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(pt) Israel-Palestina, a Verdade das Terras de Israel, Conforme Falada pelos Anarquistas contra o Muro - Saffa, Billin, Deir Ballut, Tel Aviv (en)

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Sat, 26 Mar 2005 17:32:10 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
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Billin 22-3-05: factos que deveria saber, por Kobi Snitz
A manif de hoje foi marcada pelos acontecimentos de ontém.
Primeiro, na manif de ontém um jóvem rapaz ficou ferido por uma
bala de borracha e perdeu um olho. Enquanto aguarda pelo início da manif
de hoje, um dos organizadores comentava "como vê, as pessoas não saem à
rua hoje, quando o miúdo perdeu o olho, isto foi o fim para elas". A
outra notícia passou-se na noite passada. Acontece que alguém desenraízou
oliveiras das terras de uma aldeia e as carregou num camião. Este tinha a
inscrição "Bika'a Bulldozers" mas a ordem veio de algures do meio
pantanoso que é a administração civil, ou seja do exército, ou seja dos
conselhos de colonos, ou seja do estado de Israel. Com o auxílio de
mulheres de Machsom Watch, o presidentte do conselho da aldeia junto com
o proprietário tentaram depor uma queixa na estação da polícia. A polícia
recusou registar a queixa com base em que as árvores desenraízadas seriam
devolvidas. O representante da administação civil argumentou até contra o
retorno das árvores "como saberei de que estavam na sua terra?" Na manif.
de hoje, o representante da aldeia perguntou a Oren Tibi, o chefe da
polícia de fronteira, para passar e examinar as árvores arancadas de
véspera. Após consultas a proposta foi recusada. O instrumento legal
comum para separar as pessoas de suas terras e de seu direito de
manifestarem é o decretar de "zona militar fechada". Hoje a polícia nem
se importou com esse pretexto, mas simplesmente anunciou que as pessoas
não poderão ir a lado nenhum. Com a sua versão da diplomacia, Oren Tibi
explicou aos aldeões que eles deveriam ter-se coordenado com antecedência
por forma a terem autorização para ir às suas terras. Visto que as zonas
militares declaradas fechadas não o são com antecedência e visto que
desta vez nem sequer houve tal declaração, a implicação é que os aldeões
têm de procurar autorização antecipadamente de parte de uma autoridade
não especificada de cada vez que querem ir para os seus campos.

Toda a gente falava hoje em Billin de uma casa incendiada por uma granada
de choque atirada pela polícia de fronteira na véspera.
Surpreendentemente o porta-voz da pólícia de fronteira respondeu às
questões ácerca do incidente dizendo que a granada foi lançada de longes
e que portanto o dano causado não fora intencional. menos
surpreendentemente, constata-se que esta versão é pura ficção. Há
testemunhos e fotos que mostram um polícia a alcançar e abrir uma janela
e lançando no interior da casa um granada. Quando interrogado sobre a
granada do dia anterior, Oren Tibi comandante das tropas que queimaram a
casa, disse às pessoas presentes que "vocês deveriam saber que quando vêm
cá e atiram pedras nós respondemos."

Uma grande manif está planeada para Sexta feira 25/03/05
Veja as fotos em:

https://israel.indymedia.org/newswire/display/2759/index.php
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Saffa, Billin, Deir Ballut 24-25 de Março 2005 po Kobi Snitz

Fotos em:
https://israel.indymedia.org/newswire/display/2787/index.php

Saffa 24 de Março

Uma multidão de cerca de 100 aldeões com muitos anarquistas de Israel e
activistas da paz internacionais conseguiram enganar o destacamento de
polícia de fronteira sob o comando de Oren Tibi.

