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(pt) A BATALHA N. 210: "A Questão das Reformas"

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Date Tue, 3 May 2005 17:47:28 +0200 (CEST)


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A questão das reformas tem sido objecto de uma barragem de propaganda
mediática e de autêntico terrorismo ideológico, para obrigar a que os
trabalhadores sejam forçados a aderir a esquemas de reformas por
capitalização, ou seja, para que tenham forçosamente que participar no
mercado especulativo das bolsas mundiais, através dos fundos de reformas
(através dos PPR etc.). Quando a bolha especulativa rebenta, o que
acontece com uma certa periodicidade, acompanhando os ciclos do
capitalismo, os proventos para a velhice de milhões de trabalhadores ficam
assim reduzidos a quase nada.Isto, note-se, sem que haja uma crise global e catastrófica do sistema...
Para conseguir plenamente os seus objectivos, os estrategos neo-liberais
inventaram vários mecanismos: desde a obrigatoriedade dos trabalhadores
acima de determinados rendimentos participarem em tais esquemas ditos
"complementares" de reforma (o que mostra que o seu "liberalismo" não
inclui a liberdade das pessoas, mas apenas a liberdade de PREDAÇÃO
absoluta do capital sobre as pessoas) até ao aumento das idades para
atingir a reforma plena, fazendo com que muitos sejam obrigados, na
prática, a recorrer ao tal esquema de reforma por capitalização, se
quiserem ter reforma com uma réstia de vida e de energia para a gozarem!Com efeito, em países como a França, o número de anos de quotizações para
a segurança social para a reforma plena subiu para mais de 40 anos, o que
faz com que a maioria dos trabalhadores actuais, flagelados com anos de
desemprego ou emprego a tempo parcial eprecário, tenham uma carreira contributiva muito mais acidentada e
portanto, demorem muito mais anos a perfazer os tais quarenta anos.Ou nunca cheguem a fazê-lo... outra maneira de fazer os trabalhadores
pagar a crise do capitalismo. Simplesmente, como a grande maioria só vai
sentir os efeitos desta política após muitos anos, está inconsciente
daquilo que os dirigentes actuais lhes cozinharam.Cá, como em França e noutros países da UE, passa-se exactamente o mesmo.
Cumpre-se aliás uma "lei" de estratégia que tem sido aplicada pelo
neo-liberalismo: quando há que fazer passar medidas muito gravosas para os
interesses dos trabalhadores, nada melhor do que promover a eleição de uma
assembleia e governo de "centro-esquerda", que irá desarmar os
trabalhadores, que não sentem animosidade para com os demagogos de
"esquerda" que são peritos em discursos soporíficos.
Infelizmente, face a uma mais que certa produção legislativa, anunciada no
próprio programa de governo, as forças à "esquerda" do P"S" vão continuar
sentadas, à espera, para a ocasião de "votar contra" no parlamento,
cumprindo assim a "sua função"...Com efeito, a função que lhe é atribuída pelo capital, que não pelas
pessoas humildes pertencentes às classes laboriosas, que votaram neles e
que - mais uma vez- irão ser traídas em toda a linha!Continuarão a sê-lo até que aprendam a distinguir entre o discurso e a
prática e a não darem cheques em branco, mas antes a tomarem a resolução
dos problemas e a direcção e organização das lutas nas suas próprias mãos.
Manuel Baptista



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