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(pt) [Brasil] Sala Cinemateca «Espanha: o cinema anarquista da retaguarda», de 30 de março a 03 de abril

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Fri, 25 Mar 2005 18:06:40 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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No período de 30 de março a 03 de abril, a Sala Cinemateca exibirá o ciclo
“Espanha: o cinema anarquista da retaguarda”, composto de 11 títulos entre
longas, médias e curtas-metragens, filmes documentários e de ficção. Todos
os filmes serão exibidos em versão original sem legendas, no suporte dvd.
O deflagrar da guerra civil espanhola (18 de julho de 1936) implicou no
rápido alistamento dos cineastas nas facções em conflito. Em primeiro
lugar, houve, genericamente, um cinema “nacional” (segundo gostavam de
proclamar-se os militares que se batiam contra a república) que se opunha
a um cinema “republicano” ou “leal”, de acordo com a definição dos
próprios interessados.
De outro lado, na zona republicana, houve toda uma série de organizações e
entidades que produziram de forma variada documentários e ficção, cinema
de entretenimento e propaganda política.
A mais rápida e espontânea resposta cinematográfica à sublevação
franquista veio não obstante da central anarcosindicalista CNT
(Confederação Nacional do Trabalho), fundada em Barcelona em 1910 e que
desde 1936 contava com 250.000 filiados e era, sem dúvida, a força
sindical mais importante da Espanha. Em 1930, fundou-se, como uma filial
da CNT, o SUEP (Sindicato Único de Espetáculos Públicos), permitindo aos
anarquistas uma forte implantação no universo do espetáculo.
Daí a rapidez com que o Departamento de Informação e Propaganda da CNT-FAI
pôde responder ao levante franquista com um documentário do jornalista
Mateo Santos intitulado Reportagem do movimento revolucionário, que de
forma pitoresca converteu-se em um boomerang propagandístico: os
franquistas obtiveram uma cópia e exibiram-na como prova do
anticlericalismo, a virulência e as tendências violentas dos republicanos.
O próprio Santos parece não obstante ter apaziguado seus ímpetos quando
filmou Barcelona trabalha para o futuro, que faz parte desta programação,
e havia um outro material de informação e propaganda, desde a exaltação
dos combatentes e a epopéia de apoio que estes recebiam da retaguarda até
um cinema de evasão e entretenimento que trouxe ares de preocupação entre
os setores mais militantes, mas que preenchia casualmente a necessidade
humana de espairecer em meio à violência, à morte e ao horror. Parte desta
produção anarquista constitui o eixo desta programação que prescinde
deliberadamente dos filmes sobre a própria guerra para atender à
retaguarda republicana, fundamentalmente em Barcelona e Aragão.
Entendeu-se razoavelmente que o cinema “de guerra” era o mais conhecido e
por isso mesmo preferiu-se prescindir dele.
Os curtas são, com certeza, documentários e filmes didáticos (de
“contrainformação”, dir-se-ia agora), enquanto que os longas escapam às
ordens políticas mais diretas, utilizando elementos de gênero ainda que
não percam de vista uma ótica libertária.
O ciclo foi selecionado por Angel Santos Garcés, integrante do comitê de
direção do Festival de Huesca, com base em materiais que fazem parte do
arquivo da Filmoteca Espanhola. A mostra acontece graças à colaboração da
Filmoteca Espanhola, da Seção Audiovisual da CNT, da Fundação de Estudos
Libertários Anselmo Lorenzo, da Embaixada da Espanha no Uruguai e da
Intendência Municipal de Montevidéu.


Núcleo de Programação





Agradecimentos: Festival de Huesca, Filmoteca Española, Sección
Audiovisuales de la CNT, Fundación de Estudios Libertarios Anselmo Lorenzo




Sala Cinemateca



Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Mariana



Próxima ao Metrô Vila Mariana



Maiores Informações pelos telefones: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954



Ingressos: R$ 4,00 (inteira)



R$ 2,00 (meia-entrada)







Atenção: Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm
direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.




Programação:



30/03 (quarta-feira)



17h30 Nosso culpado



19h15 Barcelona trabalha para o futuro

Aurora de esperança



21h00 Cadeira vazia

Carne de feras



31/01 (quinta-feira)



17h30 A última

O front e a retaguarda

Nós somos assim



19h00 Na luta

Bairros humildes



21h15 Nosso culpado



01/04 (sexta-feira)



18h15 Cadeira vazia

Carne de feras



20h15 Outro futuro



02/04 (sábado)



15h45 Na luta

Bairros humildes



18h00 A última

O front e a retaguarda

Nós somos assim



19h30 Nosso culpado



21h15 Cadeira vazia

Carne de feras





03/04 (domingo)



16h15 Outro futuro



19h00 Cadeira vazia

Carne de feras



21h00 Barcelona trabalha para o futuro

Aurora de esperança



Fichas técnicas e sinopses:



Aurora de esperança (Aurora de esperanza), de Antonio Sau Olite

Espanha, 1937, dvd, pb, 60’

Elenco: Félix de Pomés, Enriqueta Soler, Ana María Campoy, Gabriel Arbonies

Sinopse: Operário desempregado sofre uma tomada de consciência e assume
posturas revolucionárias. Cinema de denúncia incentivado pelo Sindicato da
Indústria de Espetáculos e de Filmes de Barcelona, com certa força
dramática.


