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(pt) Palestina-Israel , Bil'in, manif. de 6ª-feira: A pomba da paz saínd o da boca da serpente do muro de separação [en]

Date Sat, 6 Aug 2005 22:26:44 +0200 (CEST)


Esta 6ª feira, também, o exército israelita tentou dispersar a manif.
dessa tarde com gas lacrimogéneo e granadas de choque. Apesar disso,
a importância do protesto não-violento contra o muro foi demonstrada uma
vez mais. Os companheiros de Bil'in não nos decepcionaram. Desta vez, de
novo, seqguindo a tradição de criatividade do comité de aldeia, tinhamos
uma estrutura artística. Quando chegámos de manhã para nos juntarmosà
manif. das 6ª feiras, encontrámos uma enorme cobra de pano, simbolizando o
muro e a ocupação - a devorar uma pomba com as cores da bandeira
palestiniana (que simbolizava paz, esperança e outras ideias boas).

Iniciámos a manif. como de costume, do centro da aldeia, com dez a
transportar a estrutura da grande serpente.
Pena que este muito criativo fruto de Muhamad do comité de aldeia não
tenha sido assinalado pelo exército...

Eramos uns centos de palestinianos, internacionais e cerca de 60
israelitas (gente de Haifa, Jerusalem e Tel Aviv que responderam ao apelo
dos Anarquistas Contra o Muro)

Como nas anteriores manifs., quando chegámos ao limite da área construída
da aldeia, encontrámos um arame farpado a barrar a estrada, com uma
tabuleta definindo a área como zona militar fechada e um destacamento do
exército equipado para dispersar manifs.

commo de costume, o comandante da força declarou que a area era zona
militar fechada e que a manif. era ilegal... mas disse que nos concedia 15
minutos até dar de nos dispersar, caso não ultrapassássemos o limite do
arame farpado.

Alguns pontos que merecem ser mencionados: A unidade do exército que
sustituíu há uma semana a companhia de polícia depois de ter sido
desmascarada como tendo cometido perjúrio e tendo sido mobilizada para a
retirada da Faixa de Gaza, está um pouco mais cautelosa.
Few points worth mentioning. The army unit who replaced

Eles precisam de um pretexto para uma acção contra nós. Quando eles
cederam os 15 minutos enquanto entoavamos slogans e dancávamos, eles
começaram por enviar pequenos grupos para os limites da aldeia para
provocar o lançamento de pedras. Quando isto falhou e o aviso periódico
para dispersarmos não tinha qualquer resultado e quando os 15 minutos
iniciais já iam em mais de uma hora, os militares começaram a atacar-nos.
(Tudo isto, apesar de não haver trabalho de construção do muro em Bil'in
às 6ª feiras.)

começaram por empurrar um camarada de alta estatura, Leizer Palas.
Quando viram que isso não tinha efieto começaram a lançar o gásd
lacrimogéneo e granadas de choque para as últimas filas de manifestantes e
a prender pessoas das linhas da frente. Em paralelo um certo número deles
avançou para dentro da aldeia para tentar nos dispersar.

As pessoas que não foram presas reagruparam-se numa linha em frente da
linha dos soldados noutra confrontação.
Porém a esperança do exército em que houvesse lançar de pedras ainda não
ocorrera. Como não nos importámos com os empurrões e ameaças e outra série
de aprisionamentos, eles tiveram uma mudança de táctica e retiraram para
tráz do arame farpado, onde a nossa cobra ainda aqguardava e a
manifestação não-violenta recomeçou vitoriosamente...

Após um certo tempo, a cobra voltara para a aldeia, a manif. foi declarada
acabada e os activistas convidados e o comité de aldeia tiveram um
encontro para fazer o ponto da acção e para planificar futuras 6ª feiras.

Nos limites da aldeia houve uma pequena escaramuça envolvendo soldados
e jovens lançadores de pedras mas isto não aconteceu numa larga escala
como de outras vezes em que as manifs. foram brutalmente dispersadas.
Quando os soldados se retiraram as coisas acalmaram.

depois, forma soltos 15 dos 17 manifestantes detidos durante o confronto -
2 internacionais e 13 israelitas foram libertados (depois de levados para
perto do local onde o muro estava em construção..). Os restantes dois,
foram libertados umas poucas horas depois, como de costume, depois de
serem contra-ordenados na esquadra de polícia de Givat Zeev.

Nir acrescentou: "do meu ponto de vista, a manif. de hoje prova de novo o
grande poder do protesto não-violento. O facto de que o exército faz tudo
oque pode para provocar o lançamento de pedras, mostra que deseja isso
muito e mostra como o lançamento de pedras favorece os interesses das
autoridades de ocupação israelitas."

[tradução de A-Infos]


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