que permanece construir.

Longe estabelecer um catálogo dos prejuízos induzidos pelo capitalismo, a
nossa análise continua a ser global porque pensamos que todas as
opressões, que sejam económicas, políticas ou ideológicas, cruzam-se e
reforçam-se.

Queremos contribuir para voltar a dar um sentido colectivo às lutas, para
sair de l?individualismo para desenvolver as resistências colectivas.
Aquilo passa nomeadamente pela transmissão da memória dos movimentos
sociais, para reconstruir l?utopia de um projecto global, o comunismo
anárquico.

Como a união faz a força, organizamo-nos numa rede federal, que nos
permite trocar análises e experiências, e também reforçar-se mutuamente
com os que compartilham um ponto de vista revolucionário.

Ao diário, tomamos parte às lutas contra a dominação sobre qualquer suas
formas, que exerce-se sobre o nosso lugar de trabalho, na nossa cidade ou
lugar de vida, utilizando os instrumentos da acção directa e a
solidariedade.

Os militantes do SIPN

Bom-dia, o primeiro número de Esperança, boletim do Sindicato Interco
Paris Do norte do CNT AIT está doravante disponível em versão papel. Para
o obter-se, pode passar às permanências (um sábado sobre dois, 15h
18h, ao 39 rua da tour d?Auvergne à Paris - Metro Pigalle) o as mesas de
imprensas (um Domingo sobre dois 11h-13h Mercado Dejean, Metro
Chateau-rouge).

Pode também enviar-nos uma palavra com um endereço onde expedir-o
(gratuitos, mas os donativos não são recusados)

por correio postal :

AIT-JL c/o AAAFA BP 5.75860 PARIS Cedex 18

E sempre sobre o nosso sítio : Actualidade de l?Anarcho-Syndicalisme
http://cnt-ait.info

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