Os manifestantes ladearram as tropas de Tibi que subiam a colina enquanto
os manifestantes estavam já perto dos bulldozers. O operador do Bulldozer
fugiu antes que uma pedra bem direccionada quebrasse o pára-brisas da
máquina. Um valente manifestante dançava sobre o Bulldozer abandonado,
com a bandeira palestiniana quando os guardas chagaram. estes guardas são
contratados por empresas de segurança privadas e estão armados apenas com
pistolas metralhadoras uzis, são considerados imprevizíveis e perigosos e
foi quase um alívio quanddo chegou a polícia de fronteira. A satisfacção
de ver a polícia de fronteira apagou-se rapidamente quando estacomeçou a
disparar granadas de choque, gás lacrimogéneo (algum deste gás virou-se
contra eles) e disparos de balas de borracha. Uma mulher israelita foi
agarrada pelos polícias mas as mulheres da aldeia que estavam em número
considerável livraram-na das suas garras. Porém, dois anarquistas
israelitas foram presos, apesar de tudo.

A manif em Saffa estava nas prrimeiras páginas dos jornais palestinianos
na sua edição de 25 de Março e foram transmitidas por Al-Jazeera na noite
de 24. Quando uma gravação vídeo da mesma manif. foi oferecida ao
produtor do canal 10 israelita, ele rejeitou-a sem sequer retirar os pés
de sua secretária. Este produtor e outros como ele mantêm a percepção de
que a situação é pacífica e está melhorando. para uma discussão política
mais significativa do que as disponíveis no canal 10, tem de ir-se a
Saffa. Num debate político ao ar livre, sob uma oliveira, após a manif de
24 a conversa ia desde apoio a um estado bi-nacional, a Shalom recusando
uma oferta de paz da Cimeira Árabe antes mesmo desta ser formulada, até à
corrupção de Muammar Khaddafi. Muitos pontos eram repetidos
constantemente, tal como o têm sido em muitos outros locais da Palestina,
ao autor desta reportagem: 1) As construções israelitas na Palestina são
actos de agressão.
2) Como se pode ter esperança de qualquer conversação de paz com os
israelitas depois dos palestinianos terem sido expulsos de suas terras ao
longo de 50 anos? 3) Eles aceitarão uma paz que lhes permita viver
decentemente mas quando as propostas de paz são descartadas aqueles que
acreditam na paz ficam a fazer figura de parvos. 4) Porque é tão pequeno
o campo genuíno da paz em Israel?

25 de Março. Deir Ballut e Billin

A 25, mais duas manifs foram realizadas contra a construção do muro. Uma
em Deir Ballut e outra em Billin. Na manif de Deir Ballut cerca de 150
aldeões juntamente com activistas internacionais e israelitas marcharam em
direcção aos bulldozers e foram parados na entra da aldeia por tropas do
exército. Muito depressa um dos anarquistas israelitas foi detido por um
oficial de alta patente que também o ameaçou de lhe quebrar as pernas.Aos palestinnianos o exército fez mais do que ameaças. Cinco foram
feridos, três com balas de borracha e 2 da inalação de gás incluindo uma
mulher idosa que estava dentro de sua casa.Depois de preces sobre a terra os oradores falaram à multidão acerca do
camarada israelita que fora detido pelo exército. Em resposta a este apelo
e arriscando muito mais do que serem aprisionados um grupo de jovens da
aldeia dirigiu-se aos 5-6 soldados que guardavam o camarada e soltaram-no.
A manif em Billin no mesmo dia foi marcada pela presença de Mustafa
Barghouthi bem como de cerca de 100 aldeões, activistas internacionais e
israelitas. Na noite da véspera, o exército fez uma rusga na aldeia
entrando dentro das casas e procurando prender jovens. Segundo um contacto
a Machsom Watch, um oficial do exército disse-lhe que este tenciona partir
a aldeia. Por isso a polícia de fronteira nem esperou pela manif para
começar a disparar gás lacrimogéneo e logo que a manif começou disparou
granadas de choque. Um homem foi ferido por uma bala de borracha, um dos
anarquistas de Israel ficou ferido pelo recipiente de gás lacrimogéneo e
outro foi observado no hospital de Ramallah sofrendo de dificuldades
respiratórias causadas pelo gás.-------------------------------------------


Julgamento de activistas contra o muro 4 de Abril 4, às 8:30,
morada: 1 Weitzmann Street
juíz: Tzion Kapach
- por Nimrod

