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(pt) Carta de intenções do FAO - Fórum do Anarquismo Organizado - Brasil

Date Thu, 9 Jun 2005 10:34:44 +0200 (CEST)


FÓRUM DO ANARQUISMO ORGANIZADO ? BRASIL
Um processo em construção
Carta de intenções
O que é o FAO?
O Fórum do Anarquismo Organizado é um espaço de debate e articulação entre
organizações, grupos e indivíduos anarquistas que trabalham ou têm a
intenção de trabalhar de forma organizada atuando socialmente.
A primeira edição aconteceu na cidade de Belém do Pará em 2002, passando
pela plenária de Porto Alegre em janeiro de 2003, o encontro nacional de
novembro de 2003 em São Paulo e o último encontro em janeiro de 2005 em
Porto Alegre.
O objetivo maior do FAO é criar as condições para a construção de uma
verdadeira organização anarquista no Brasil. Tarefa que sabemos não ser de
curto prazo, mas que precisa ser iniciada desde já.


Compromissos do FAO

1 ? Estimular e realizar o debate sobre o anarquismo organizado no Brasil,
apontando para necessidade de construir uma organização anarquista.

2 ? Apoiar a formação de grupos anarquistas organizados

3 ? Trabalhar pela aproximação, articulação prática e unificação destes
grupos no âmbito estadual ou regional num primeiro momento.

4- Trabalhar, na medida das possibilidades reais, com os diferentes níveis
da luta revolucionária anarquista: trabalho de propaganda, trabalho
teórico e o mais importante deles, a militância social, nas frentes e
áreas escolhidas (bairro, sem-teto, estudantil, sindical, ecologia social,
luta contra a ALCA, etc.)

5 ? Lutar pela construção de uma organização anarquista brasileira dotada
de projeto político comum, com real peso sócio-político e presença
nacional mais ampla possível.

6 ? Estabelecer relações fraternas e solidárias com organizações
anarquistas internacionais, sobretudo as latino-americanas, cuja realidade
nos é mais próxima.


Lutar para Organizar!

?Nós já o repetimos: sem organização, livre ou imposta, não pode existir
sociedade; sem organização consciente e desejada, não pode haver nem
liberdade, nem garantia de que os interesses daqueles que vivem em
sociedade sejam respeitados. E quem não se organiza, quem não procura a
cooperação dos outros e não oferece a sua, em condições de reciprocidade e
de solidariedade, põe-se necessariamente em estado de inferioridade e
permanece uma engrenagem inconsciente no mecanismo social que outros
acionam a seu modo, e em sua vantagem.?

Errico Malatesta, 1897

A questão da organização é muito antiga no meio anarquista, há mais de cem
anos Malatesta já abordava o tema. Por mais que nos pareça uma questão
simples ainda há muita confusão a respeito e tem muita gente que
sinceramente pensa que anarquismo é contra qualquer forma de organização,
que isso seria burocracia, autoritarismo, etc. Isso é compreensível,
afinal de contas os modelos de organização concretos que as pessoas
conheceram (tipo partidos autoritários, centralizados e eleitoreiros) não
animam ninguém a pensar no tema. Mas é necessário romper com isso,
perceber que esta foi apenas ?uma? forma de organização e não ?a? forma. O
anarquismo sempre teve outras formas de organização, horizontais,
participativas e federativas; basta olharmos Bakunin, Malatesta, Makhno, a
Federação Anarquista Ibérica, a Federação Anarquista Uruguaia, os
anarquistas sindicalistas, etc. Já é hora da nossa necessidade de se
organizar superar o medo de se burocratizar.
Discutir organização hoje em dia não é somente uma questão de retomar a
história do anarquismo, mas, sobretudo uma necessidade real. Diante de um
sistema articulado, bem informado e com capacidade operativa não podemos
ficar atomizados; ?Permanecer isolado, agindo ou querendo agir cada um por
sua conta, sem se entender com os outros, sem preparar-se, sem enfeixar as
fracas forças dos isolados, significa condenar-se à fraqueza, desperdiçar
sua energia em pequenos atos ineficazes, perder rapidamente a fé no
objetivo e cair na completa inanição.? (Malatesta, 1897).
Além disso, a organização multiplica nossas forças, nos permite a
prevenção e defesa diante da repressão - por sinal cada vez mais forte ? e
torna real a solidariedade tantas vezes apenas escrita e falada.
Sabemos que existem vários/as anarquistas contrários à idéia de
organização, em sua maioria anarquistas individualistas. Não são mais ou
menos anarquistas do que nós por isso, apenas anarquistas de outro tipo,
de outra concepção. Que eles sigam seu caminho. Nós seguiremos o nosso com
todo direito de fazê-lo. Porque pensamos que para enfrentar este sistema
capitalista é preciso estar organizado.