Bairros humildes (Barrios bajos), de Pedro Puche Espanha, 1937, dvd, pb, 94’

Elenco: José Telmo, Rosita de Cabo, José Baviera, Esperanza Barrero

Sinopse: Melodrama sentimental ambientado nos bairros humildes de
Barcelona: uma formosa mulher, um jovem advogado (assassino involuntário)
que a ama, um estivador que também está apaixonado por ela. A ambientação
popular antecipa o neo-realismo.


Barcelona trabalha para o futuro (Barcelona trabaja para el frente), de
Mateo Santos
Espanha, 1936, dvd, pb, 23’

Sinopse: Depois de uma incendiária “Reportagem do movimento revolucionário
em Barcelona”, cuja virulência serviu, involuntariamente, para a
contra-propaganda franquista, o documentarista Santos realizou este filme
muito mais aprazível sobre a distribuição de alimentos durante a guerra.


A cadeira vazia (La silla vacía), de Valentín R. González

Espanha, 1937, dvd, pb, 18’

Elenco: José Pal Torre

Sinopse: Trata-se de um “documentário ficcionalizado” (na verdade, o
protagonista Pal Torre é um ator) sobre a tomada de consciência de um
civil, que, impressionado ao ver os mutilados de guerra inscreve-se como
voluntário e participa da campanha de Aragão.


Carne de feras (Carne de fieras), de Armand Guerra e Ferrán Alberich

Espanha, 1936, dvd, 87’

Elenco: Marlen Grey, M. Marx, Alfredo Corcuera, Sara Iglesias

Sinopse: Um filme inconcluso a favor da guerra. Um melodrama sobre
matrimônio em crise, paixões e uma criança abandonada, cujo diretor,
militante anarquista, abandonou a filmagem quando a batalha foi
deflagrada. O material foi restaurado pela Filmoteca de Zaragoça.


O front e a retaguarda (El frente y la retaguardia), de Joaquín Giner

Espanha, 1937, dvd, pb, 22’

Sinopse: O título já adverte: outro documentário de propaganda sobre as
relações entre os combatentes da linha de frente e o apoio da retaguarda.
Combina cenas documentais com combates reconstruídos sobre o front de
Aragão.


Na luta (En la brecha), de Ramón Cuadreny

Espanha, 1938, dvd, pb, 18’

Elenco: Joaquín Pujol, María Alcaide

Sinopse: Um dia na vida de um operário militante da CNT e as idéias que o
sindicato mantinha sobre a organização de produção na sociedade
revolucionária. Há uma ênfase sobre a contribuição da mulher na luta.


Nosso culpado (Nuestro culpable), de Fernando Mignoni

Espanha, 1937, dvd, pb, 87’

Elenco: Ricardo Núñez, Charito Leonís, Carlos del Pozo, Fernando Aguirre

Sinopse: Outro passatempo ligeiro: uma comédia para que o espectador pudesse

esquecer dos horrores da guerra por um momento. A crítica militante fez
objeções precisamente sobre este tom “light”, ainda que tenha assinalado o
toque surrealista de sua sátira à autoridade, à burguesia e à justiça.


Nós somos assim (Nosotros somos asi), de Valentín R. González

Espanha, 1936, dvd, pb, 31’

Elenco: Miguel Angel Navarro, Manuel Jiménez, Fred Galiana, Salvador Arnaldo

Sinopse: Raro filme anarquista: na verdade, um filme musical “à espanhola”
muito apegado aos esquemas mais clássicos do cinema comercial. Uma busca
de entretenimento e escapismo em meio à dureza da guerra.


Outro futuro (Otro futuro / Un autre futur), de Richard Prosi

França, 1989, dvd, cor/pb, 160’

Sinopse: Um documentário sobre a aventura libertária na Espanha reunindo
imagens de arquivo e testemunhos e recordações dos sobreviventes da Guerra
Civil Espanhola que evocam a utopia que souberam protagonizar, seus
choques com os comunistas, sua experiência de autogestão.


A última (La ultima), de Pedro Puche

Espanha, 1936, dvd, pb, 20’

Elenco: Emma Picó, Giménez Salas, Jesús Puche, Carmen Echeverría

Sinopse: “Esboço jocoso-sério”, diz um rótulo no começo desta película
didática e impregnada de humor contra o excessivo consumo do álcool.






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