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(pt) A BATALHA N. 209: CARNAVAL E ELEIÇÕES

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Date Mon, 7 Mar 2005 20:19:04 +0100 (CET)


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A ideia de fazer coincidir a campanha eleitoral para a Assembleia da
República com os folguedos carnavalescos é susceptível de diversas
interpretações. Para uns será uma ideia patusca, para outros uma
lamentável coincidência, para outros mera casualidade irrelevante. Mas se
a marcação foi feita com calendário à vista e perfeito conhecimento de
causa trata-se de opção deliberada e não de erro fortuito.De qualquer
modo teve, pelo menos, o mérito da originalidade. Porque não nos
recordamos de idêntica coincidência.Há, todavia, uma situação até certo
ponto afim na história político-parlamentar nacional. Trata-se do segundo
ministério do Duque de Palmela que marca o termo da vigência da
Constituição de 1838 e o regresso à Carta Constitucional de 1826. Esse
governo, a que pertencia Sá da Bandeira como ministro da Guerra, inciou
funções a 7 de Fevereiro (Domingo Gordo) e caíu a 9 (3ª feira de
Entrudo), tendo estado em funções
precisamente durante os três dias do Carnaval, o que lhe valeu passar à
história como Ministério do Entrudo.É claro que tem havido muitos
ministérios a quem caberia idêntica denominação, ainda que por virtudes
intrínsecas e não por concordâncias de calendário. Há disso exemplos
recentes.Quanto à campanha eleitoral, embora utilizando de quando em vez
adereços carnavalescos, não parece ter logrado um significativo efeito
potenciador da Saturnália à portuguesa, medíocre, reles, sem gosto nem
graça. De que a mal sucedida macaqueação do carnaval carioca é apenas um
elemento
confrangedor adicional.E a campanha eleitoral não é menos chilra e
desinteressante que as anteriores. As tricas e picardias pessoais, a
demagogia descabelada e os slogans berrados a plenos pulmões substituem
qualquer exposição de programas concretos, qualquer diálogo sério com o
eleitorado. A opacidade do sistema é total, como convém aos seus
beneficiários.Mas não procuremos absolver-nos imputando à classe política
os males de que somos os primeiros culpados. A classe política é tão
somente a expressão mais visivel, porque na ribalta, da indigência
cívica, em ideias e em actos, do corpo eleitoral. Mudar os eleitores é
mais urgente e mais importante que mudar de deputados. E é óbvio, cada
vez mais óbvio a cada nova campanha eleitoral, que não é por essa via que
se pode operar uma tal mudança.Luís Garcia e Silva




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