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(pt) MÍDIA: Um Cadaver ao Sol

Date Sat, 2 Jul 2005 15:35:20 +0200 (CEST)


[de GEA-NEC]
Site do Observatório da Imprensa
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=327JDB002
3/5/2005
002/003
Mídia e dignidade humana
Ulisses Capozzoli
(...)
Filosofia de ação

Para que não permaneça a idéia de maniqueísmo simplista, convém passar os
olhos pelo que publicou o Estado de S.Paulo no mesmo domingo em que a
Folha retomou os horrores do Araguaia: o livro Um Cadáver ao Sol, da
jornalista Iza Salles (300 pp., Ediouro, São Paulo, 2005).

O trabalho de Iza Salles trata basicamente do anarquista Antônio Bernardo
Canellas, em 1922 indicado pelo recém-criado Partido Comunista do Brasil
(PC do B, o mesmo que organizaria a guerrilha do Araguaia) para
representar o país no 4º Congresso Internacional Comunista, em Moscou.

O livro, descrito pelo repórter Carlos Marchi, "escancara a vocação sempre
autoritária do marxismo, ao relatar em minúcias o processo kafkaniano
instaurado contra Canellas por ordem direta de Moscou".

Quem não estiver disposto a levar Um Cadáver ao Sol a sério talvez possa
dar uma olhada em outro autor insuspeito, o filósofo e escritor búlgaro
Arthur Koestler (1905-1983), autor de Darkness at Noon, traduzido no
Brasil por O Zero e o Infinito (238 pp, Editora Globo). Aí está outra
dessas montagens que fizeram de Franz Kafka, autor de diversas obras,
muito conhecido pelo seu O Processo.

A questão por trás de tudo isso é exatamente a do absurdo apossando-se do
desenvolvimento histórico, abordagem cara a Fiodor Dostoievski (1821-1881)
e que também seduziu Albert Camus (1913-1960).

Historicamente os anarquistas foram as maiores vítimas tanto de comunistas
e seus aparatos teóricos limitados quanto de fascistas e suas truculências
insuperáveis, particularmente na Guerra Civil espanhola.

Em meados dos anos 1970, quando a guerrilha estava em curso no Brasil, o
governo do generalíssimo Francisco Franco matou anarquistas espanhóis pelo
chamado "garrote vil". Este instrumento, um remanescente da Inquisição, o
Santo Ofício da Igreja Católica, também foi utilizado no Araguaia, no
relato dos que colaboraram com as forças de repressão e agora pretendem
ser indenizados por isso.

As brutalidades do generalíssimo são sugestivas no sentido de que o juiz
espanhol Baltazar Garzón, implacável perseguidor do tirano chileno Augusto
Pinochet, outro semeador de brutalidades, dispõe de mais material para
investigação na própria Espanha do que tem feito crer até agora.

Para retornar ao anarquismo e a uma ignorância quase completa sobre sua
história e filosofia de ação, violentado até mesmo do ponto de vista
lingüístico (anarquia acabou identificado como confusão), traído em suas
raízes etimológicas, vale a pena ao menos duas obras: Grandes Escritos
Anarquistas, de Georg Woodcock (L&PM, 1981) e O Anarquismo Experimental de
Giovanni Rossi, de Candido de Melo Neto (Editora Universidade Estadual de
Ponta Grossa, PR, 1996).

Em sua essência, o anarquismo é a mais bela demonstração da dignidade
humana, no interior do que Loren Eiseley chama de nossa orfandade cósmica.

Talvez por isso seja vítima de tamanha mutilação.


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