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(pt) FAG: OPINIÃO ANARQUISTA Nº 16 - Este Fórum e uma Crítica Anarquista

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Date Fri, 18 Feb 2005 21:56:32 +0100 (CET)


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Porto Alegre é escolhida mais uma vez para o FSM. Este ano a cidade-sede
dá um gosto amargo. A administração municipal, que fazia a vitrine do
projeto político da social democracia, sofreu uma derrota eleitoral
traumatizante. Aquele “modo de governar” que sugeria novas formas de fazer
política foi trocado pela “mudança” conservadora que venderam os
tradicionais políticos burgueses da capital gaúcha. Os mais escaldados tem
dito: não foi a coalizão de José Fogaça quem ganhou a eleição, foi o PT
que perdeu. Os partidos da direita realmente não fazem a mudança que
reclamam os pobres. Mas os pobres da cidade e a base dos trabalhadores do
serviço público cansaram do governismo petista e sua engenharia de
subordinação das forças populares. Fizeram o que manda o consenso da
legalidade: “mudaram as moscas...”É inquestionável o sentimento, a necessidade, a bronca, a rebeldia de
tantos que atendem o chamado do FSM e vem se reunir, trocar experiências e
coordenar pautas de unidade. Somos parte deste sentimento que corre em
muitos, que reivindica outro mundo, que procura ferramentas para enfrentar
este sistema de dominação feito de sangue, suor e lágrima dos
des-possuídos. A crítica ao FSM, que fazemos desde sua 1° edição, está na
via escolhida, nos métodos de luta que emprestou ao emergente movimento
antiglobalização do final dos 90 e os conceitos políticos liberais que
opôs as concepções anticapitalistas que se renovavam neste cenário. Esta
estratégia fiada no paradigma de Porto Alegre, levado a fama mundial, é
colecionadora de fracassos nas suas tentativas de operar mudanças de fundo
por dentro dos dispositivos do poder dominante.A história política ensina que as intenções reformistas da esquerda se
transformam tão logo dirigem o aparato estatal. Sua vontade política se
dobra a uma força muito mais poderosa de conservação que circual nessas
instituições e ganha conteúdos de uma rendição ideológica completa. As
medidas sociais se submetem ao brete da burocracia. O poder corporativo
continua decisivo na política interna. Os trabalhadores sofrem o arrocho
salarial que já era praticado pelos governos anteriores. O cancelamento da
dívida que saqueia as finanças públicas é um tema proibido por sua ameaça
à governabilidade, valor em alta para esses senhores.Em quase duzentos anos de luta libertária não pedimos bexiga nem prá
patrão nem prá milico. Estivemos e continuaremos no combate todos os dias,
todos os anos. Nosso compromisso e identidade de classe são inegáveis. É
nas vilas, nos carrinhos e carroças dos catadores, nos galpões de triagem
de lixo, nas escolas, nas unidades básicas de saúde e hospitais públicos,
nos sindicatos classistas e combativos que fazemos política e semeamos
ventos de igualdade para colher justiça e liberdade. Seja qual for o
governo, nosso compromisso é com a luta de classes, é avançar desta etapa
de resistência ao capitalismo para outras, é construir dentro do povo,
porque somos parte dele e, não enquanto uma pretensa vanguarda, caminhos
de luta e solidariedade.Fortalecer a organização popular, dinamizar o seu protagonismo e
estabelecer uma outra correlação de forças pela ação direta de classe. Não
nos bastam conceitos e frase de efeito, é preciso lutar sempre, ir prá
rua, construindo nosso caminho com a certeza de que a justiça dará cria no
ventre do socialismo e da liberdade.



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