Construindo um Grupo Anarquista Organizado (gao)

No Brasil todo existem centenas e talvez milhares de pessoas que se
identificam e são simpáticas ao anarquismo. Uma força potencial que muitas
vezes não é efetiva devido à dispersão em que os anarquistas se encontram.
Não fundaremos uma organização anarquista num passe de mágica, antes disso
é preciso que existam grupos anarquistas organizados (gao) e coordenados
entre si.
O grupo anarquista organizado é a semente da organização anarquista. O
FAO se dispõe a apoiar os indivíduos anarquistas que sentem o sangue
ferver diante das injustiças e que estão cansados de nada ou pouco poder
fazer ou permanecerem isolados. Propomos um caminho para iniciar um grupo
anarquista organizado (gao):

1) número de pessoas: identifique pessoas que você conhece, que podem ser
afins ao projeto. Chame uma reunião para debater a construção de um grupo,
apoiada na leitura do material. Quanto mais gente melhor, mas não é
preciso esperar para se formar um grupo, com 3 pessoas é possível
começá-lo, sempre trabalhando para mais gente ingressar.

2) identidade do gao: com a proposta prosperando o gao já pode ter nome,
bandeira e simbologia, para que seja reconhecido por outras pessoas.

3) divisão de tarefas básicas: os trabalhos internos regulares podem ser
divididos entre os militantes. Isso evita que alguns fiquem
sobrecarregados e outros com poucas tarefas, tornando a participação mais
horizontal. Sugerimos algumas funções para um grupo a partir de 5 pessoas
(grupos menores ou maiores se adaptam a sua realidade).
a) companheiro de organização: encarregado de relatar os acordos e
decisões das reuniões, repassá-los aos demais, montar um calendário,
convocar as reuniões, organizar os materiais internos do grupo;
b) companheiro de propaganda: encarregado de pensar e propor políticas de
comunicação e materiais de propaganda do gupo. Ex: boletim, site,
panfletos;
c) companheiro de finanças: faz a tesouraria do grupo, arrecadar as
contribuições periódicas dos militantes, pensar formas de arrecadar grana
e estrutura para o grupo;
d) companheiro de relações: cuida das cartas, caixa postal, e-mails,
conversas com outros grupos anarquistas, de esquerda e/ou movimentos
populares;
e) companheiro de formação política: encarregado do debate de formação
interno do grupo, levanta temas, pesquisa e separa materiais, procura
cursos, ajuda os demais em sua formação política, etc;

Esta divisão não é rígida. O companheiro de propaganda coordena o boletim
por exemplo, mas nada impede que os demais dêem idéias, escrevam, ajudem,
etc. O mesmo vale para as demais funções.

4) reunião: é fundamental que sejam regulares, pois é a única forma do
grupo debater e planejar suas ações coletivamente. Pode ser semanal ou
quinzenal, de preferência em local fixo, onde o grupo esteja tranqüilo e
sem interferências de fora.

5) comunicação do grupo: abrir uma caixa postal para correspondência, um
e-mail para internet e publicar um boletim, mesmo que seja uma modesta
folha frente e verso xerocada é um ótimo começo e permite que o grupo seja
conhecido pelas pessoas. Outro material importante é escrever uma
declaração de princípios do grupo.

6) método decisório: é busca do consenso, com todos participando de forma
igualitária do debate. Quando não se chegar ao consenso e a questão exigir
decisão, vota-se o ponto e o grupo todo acata o que foi decidido. A
posição minoritária e sua argumentação deverá constar em ata para
avaliação posterior.

7) tarefas básicas de cada militante: uma função interna (organização,
finanças, propaganda, relações e formação política); uma militância
externa, social em alguma frente (falaremos disso mais adiante);
participar das reuniões e contribuir com o grupo.

