A - I n f o s
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **

News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement
First few lines of all posts of last 24 hours || of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005

Syndication Of A-Infos - including RDF | How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
{Info on A-Infos}

(pt) FAG: OPINIÃO ANARQUISTA Nº 16 - Novos Tempos de Luta para a Alternativa Libertária

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Fri, 18 Feb 2005 21:54:31 +0100 (CET)


______________________________________________________
A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
http://ainfos.ca/ http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________

O tempo que vivemos, como ontem, são de luta. Tem como marcos a ascensão
dos partidos da esquerda eleitoral ou “progressistas” no Brasil,
Argentina, Chile e mais recentemente Uruguay. Também o conturbado regime
da Venezuela e as insurreições bolivianas, que derrubaram o presidente
“goni”(gringo) Gonzales Sanchez de Lozada.O governo Lula simbolizava para os latino-americanos a pos-sibilidade de
justiça social, havia esperança, haviam os que lutavam contra o medo.
Embora já não constasse em seus programas, depois do reformismo duro de
1989, as classes oprimidas e sua luta contínua contra as elites e classes
dominantes. Assume o governo federal propondo o Pacto Social, mantendo a
política de submissão ao capital especulativo e seus organismos
internacionais como FMI e Bank Boston, nosso maior credor.Aplica uma
política econômica para garantir o superávit primário, atendento exigência
dos agiotas da dívida. Faz contra-reforma da previdência e universitária e
prepara o rodo para a sindical e a trabalhista. Ataca duramene as rádios
comunitárias, principalmente aquelas que estão comprometidas com os
movimentos populares e com o protagonismo de suas comunidades. Não se
diferencia em nada se comparado aos governos das elites na solução a pauta
dos movimentos pela Reforma Agrária, Desempregados, Servidores Públicos,
Reforma Urbana.Compartilha os primeiros escalões do poder central com a
direita mais cretina e fisiológica, a qual aí está há quinhentos anos.
Cria um ministro para os latifundiários e outro para trabalhadores da
terra. Mantém o plano de segurança nacional, o qual autoriza as forças
repressivas do estado a conterem, em todos os níveis, as iniciativas de
prota-gonismo popular, in-clusive do próprio MST.É senso co-mum no campo das esquerdas, o rechaço ao Imperialismo
esta-dounidense sobre os países periféricos, especialmente no continente.
Ao mesmo tempo em que assistimos os massacres televisionados do povo
iraquiano e afegão e a aliança evidente com o Estado de Israel, sionista
por natureza, para massacrar o povo palestino e garantir seus territórios
colonizados, o Brasil se afirma enquanto sub-imperialista para a
América-Latina sendo o carro-chefe para a implantação da ALCA. Atua
militarmente nas fronteiras com a Colombia, sob controle da CIA e DEA,
contra a guerrilha sob o artifício de controle do narcotráfico. Com vistas
ao Conselho de Segurança da ONU, desloca “forças de paz” para o Haiti, as
quais vem reprimindo o povo haitiano que luta entre si por comida e água.Na Argentina, em meio há uma crise conjuntural do sistema capitalista,
Kirchner assume o governo com a missão de acalmar os ânimos populares, de
trazer a bonanza após a tempestade. Joga com os movimentos piqueteros na
intenção de desestruturá-los como força de mudança. Ameaça desacatar o
FMI, mas sempre cede e não deixa de pagar a dívida. Reprime brutalmente os
lutadores do povo, utilizando os cár-ceres como meca-nismo de conten-ção.
Já não engana mais, não convence de que é possível humanizar o
capitalismo, porque este é brutal em sua essência, baseada na exploração
econômica, dominação física e opressão política.Há um mês está o governo da Frente Ampla no Uruguay, representado por
Tabaré Vasquez. Até o momento conta com a esperança de “ los orientales”,
mas já começa a dança das cadeiras, a adequação dos programas de campanha,
as alianças com as elites. Compartilha o pão com as classes dominantes.
Importante ressaltar que neste país fronteiriço existe uma crise económica
e social há mais de dez anos, estando boa parte do povo uruguaio rumando
para a miséria. A fome e o desemprego castigam as classes oprimidas. Estas
vem perdendo ao longo dessa década conquistas da luta popular organizada
com mais de um seculo de história, nais quais nós anarquistas sempre
estivemos presentes e juntos a nossa classe.Estão aí representados três paises do continente latino-americano, com
seus governos de esquerda que já nem podemos chamar de sociais-democratas
ou reformistae muito menos de esquerda. Estão no centro com via de mão
única para a direita. Aplicam sim a política neo-liberal descaradamente.
Não sentem vergonha pelo que fazem, pois estão convencidos de que não se
pode fazer mais nada, obviamente dentro do sistema político-juridico
vigente. A independência de classe das organizações operárias e populares
é um incoveniente, ameaça a manutenção das estruturas do poder e
consequentemente das elites, as quais de fato governam e sempre
governaram.A autonomia do povo, a insubmissão, a valentía dos bolivianos está aí para
comprovar que a construção do poder popular será obra do povo. Não
lograram a vitória derradeira, mas tiveram três inssureições em três anos,
balançando as estruturas de poder, levando as elites a recuarem,
expul-sando símbolos capitalistas como a Coca-Cola de suas terras.
Persistem o cultivo da coca, porque não abrem mão de sua cultura
originária. A despeito das pressões do EUA, recuperam o controle da água
potável na cidade de EL Alto, no alitplano andino, privatizada conforme os
interesses do Plano Colômbia.



*******
****** Serviço de Notícias A-Infos *****
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
******
INFO: http://ainfos.ca/org http://ainfos.ca/org/faq.html
AJUDA: a-infos-org@ainfos.ca
ASSINATURA: envie correio para lists@ainfos.ca com a frase no corpo
da mensagem "subscribe (ou unsubscribe) nome da lista seu@enderço".

Indicação completa de listas em:http://www.ainfos.ca/options.html



A-Infos Information Center