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(pt) A BATALHA N. 211: CONTESTAÇÃO SOCIAL vs CAMPANHA ELEITORAL?

Date Tue, 19 Jul 2005 18:43:55 +0200 (CEST)


A crise económica, financeira e os valores do défice eram há muito do
conhecimento da classe política, que tem entre os seus membros
individualidades ligadas à banca e ao sector empresarial com informação
actualizada nessa área, além de uma comissão parlamentar da especialidade.
A ocultação da situação no período pré-eleitoral e a sua divulgação pelo
recém empossado governo faz parte do ilusionismo político habitual, em que
as atraentes promessas eleitorais se convertem em penosos sacrifícios
pós-eleitorais ? transubstanciação mística muito própria da vida
partidária.
Reconhecido o logro principia a contestação sindical, mais simbólica que
outra coisa; já que de há muito se conhece a ineficácia de um dia de greve
ou de um esporádico desfile de protesto avenida abaixo ou avenida acima,
que ao caso tanto monta em termos reivindicativos. Mas as burocracias
sindicais têm de justificar a sua existência e os partidos que as
controlam necessitam encetar a campanha das autárquica antes do período de
férias. Como se trata de mera propaganda eleitoral não é necessário
qualquer acerto coerente de posições entre os vários sectores
sócio-profissionais e cada qual sai em defesa dos seus interesses e
prerrogativas particulares sem atender aos demais.
O "estado da Nação" ("Estado da nação"?) é o que se sabe e os ?remédios'
fáceis de prever: mais impostos, mais desemprego, redução dos benefícios
sociais. A incineração já voltou, com sapatinhos de lã.
Vão regressar os "elefantes brancos": o aeroporto da Ota, facilmente
adiado com a saída da Força Aérea de Figo Maduro e dos vôos internos para
um aeroporto militar desactivado próximo da capital; o TGV Lisboa-Porto,
cuja redução no tempo de viagem nunca poderá competir com o vôo entre as
duas cidades. Assim se esbanja o dinheiro necessário para melhorara
agricultura e a indústria ? reduzindo a nossa dependência do exterior ?, a
habitação, a cultura, a educação, a saúde,etc. A ameaça da instalação duma
central nuclear ?não está prevista?. Não pode ir tudo de uma vez... com
eleições à porta.



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