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(pt) [Porto Alegre] II Congresso latino-americano dos catadores de materiais recicláveis

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Date Tue, 1 Feb 2005 11:20:28 +0100 (CET)


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“Bem vindos catadores, hermanas y hermanos. Companheiros de luta
latino-americanos”. Expressa na canção dos músicos populares, as
boas-vindas foram dadas aos catadores de nosso continente, que no domingo
(23) amanheceram mobilizados para o II Congresso Latino-Americano da
categoria.O cenário, repleto dos símbolos desse movimento que tem se
afirmado no campo da luta popular, foi montado com o esforço e suor
militante nas incansáveis semanas de preparação. Ação Direta Popular,
Solidariedade de Classe, Independência de Classe e Auto-organização,
esses são os
princípios que decoravam o Ginásio Municipal de São Leopoldo na cerimônia
de abertura do evento.Aproximadamente 1000 catadores aproveitam a
oportunidade para compartilhar as experiências de cada país. Delegados de
Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia, Uruguai e de diversas partes do
Brasil se reúnem nesse congresso que tem o lema “Não há fronteiras para
os que exploram, não deverá haver para os que lutam”. Da mesma forma,
outros movimentos sociais compareceram na cerimônia e estendendo o braço
aos catadores na luta contra a opressão e fazendo valer a solidariedade
de classe.A discussão dos temas tem a democracia direta como um princípio
e método de participação direta dos catadores no controle das decisões. A
organização no continente latino-americano é o primeiro assunto em pauta.
Cada local apresenta a sua realidade e encontra-se em determinada etapa
de organização. Os mais avançados no processo servem de estímulo para a
luta daqueles companheiros que enfrentam as mais duras realidades.O
contexto brasileiro além da maioria dos catadores não estarem
organizados, ainda apresenta muitos casos de isolamento das próprias
associações. Para romper com o individualismo, a única alternativa é
conquistar a unidade com a inserção desses trabalhadores e associações no
MNCR. Nesse caso, o Rio Grande do Sul é a maior referência a nível
nacional, fruto do incansável trabalho militante dos anarquistas da FAG
nesse Estado.O último dia do congresso (25) reservou a discussão da Área
de Livre Comércio das Américas, ALCA, analisando o impacto dessa na vida
dos catadores. Além de pautar o inimigo comum, é reforçado o protagonismo
dos catadores no controle e gestão da cadeia produtiva da reciclagem. Mas
para esse avanço é preciso barrar os planos de privatização do lixo do
inimigo que busca na ALCA a legalização jurídica desse projeto.Os
catadores, vítimas da exclusão e marginalidade ocasionada pelo sistema
capitalista, lutam pelo o controle da cadeia produtiva utilizando como
meio o lixo que o próprio sistema descarta. Esse processo de organização
do movimento é responsável por criar novas formas de organização social
com vistas à transformação da sociedade, tendo como a única maneira
possível da categoria obter plenitude nas suas conquistas. É como diz a
música: “Vem catador pro movimento organizado, pois unidos ficamos fortes
e não seremos mais explorados. Vem catador recuperar a dignidade lutando
pra construir o Socialismo com Liberdade”.Na marcha de abertura do Fórum
Social Mundial, o bloco com mais de mil pessoas formado pelos catadores
latino-americanos e pelos companheiros da Resistência Popular, roubou a
cena. Em meio ao espetáculo forçado pela quinta edição do FSM, o bloco
dessas organizações independentes era o último da marcha e protagonizava
a postura classista e combativa marcada na agitação, nos gritos de guerra
e nas músicas. Rompendo com a estratégia do FSM, colecionadora de
fracassos nas suas tentativas de operar mudanças de fundo por dentro dos
dispositivos do poder dominante, emerge em novos tempos de luta a
alternativa libertária.
Por Federação Anarquista Gaúcha – 27 de Janeiro de 2005




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