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(pt) [Porto Alegre] Declaração final das Jornadas Anarquistas 2005

From "Worker" <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Sat, 5 Feb 2005 14:51:48 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Desde as últimas Jornadas Anarquistas de 2002 a
conjuntura mundial pouco se alterou, entretanto a
expansão imperialista norte-americana atingiu níveis
de brutalidade e irracionalidade inimagináveis até
pouco tempo atrás. Exemplos disto são o aumento do
poderio militar norte-americano e do contingente de
soldados nas mais diversas partes do mundo, que se
configura no apoio irrestrito à política nazista do
estado de Israel na opressão do povo palestino que
encontra sua maior abominação na construção do grande
campo de concentração na Faixa de Gaza e a intervenção
no Iraque e sua justificativa que hoje até os próprios
orgãos de informação do Império (Eua, Inglatera,
Alemanha, entre outros) reconhecem que não tinha
fundamento.
Esta mesma justificativa se utiliza hoje para tentar
agredir outros países como Irã e Coréia do Norte, no
entanto, essa não é a única desculpa inventada outras
fantasias também servem como embasamento para a o
desenvolvimento da guerra preventiva, como o
narcotráfico que é utilizado tanto para a construção
de bases militares na área da amazonia continental,
como para a implementação de programas de
monitoramento por satélites como o Sivan, Alcântara,
entre outros, além do financiamento e treinamento (no
caso trata-se mais de comando do que de treino) de
exército nacionais, que afeta países como Colombia,
Haiti, Venezuela, Bolívia, Cuba, e ultimamente até o
Brasil ( sob a alegação de que aqui é que é processada
a cocaína).
Enumerar todas as estratégias e intervenções
patrocinadas pelos Eua mundo afora levaria não uma ou
duas laudas talvez centenas ou milhares, o importante
é termos claro o projeto de uma hegemonia que perpassa
as esferas políticas, econômicas, ideológicas e
militares visando atender as demandas das classes
dominantes mundias e, principalmente, norte-americana.

A vitória de Lula nas eleições de 2002 veio
acompanhada de uma enorme expectativa e esperança de
mudanças sociais. Entretanto, o PT desde que foi
elevado ao status de elite política do país, vem
cumprindo a agenda da governabilidade do país para os
ricos e a classe média. Ainda durante a campanha
presidencial já dava conta de tranquilizar os
organismos financeiros internacionais como o FMI e o
Banco Mundial.
Posteriormente, na sua política de alianças fez uma
coalizão de centro-esquerda claramente reformista, e
logo que assumiu o governo ao invés de promover as
reformas que contemplassem a expectativa dos setores
sociais que o elegeram, priorizou a governabilidade
política, trocando o que restava de seu Programa pela
agenda Neoliberal do ajuste fiscal (superávit da
balança comercial), pelo incentivo ao agronegócio (
mediante a isenção na taxação das exportações), pelos
acordos com os organismos financeiros mundiais
(através da rolagem da dívida externa), pela alta taxa
de juros praticada pelo Banco Central (com lucro
recorde dos banqueiros) e pela repressão e o
monitoramento dos movimentos sociais com o intuito de
garantir a aplicação desta política.
A mascara do governo Lula caiu, enquanto para boa
parte dos movimentos sociais o governo está em disputa
e trata-se de mudar os rumos de sua política
economica, a realidade é que ele já chegou a
presidência com a função de implementar o Pacto
Social, haja vista que sua figura encontra grande
carisma nas classes mais pobres do Brasil, e por fim
seria o melhor instrumento para concretizar esse
projeto que é o projeto das elites financeiras mundial
e nacional.
Processo semelhante ocorre na Argentina e no Uruguai,
onde também se esgotou o modelo tradicional de
aplicação das politicas neoliberais. Na Argentina,
depois da crise, Nestor Kirchner, desenvolve uma
politica ambigua, que por um lado emprega um discurso
populista coopitando alguns setores sociais para gerar
sua base de sustentação, reprimindo e perseguindo os
setoresm mais combativos (como é o caso do companheiro
do Movimento de Unidade Popular – MUP – Gabriel Roser
preso há oito meses ), mas por outro lado atende os
interesses das classes dominantes argentinas que estão
aliadas aos interesses financeiros internacionais.
No Uruguai, assim como no Brasil, o futuro governo de
Tabaré Vázquez, gera grande esperança em amplos
setores populares de que possam haver algumas
mudanças, entretanto, já há sintomas de que de que a
agenda neoliberal vai ser emplementada indo contra a
vontade popular (já manifestada em plebiscitos), pois
o novo governo já tem projetos de concessão e
parcerias com capitais privados para gerir os serviços
públicos essenciais e rentáveis, como é caso da água,
telefonia celular, linhas ferroviárias, entre outras.

ALTERNATIVA LIBERTÁRIA PARA NOVOS TEMPOS DE LUTA

Nós anarquistas organizados politicamente acreditamos
que o Fórum Social Mundial não constitui um espaço de
contraposição ao sistema capitalista. É por isso que
propomos a partir das “Jornadas Anarquistas” a
construção de uma alternativa que nos de ferramentas
para o desenvolvimento de uma luta que possa se
concretizar como um projeto antagonista a sociedade em
que vivemos.
A alternativa libertária que nos propomos a realizar
vem reafirmar o método, os principios e os objetivos
construídos por gerações de lutadores do povo que
levaram adiante a luta de classes. Nossas ferramentas
foram e continuam sendo a auto organização popular, a
ação direta, a solidariedade de classe, a democracia
de base e a auto-gestão. Somente dessa forma poderemos
construir uma frente de oprimidos que acumule forças e
avance no processo de construção do poder popular.
Na nossa concepção, é necessário a organização
política dos anarquistas, no sentido de que tornem
possível o protagonismo do povo organizado. Dito isso,
achamos importante dizer que foi possível compartilhar
as experiências acumuladas com outros grupos
anarquistas dentro das Jornadas Anarquistas. Além
disso, queremos expressar, com grande satisfação que
essa necessidade de os anarquistas se organizarem está
sendo comungada pelos demais grupos e indivíduos
participantes, e não só constatamos isso como tiramos
encaminhamentos importantes nessa direção. Por último
colocamos que na nossa compreensão essa organização
precisa estar articulada desde o nível local, passando
pelas regioes e pelos estados, para enfim construirmos
um espaço organico que efetive as práticas anarquistas
no país e na América Latina, pois somente dessa formas
conseguiremos fechar o punho para enfretar o inimigo
de classe.

Não tá morto que luta e quem peleia
Pelo socialismo e pela liberdade
América livre veceremos

Federação Anarquista Gaúcha, Luta libertária (SP),
Rede Libertária da Baixada Santista e Federação
Anarquista Uruguaia


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URL:: http://www.fag.rg3.net




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