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(pt) Israel-Palestina , Immatin, Coalição Contra o Muro ? comunicado d e imprensa , 25.08.2005 [en]

Date Sat, 27 Aug 2005 23:53:59 +0200 (CEST)


Um milhar de manifestantes, palestinianos, israelitas e internacionais
protestaram contra a construção do troço de Muro perto de Immatin.
"Isto não é uma vedação de segurança, mas sim uma maneira de roubar as
terras aos palestinianos e as juntar ao colonato de Immanuel."
"O trajecto do Muro penetra 17 quilómetros no interior da Margem Ocidental
e usurpa uma grande parte das terras da aldeia."
Os organizadores: "Se o exército se abstiver de provocações, estas
manifestações podem acaber sem violência?
Cerca de um milhar de manifestantes, palestinianos, israelitas e
internacionais marcharam esta manhã até ao local onde o ?Muro de
Separação? está a ser construido nas terras da aldeia de Immatin, situada
no interior da Margem Ociental a 17 quilómetros da Linha Verde (fronteira
de 67). Manifestações anteriores realzadas neste local foram dispersas
pelo exército com muita violência.

Cerca de 50 manifestantes israelitas, membros dos Anarquistas Contra o
Muro, de Gush Shalom (Paz Agora) e Ta'ayush chegaram a Immatin durante a
manhã, prontos para enfrentar a violência do exército e equipados com
cebolas que são um excelente antídoto contra o gás lacrimogéneo. No centro
da aldeia estavam à sua espera um milhar de moradores de Immatin assim
como um grupo de Bil'in ? onde uma luta intensa contra o Muro tem sido
levada a cabo desde há meses ? e também voluntários internacionais dos
E.U.A., de Itália, de Argentina e um grupo de canadianos francófonos.
O oficial do exército chegou ao local num jeep e disse aos representantes
da aldeia que eles tinham autorização de marchar ao longo do caminho que
bordeja o Muro ?com a condição que não haja violência?.

Os manifestantes começaram a marchar para o local do Muro à distãncia de 3
quilómetros, sob um sol abrazador, enquanto gritavam contra o Muro e os
colonatos.
Quando alcançaram os soldados alinhados e os veículos militares que os
esperavam, gritaram ?Tenham cuidado isto é uma manifestação não violenta?.
De seguida sentaram-se em círculo e Zahi Sowan do Comité Popular de
Immatin Popular falou: "Não temos outra fonte de rendimento a não ser as
nossas oliveiras, que herdamos dos nossos antepassados. Agora podeis ver
os restos de dúzias de oliveiras desenraizadas pelas escavadoras e do
outro lado do Muro estão milhares de árvores que nos vão ser roubadas.
Podeis ver a fábrica pertença do colonato de Immanuel, na colina do outro
lado da Estrada. Esta fábrica também foi construída num local onde árvores
que nos pertencem foram cortadas.
Nós ouvimos dizer que o estado de Israel desmantelou colonatos na Faixa de
Gaza e em Jenin, mas estão a expandir os colonatos, tornando as nossas
vidas amargas.?

Depois dele, falou Yonatan Pollak dos Anarquistas Contra o Muro. "Dizem ao
público de Israel que isto é uma Cerca de Segurança. Isso é uma mentira
descarada. Estamos aqui 17 quilómetros a leste da Linha Verde, bem dentro
do território palestiniano. A oeste de nós encontra-se já uma cerca. O que
tem sido construído aqui é uma cerca dentro de uma outra cerca. Tem como
único objectivo anexar e aumentar o colonato e aprisionar os palestinianos
num pequeno enclave. Isto é um acto de injustiça ao qual nos opomos e que
está claramente em violação da lei internacional e um desrespeito pelos
direitos humanos."

Depois foi feita uma prece muçulmana no local do Muro e após isto, os
manifestantes voltaram ao centro da aldeia para dispersar calmamente e
ordeiramente.

"Na media, aqueles que se manifestam contra a anexação e roubo de terra
com o pretexto do Muro são descritos como um bando de arruaceiros
violentos, embora os manifestantes, tanto os palestinianos como os
israelitas, se manifestam de forma não-violenta contra a injustiça e o
roubo. Hoje o exército demonstrou que, desde que se abstenha de
provocações, tais manifestações podem acabar sem qualquer confronto
violento? disse o porta-voz de ?Paz Agora? Adam Keller, que tinha estado
presente no evento.

"Seria o caso dos novos critérios introduzidos pelo exército para a
evacuação dos colonos também tivesse influência no comportamento dos
soldados aqui? Se tal fosse o caso amanhã à tarde em Bil'in, poderíamos
ter realmente um sinal de algo ter realmente mudado no comportamento do
exército face a palestinianos e israelitas que protestam contra a
construção do Muro e contra o roubo de terras.?


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