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(pt) [Brasil] AVALIAÇÃO DAS JLP/RGS-2005

From cldvulg <cldvulg@bol.com.br>
Date Sun, 6 Feb 2005 12:06:21 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Em meio a uma série de ataques e boicotes o Movimento Libertário
Brasileiro (MLB) protagonizou as Jornadas Libertárias de Protesto/RGS-2005
(JLP-RGS/05) denunciando que A MISÉIRA É A FACE DE TODOS OS GOVERNOS.
Enquanto a burguesia e o Estado lucravam com o grande shopping center
chamado Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre a classe trabalhadora
buscava se organizar de forma autônoma, pressionando a Companhia de Força
do Estado (CEEE-RGS) e o governo Rigotto/PMDB para que fosse religada a
luzdo prédio do Bandejão Popular. Paralelamente a programação divulgada
anteriormente se iniciou no dia 26/01 e prosseguiu, com discussões
acaloradas, exposições de dazibaos temáticos, cartazes, faixas e bandeiras
afixados nas instalações do prédio. Bancas abertas para quem trouxesse
material e venda de material libertário de apoio ao MLB e ao Movimento de
reativação da COB-AIT também funcionaram a partir do dia 27/01.

Enfrentando todas as ameaças e dificuldades, durante seis dias de ricas
discussões que envolveram cerca de 500 (quinhentas) pessoas, foram
discutidas e trocadas experiências de individualidades e coletivos de
diversas regiões e países e também levantadas denúncias sobre o a situação
atual, apontando o caminho para a organização e unidade do movimento
proletário.
Primeiramente é obtido o espaço BANDEJÃO POPULAR pelo coletivo @ Vegan. A
divulgação das JLP-RGS/05, parte de um trabalho organizativo entre
indivíduos e grupos através da colagem do jornal-mural da COB-AIT, que
tornam a divulgação massiva tanto em PoA/RS quanto na região
metropolitana. Faixas também foram colocadas em pontos de grande
movimentação de pessoas como Estação Rodoviária e até no centro de lazer
FSM, o acampamento,onde até foi feita panfletagem. Isso além da divulgação feita pela
internet, que possibilitou que pessoas em diferentes pontos do país
tirassem cópias e divulgassem, como em Juiz de Fora/MG, Goiânia ou no
Uruguai.
Os problemas começaram no dia 25/01, terça, véspera do início das
JLP-RGS/05, quando a VIVO/Companhia Telefônica cancela o número do
telefone de contatos divulgado pela internet e nos cartazes. O que levou a
mudança de número sem que se pudesse garantir uma divulgação eficaz do
novo número, que não foi publicado para todas as listas enviadas,
dificultando os contatos para informações dos que chegavam para
participar.
Na tarde de quarta, 26/01, a CEEE-RGS, atendendo a uma "denúncia anônima"
corta no poste da rua, a cerca de 10 metros de altura, a fiação do prédio
deixando o restaurante do Bandejão Popular sem eletricidade e as JLP no
escuro. Apesar de sermos pegos de surpresa tomamos as atitudes para
viabilizar a realização das jornadas libertárias: passamos a pressionar a
Companhia de Força e o Estado, através de denúncias e contatos diretos, ao
lado do pessoal do Bandejão, que negociou com representantes do governoestadual – que garantiram a ligação da força em 24 horas. Mas tal não se
verificou, até que na SEXTA-FEIRA, 28/01, fomos obrigados a resolver o
problema por nossos meios, puxando um gato com a ajuda de várias pessoas,
enquanto dentro do prédio as discussões prosseguiam. Com isso resolvemos
também o problema do restaurante, que com as geladeiras desligadas perdiam
a cada dia alimentos que se estragavam. Aliás essa foi a tônica da ação do
governo do Estado: enquanto de um lado tecia loas ao FSM e ao seu discursode respeito a diversidade, de outro lado abandonava a população pobre e
sem-teto da cidade inviabilizando o funcionamento normal do
restaurante-Bandejão Popular, que oferece comida para a população de rua e
também fechando albergues para desviar todo o policiamento para se mostrar
ostensivamente nas ruas.
Assim foi que realizamos a Assembléia e a Confraternização de Abertura
(26/01) e a discussão sobre a Globalização Capitalista e o
Internacionalismo Proletário (27/01) na penumbra, num crescendo de
participação e intervenções, apesar de muitas pessoas ao verem o prédio às
escuras terminassem não ficando.
Quando religamos a luz, na discussão sobre Pedagogia Libertária (28/01),
audiência se estabilizou e culminou com as atividades do sábado (29/01),
com vídeos e debates sobre Vegetarianismo, pela Liberação Animal e Humana
& sobre a questão palestina e a Construção do Muro do Apartheid Sionista,
com uma palestra-debate com ativistas punks israelenses e a
confraternização com uma janta comunal (feijoada vegetariana) na GIG com
as bandas No Rest, Ñorairö, Diatribe, Coeso, XamorX e Convictus, que se
encerrou por volta das 7 da manhã do domingo (30/01). Apesar de toda essa
agitação ainda no domingo fizemos a discussão sobre as Campanhas de Lutas,
Calendário de Lutas Unificado e a proposta de realização de uma
manifestação para a segunda (31/01) Contra a Criminalização da Questão
Social. Finalmente na segunda-feira realizamos a assembléia de
encerramento com a tirada de uma Declaração Conjunta, a ser divulgada em
breve.
Podemos dizer com certeza, que apesar de todas as dificuldades e
limitações a realização da JLP/RGS-2005 foi uma grande vitória da classe
trabalhadora, levantando novas bandeiras de luta e aprofundando as
discussões comuns, com a participação de pessoas e coletivos de diferentes
cidades (do Rio Grande do Sul, como: São Leopoldo, Santa Cruz, Rio Grande,
etc.; e São Paulo, como: Franca, Baixada Santista, Araraquara, etc.), de
outros estados e regiões, como: Santa Catarina e Paraná/Sul, Goiás e
Brasília/Centro-oeste, Rio e Minas/Sudeste; e até outros países, como
Uruquai e Israel. Além disso recebemos apoio de: (CNT-AIT/França,
WSA-NY/USA, FORA-AIT/Argentina),que não puderam estar presentes.
- CARLO GIULIANI VIVE!
- LONGA VIDA À ANARKIA! VIVA A AIT!
- NEM GUERRA ENTRE OS POVOS, NEM PAZ ENTRE AS CLASSES!

O COLETIVO LIBERTÁRIO
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