Avançando de Grupo para Organização
Este salto de qualidade pode se dar de duas maneiras:
I) com o crescimento do gao
Nos estados e regiões onde não existem outros grupos anarquistas ou então
quando os demais grupos anarquistas forem avessos à proposta de
organização e atuação social, a única forma de se constituir uma
organização é através do crescimento do gao, cujo objetivo é sempre avançar.
Alguns elementos servem para averiguar a maturidade: crescimento numérico
(mais ou menos 20 militantes regulares), regularidade, afinidade e
confiança desenvolvida na militância, expansão das frentes de inserção
social, melhoria da formação política, etc. Com isso tudo o gao pode dar
um salto qualitativo, subdividindo-se em núcleos, criando um conselho que
reúna delegados destes núcleos e ampliando sua esfera de ação.
É fundamental que a passagem de gao para organização reflita um avanço
real e não apenas os desejos da militância. Ser um grupo de fato, apenas
com nome ou sigla de organização ou federação é propaganda enganosa, um
voluntarismo sem base real, que facilmente cai no ridículo.
A transição de grupo para organização anarquista é um processo,
entretanto, os grupos se definem autonomamente. A transição implica uma
diferença qualitativa no processo de construção, mas não hierárquica. II)
pela aproximação, articulação prática e unificação entre diferentes grupos
anarquistas organizados
Nos estados e regiões onde existem dois ou mais grupos anarquistas a
proposta é que se trave contato com os demais indivíduos e grupos
anarquistas conversando sobre a proposta do FAO. Falamos aqui de regiões
próximas, que não necessariamente precisam ser no mesmo Estado, apenas
próximas. Ex: Goiás e Distrito Federal, grupos situados nas fronteiras
entre 2 estados, etc.
Este contatos e conversas podem avançar mais ou menos. Alguns podem
rejeitar categoricamente nosso projeto, outros mostrarem interesse e ao
mesmo tempo dúvidas e críticas parciais. Com estes últimos deve-se avançar
no diálogo e se possível criar um FAO estadual ou regional que reúna estes
grupos, tire tarefas práticas conjuntas, debata o projeto e trabalhe pela
unificação.


Organizar para lutar!
Inserção e militância social

?(...) favorecer as organizações populares de todo tipo é a consequência
lógica de nossas idéias fundamentais e, assim, deveria fazer parte
integrante de nosso programa.?
Malatesta

O anarquismo é composto por uma diversidade de correntes, isso é uma
verdade. Mas também é verdade que nem todas elas se dispõe a trabalhar
junto a nossa classe, nosso povo. Historicamente tivemos momentos de
presença anarquista muito forte na Ucrânia com a Makhnovitschina, na
Revolução Espanhola, Revolução Mexicana, com o sindicalismo
revolucionário por toda a América Latina, isso para não falar de inúmeras
outras experiências. Em todos estes casos, que são referência ? ao menos
teórica - para todos os anarquistas, existiram anarquistas organizados,
com postura classista e com atuação social decidida. Pode-se afirmar que
em todos os casos onde o anarquismo foi expressivo havia inserção e
militância social.
Vivemos uma época em que a miséria se aprofunda cada vez mais, o abismo
entre as classes é maior hoje do que a cem anos atrás. 85% da população
mundial é pobre ou miserável. Somente no Brasil existem 40 milhões de
pessoas que vivem abaixo da linha da miséria.
As manifestações desta miséria são brutais e estão aí para quem quiser
ver. Não perdemos a capacidade de se indignar, de se revoltar diante
destas agressões permanentes, ?não ficaremos na nossa? ou ?cada um na
sua?, até porque sofremos diretamente com tudo isso.
Pensamos que o anarquismo tem algo a dizer sobre esta realidade. Pensamos
que o anarquismo tem propostas e que ele vive nesta realidade e não
fechado em ambientes seguros e distantes do mundo concreto.
Os anarquistas tem exercido diversas formas de atuação. Muitos mantém
relações entre si, publicam boletins, promovem encontros libertários,
colocam páginas na internet, editam livros, criam canais de informação
alternativos, etc. Tudo isso é importante e necessário. Mas será que temos
dado a devida atenção a um tipo de militância que é a fundamental: a
atuação social junto aos movimentos populares, nos bairros, escolas,
universidades, espaços de trabalhos, etc?
Felizmente existem anarquistas que já fazem isso de várias formas, mas
sinceramente pensamos que é pouco, e não falamos isso sobre os outros
anarquistas, nos incluímos entre aqueles que precisam melhorar e
aprofundar a inserção e militância social. Pensamos que todas as
atividades de contatos, publicações, encontros, livros se enriqueceriam
muito se estivessem articuladas com uma atuação social por parte dos
anarquistas.
Há diversos grupos e organizações anarquistas que têm buscado se inserir
socialmente há vários anos. Existem diversas experiências de atuação
social acumuladas nos últimos anos, do movimento sem-teto ao movimento
estudantil, dos bairros de periferia ao trabalho sindical, nas lutas
contra a ALCA e as áreas de livre comércio, anarquistas têm estado
presente e isso nos permite discutir melhor o tema.
Por isso tudo pensamos que é fundamental discutir como os anarquistas
podem atuar socialmente, que relações se estabelecem entre os anarquistas
e os movimentos sociais, que tipos de atuação seriam mais ou menos
interessantes, etc. Sobretudo pensamos que os anarquistas não farão a
revolução sozinhos, e que se não tivermos uma militância nas lutas de
nossa classe não teremos chance alguma.