Os acusados: Roi, Nimrod Kerrett and Ariel.
[Eu (Nimrod) apenas escrevo os nomes próprios dos outros visto não ter
discutido isto com eles].A 21 de Dezembro, o activista da paz chamado Itai recebeu uma bala de
borracha no olho (nota: isto não é o famoso incidente de Gil Na'amati o
caso de Itai atraíu muito menos atenção dos média). Aqui está uma foto
tomada alguns dias depois do incidente:https://israel.indymedia.org/media/all/display/15
Era a pessoa pedindo ao exército, com um megafona, para parar de disparar
contra manifestantes pacíficos e desarmados, como se pode ver neste vídeo
aqui:http://dc.indymedia.org/newswire/display_any/93127
Algumas horas depois houve uma manif em Tel Aviv (na praça "das manifs" em
frente do ministério da defesa). Visto que era o segundo activista de
Israel alvejado por soldados israelitas num curto período, as pessoas
estavam bastante agitadas. Um dos slogans que me lembro da manif era:
"Primeiro Gil, agora Itai, para quando a MINHA vez?"
Depois de algum tempo, as pessoas começaram a bloquear a rua, porém a
situação nunca chegou PRÓXIMO dos níveis de violência que têm sido vistos
últimamente em bloqueios premeditados organizados por pessoas de direita
(queimando pneus e tudo). Apenas aconteceu (natural nessas
circunstâncias), e após algum tempo ocorreram negociações com a polícia e
ficou decidido marchar-se para outro sítio sob escolta de uma data de
carros da polícia. Na junção de Ibn Gvirol e de Dizengoff, a poucas
centenas de metros da localização inicial, algo ocorreu. Fosse o que
fosse, a acusação começa assim:
"1. A 23 de Março de 2004, cerca das 21:00, dúzias de pessoas JUNTARAM-SE
NA ESQUINA de Ibn Gvirol e de Dizengoff em ordem a manifestar CONTRA A
POLÍTICA DO GOVERNO." Logo aí uma DESCARADA MENTIRA. Fomos lá escoltados
por muitos carros da polícia (algo que a polícia TINHA DE reparar), APÓS
alguma negociação que aparentemente não resultou, DEPOIS de uma manif
contra o facto de que UM AMIGO MEU FOI BALEADO NUM OLHO POR UM SOLDADO
ISRAELITA. (desculpe gritar, ainda me enfurece:)O resto da acusação é igualmente ficcional (tal como deverá ser provado em
tribunal, mas quem sabe). Eu(Nimrod)não estava no local quando tudo
começou (fui comprar água para mim e para os outros).Tudo o que posso dizer é que quando voltei, algumas pessoas discutiam com
a polícia na Rua Ibn Gvirol. Antes mesmo de eu compreender o que estava a
acontecer, fui estrangulado pelas costas (não vi o meu atacante mas
presumo que fosse da polícia visto que o criminoso não foi preso :).Quase desmaiei, no momento antes de polícias começarem a ajudar o Sr. X a
puxar-me para dentro do carro da polícia. Nesta "brincadeira" alguém (o
Sr. Y?) esmurrou-me num olho. Agora podia ver as caras das pessoas
segurando as minhas pernas e pela sua indiferença ao murro, assumo que o
Sr. Y também era da polícia.
Ariel, amigo e colega de cela de Abu-Kabir, disse-me ficou no passeio (ou
seja, não podia sequer ser remotamente suspeito de "bloquear a rua em
ordem a perturbar a paz e aterrorizar o publico" tal como temos todos sido
acusados). Ele afirma que disse em voz alta aos seus amigos que tinha de
abandonar o local porque tinha algo importante a fazer no dia seguinte e
não podia arriscar-se a ser preso.Logo que disse isso, foi arrastado por um polícia para o meio da rua para
ser preso por se encontrar aí. Tudo num instante. Um grupo de menores
também foi detido durante a noite na secção de menores de AbuKabir. Creio que o seu julgamento já foi iniciado.


"As leis são como salsichas, é melhor não ver quando estão a ser
fabricadas" -- Otto von Bismarck Mas se ainda assim tem curiosidade, venha
ver o circo. Eu estarei lá.(SOU OBRIGADO. É a LEI ;) Paz, Nimrod



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