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(pt) [Porto; sessão com membro de CIPO-RFM:] Libertação dos e das magonistas preso/as!

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Date Tue, 1 Feb 2005 17:16:24 +0100 (CET)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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Organizado pela Assembleia Libertária do Porto, decorreu dia 30 de
Janeiro, um encontro com uma companheira do Conselho Indígena Popular de
Oaxaca "Ricardo Flores Magón" (CIPO-RFM), México, com o apoio de
companheiro/as solidário/as de Vigo.
No encontro, que decorreu num clima de grande fraternidade, no espaço da
Associação de Ecologia Social "Terra Viva", a companheira Leonor Lopez, de
origem zapoteca (uma das várias etnias indígenas pelas quais se estende o
CIPO-RFM) deu conta da caminhada e objectivos do Conselho e da repressão
de que está, neste momento, a ser alvo.
De facto, quando se encontravam numa concentração pacífica em que expunham
as suas razões em busca do reconhecimento da dignidade dos povos
indígenas, efectuada no dia 15 de Setembro (Dia da Independência do
México) junto dum monumento histórico, vários activistas do CIPO-RFM e
outras organizações, foram atacados por forças armadas do governo que
levaram preso/as 14 manifestantes, entre eles vários menores, todo/as
ele/as submetido/as a tortura e maus tratos. Depois de várias
manifestações e lutas, mantêm-se hoje ainda preso/as
• Dolores Villalobos Cuamatzi, Nahua;
• Margarita Garcia Garcia, Mixteca;
• José Cruz Cruz, Zapoteco;
• Habacuc Cruz Cruz, Mixteco.


Além deste/as, outros companheiros, como Raul Gatica estão a ser alvo de
perseguição, estando ameaçados de morte. Esquadrões de paramilitares têm
também realizado incursões nas comunidades do CIPO, disparando e causando
a morte a pelo menos um companheiro.
Agrupando, neste momento, já 30 comunidades (e havendo mais três em estado
de pré-adesão), o CIPO-RFM tem vindo continuamente a crescer, sendo
todavia o seu processo menos conhecido internacionalmente que o processo
de Chiapas.Os magonistas, diferentemente dos zapatistas, baseiam a sua luta e
resistência na acção directa pacífica. Estão armados apenas de imaginação.
A sua força está em que, no CIPO-RFM as actividades são resultados de
acordos em assembleia; por isso os triunfos e fracassos são de
todas/todos». Formam, contudo, juntamente com os seus irmãos zapatistas
(de Chiapas) e outras organizações indígenas de Guerrero, o Congresso
Nacional Indigenista.
O caminho magonista, que tira o seu nome de Ricardo Flores Magon («porque
ele foi indígena, libertário e, ainda que tenha nascido em Oaxaca, o seu
coração, pensamento e trabalho foram para a libertação de todos os povos
do mundo».A filosofia dos magonistas está bem impressa nas palavras de Praxedis G.
Guerrero, outro dos anarquistas inspiradores da luta do CIPO, morto na
Revolução Mexicana, em 1910: «Para lutar pela liberdade, não fazem falta
os ódios (...), sem ódio podem aniquilar-se os despotismos (...) a
rebeldia não implica selvajaria». O CIPO-RFM toma «como base o apoio
mútuo, a solidariedade, a acção directa não-violenta, a autonomia e a
autogestão como caminho para a libertação».Surgido em Novembro de 1997 depois de um longo processo organizativo que
remonta aos anos 80, agrupa povos chatinos, mixtecos, chinantecos,
cuicatecos, zapotecos, mixes, triquis, mazatecos, tacuates, negros e
mestiços, e foi, de início, resultado de uma aliança de organizações, que
após problemas entre si, foi mais tarde substituída por uma aliança de
comunidades. Entre os magonistas não existem chefes nem dirigentes, o mais
que pode haver é responsáveis comissionados por consenso ou ampla maioria,
para atender a uma área de trabalho, cumprir alguma comissão ou atender a
determinado problema («connosco todas/os mandam e todas/os obedecem»)
Página web do CIPO-RFM: http://www.nodo50.org/cipo
Contactos e-mail: cipo@nodo50.org
ciporfm@yahoo.com.mx




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