Para se inserir e militar socialmente

Todos os militantes do gao devem ter sua militância junto aos movimentos
sociais. As tarefas internas já mencionadas são importantes, mas não
bastam e não podem servir de desculpa para o militante ?fugir? da
militância social. Queremos com isso evitar que alguns fiquem apenas com
questões internas ou mais ?agradáveis? e outros com a militância social, o
que pode dar origem a ?burocratas informais?.
É importante que o grupo avalie e concentre suas forças para que o
trabalho social dê resultados e se evite assumir mais tarefas de inserção
do que aquelas que pode sustentar. Isso torna necessária a escolha de
algum(ns) segmento(s) prioritários para a inserção social. Quando dizemos
prioritários não se trata de imaginar este ou aquele segmento é por
excelência destinado a realizar a revolução social, mas sim concentrar
forças em algum trabalho que avaliamos ter mais potencial de
transformação. No entanto, com crescimento e amadurecimento devemos buscar
incidir nos mais amplos segmentos. A intenção é que o gao discuta o tipo
de trabalho a ser realizado, verificando o que é mais viável (no bairro,
numa escola, universidade, fábrica, ocupação, etc.) em função da realidade
de cada um. É sempre recomendável iniciar um trabalho de inserção em bases
onde os militantes estejam naturalmente dentro ou seja mais fácil de se
inserirem.
Também levar em conta a necessidade deste trabalho ser contínuo e num
local geográfico fixo. É importante que esteja claro desde o primeiro
momento, qual frente de atuação é mais importante e mais se adapta as
características das pessoas que compõe o grupo.

Alguns exemplos de frentes e áreas onde atuar
As frentes são espaços de atuação onde a nossa militância se realiza. Por
exemplo: movimento estudantil, movimento sindical ou de trabalhadores,
movimentos sem-teto, rádios comunitárias, bairros de periferia em
associações, comitês de luta, etc.
Na frente comunitária podemos trabalhar com questões como moradia, saúde,
alimentação, água, luz, saneamento básico, transporte, ecologia social,
comunicação, cultura, educação, direitos humanos, racismo, gênero, etc.
Tudo dependerá da demanda específica de cada local e do nosso projeto
político.
Nesta carta de intenções do FAO nos limitamos a discutir de forma geral a
inserção e militância social, pois seria impossível descrever, mesmo em
linhas gerais, uma proposta de atuação para a cada uma delas. Há muito
material produzido pelos membros do FAO sobre estas várias frentes,
experiências a compartilhar e apoio para quem está se envolvendo.
Materiais e informações sobre a atuação de cada frente específica pode ser
obtido entrando em contato com os membros do FAO.


Quer conhecer mais? Quer participar?

