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(pt) A BATALHA N. 213: Há 90 anos - Congressos Internacionais para a Paz

Date Sun, 13 Nov 2005 21:45:14 +0100 (CET)


Há 90 anos
Congressos Internacionais para a Paz
Decorridos alguns meses sobre o início da I Grande Guerra o Ateneu
Sindicalista de Ferrol convocou para esta cidade galega um congresso
internacional visando promover acções tendentes à suspensão das
hostilidades e ao regresso à coexistência pacífica entre os povos. A
escolha do local era lógica. A Espanha era um país neutral ? atitude que
manteria até ao fim do conflito ? e Portugal, a despeito da sua aliança
inglesa, não havia ainda por essa altura deliberado intervir na luta.
Estavam ambos, portanto, em condições de albergar um tal evento, a Espanha
um pouco melhor por não ter o óbice da aliança com um dos beligerantes. O
congresso devia realizar-se nos dias 30 de Abril, 1 e 2 de Maio de 1915
mas receava-se que fosse tornada efectiva a sua anunciada proibição por
parte do governo espanhol.
Parte da delegação portuguesa chegou ao Ferrol na tarde do dia 29 de Abril
e, tendo tomado conhecimento da proibição e de nesse mesmo dia ter sido
impedido o desembarque de um delegado italiano ao congresso, acordou com
os delegados espanhóis antecipar para essa mesma noite o início dos
trabalhos. A acta dessa primeira sessão e o relatório que dela fez Manuel
Joaquim de Sousa não são totalmente coincidentes. Na acta figuram os nomes
de seis delegados portugueses e pouco menos de 30 espanhóis, enquanto no
relatório se diz estarem presentes 47 delegados. Os delegados portugueses
mencionados na acta incluem Mário Nogueira, secretário-geral da 1ª secção
(Sul) da União Operária Nacional, que só chegou dia 30, quando o congresso
já havia terminado e que regressou a Portugal sem incidentes. Os delegados
portugueses nessa primeira sessão foram: Manuel Joaquim de Sousa,
secretário-geral da 1ª secção (Norte) da União Operária Nacional (que nas
actas é referido como delegado da Biblioteca A Vida); Ernesto da Costa
Cardoso e sua companheira do Centro de Propaganda Social; António Alves
Pereira, delegado da Revista Aurora e Derafim Cardoso Lucena, delegado de
A Vida; a estes delegados portuenses juntou-se na Fronteira luso-galaica
Aurélio Quintanilha, delegado das Federações Portuguesa e Francesa das
Juventudes Sindicalistas.
Esta primeira sessão terminou pelas duas horas da madrugada de 30 de
Abril. Pelas 4 da madrugada os delegados portugueses eram detidos no hotel
e conduzidos à fronteira sob escolta policial.
Na segunda sessão cujas actas não registam os nomes dos participantes
terão estado presentes Joaquim Nogueira, delegado da União Local de Lisboa
e Manuel de Campos, também de Lisboa, visto que assinaram o Manifesto
aprovado nessa sessão.
Os delegados de outras nacionalidades ou foram impedidos de sair dos seus
respectivos países, ou impedidos de entrar em Espanha ou havendo entrado
colocados prontamente na fronteira. As deliberações do Congresso não
tiveram consequências práticas significativas.
Neste mesmo ano de 1915 entre 5 e 8 de Setembro reuniu na Suiça, em
Zimmerwald, uma Conferência Socialista Internacional, com idênticos
objectivos aos da anterior e sem a presença de delegados portugueses.
Apesar das discordâncias iniciais com os sociais democratas russos
liderados por Lenin uma declaração comum franco-alemã obteve aprovação
unânime, mas igualmente sem resultados práticos.
Uma 2ª Conferência Socialista Internacional teve lugar em Kienthal
(Suiça), entre 24 e 30 de Abril de 1916, desta feita com a presença de um
delegado português cuja identidade não lográmos apurar. Tal como as
anteriores sem resultados apreciáveis.



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