Se você leu este material e se interessou, não importa que você seja
apenas um indivíduo ou pertença a algum grupo ou organização; não importa
se você já é um anarquista declarado ou alguém que se interessou por
anarquismo apenas recentemente; entre em contato conosco. Você com certeza
pode ser importante para luta e tem muito a contribuir!
Os 6 compromissos do FAO representam o nível de acordo a que chegamos no
momento. Porém, reconhecemos que dentro do FAO existem diferenças e podem
existir desacordos pontuais entre seus grupos, indivíduos e organizações.
Este fato é muito compreensível e não deve ser encarado como um problema,
mas sim como ponto de partida para nosso diálogo e construção. Seria
absurdo imaginar que distantes geograficamente, com poucas oportunidades
de travar contato direto e atuar conjuntamente, os membros do FAO
estivessem totalmente afinados.
Fazemos questão de ressaltar estes aspectos das nossas relações porque se
trata de uma construção coletiva, onde até o momento os membros respondem
pelos acordos firmados no FAO e não pelas ações e propostas de cada um dos
membros e indivíduos. O projeto anarquista para nós está acima de questões
pontuais ou pessoais.
O FAO já está caminhando, mas não está pronto e acabado, e jamais fechado
a quem possa se interessar. Sabemos e somos os maiores interessados em
corrigir erros, aprimorar o projeto e incorporar novas contribuições, mais
gente na discussão. Se você tem dúvidas, discorda em parte do que foi
exposto até aqui, te convidamos a dialogar, a nos conhecer melhor. Em
síntese, a postura do FAO é construtiva, aberta ao diálogo e contra o
sectarismo. Acreditamos que somente nestas bases poderemos criar condições
para a construção de uma verdadeira organização anarquista, que não seja
uma mera sigla ou um gueto.

Assinam esta carta de intenções:

Coletivo Anarquista Organizado (MA)
coletivoanarquista@hotmail.com
São Luís ? MA Cx. Postal 306 CEP: 65001 970

Coletivo Amazônida de Estudos Anarquistas (PA)
caeabelem@yahoo.com.br
Belém ? PA Cx. Postal 643 CEP: 66017

Coletivo Pró Organização Anarquista em Goiás (GO)
proorganarquista_go@riseup.net
Cx. Postal 92 Goiânia-Goiás CEP: 74003-901

Federação Anarquista Gaúcha (RS)
www.fag.rg3.net
fag.poa@terra.com.br
Cx. Postal 5036 CEP: 90041-970 Porto Alegre - RS

Fórum do Anarquismo Organizado (SP)
fao_sp@yahoo.com.br

Luta Libertária (SP)
www.lutalibertaria.cjb.net
lutalibertaria@hotmail.com
Cx. Pt. 11639 São Paulo, SP CEP: 05049-970

Rede Libertária da Baixada Santista (Santos, SP)
www.redelibertariabs.cjb.net
redelibertaria_bs@yahoo.com.br
Cx. Pt. 99 Santos, SP CEP: 11010-910


Organizações Anarquistas Internacionais que nos apóiam
e com quem mantemos relações fraternas e solidárias:

FAU ? Federação Anarquista Uruguaia (Uruguai)
www.nodo50.org/fau

ORGANIZACION DEL PODER POPULAR LIBERTARIO(OPL) (Bolívia)
alvaro_terrazas@yahoo.com

Organização Comunista Libertária (Chile)
mentalpol@yahoo.com

CIPO-RFM Conselho Indígena Popular de Oaxaca - Ricardo Flores Magón
(México) http://www.nodo50.org/cipo

África do Sul

SIL ? Solidariedade Internacional Libertária
www.ils-sil.org

CGT (Espanha)
www.cgt.es


Apoio Mutuo (Espanha)
www.red-libertaria.org

SAC - Sveriges Arbetares Centralorganisation (Suécia)
www.sac.se

Alternative Libertaire (França)
http://www.alternativelibertaire.org/

FDCA Federação Anarco-Comunista Italiana
http://www.fdca.it/

Workers Solidarity Movement (Irlanda)
http://flag.blackened.net/revolt/once/about_wsm.html

ORA-Solidarita (República Tcheca)
http://flag.blackened.net/revolt/inter/solidarita.html

OSL - Organisation Socialist Libertaire (Suíça)
C.P. 289 1000 Lausanne 9 Switzerland

NEFAC (Federação Anarco-comunista do Norte, composta por organizações dos
EUA e Canada)
http://www.nefac.org


Contato da Secretaria Nacional Provisória:

secretariafao@riseup.net





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