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(pt) A Greve da Tarifa de Transporte em Chicago. Texto do colectivo anarquista Midwest Unrest

Date Wed, 3 Aug 2005 09:31:03 +0200 (CEST)


Lute ou Ande a Pé: A Greve da Tarifa de Transporte em Chicago
Janeiro de 2005 -- O objetivo deste artigo é contribuir para a discussão
dos pontos fortes e das fraquezas da nossa greve de pagamento da tarifa de
transporte em Chicago, assim como ajudar grupos em outras cidades que
queiram se organizar tem torno da questão do transporte. Quando decidimos
fazer essa campanha, não havia muito material para ser lido sobre como
haviam sido organizadas greves de pagamento de tarifa em outros lugares.
Quiçá este artigo possa ser útil para outros grupos que desejam usar
táticas parecidas.

O Início da Campanha
Em julho de 2004, ouvimos no noticiário que a CTA (Autoridade de Trânsito
de Chicago) iria aumentar as tarifas em $0,25 na virada do ano. Achamos
que isso era demais para usuários que já tinham engolido um aumento de
$1,50 para $1,75 no início de 2004. A CTA argumentava estar enfrentando
uma crise orçamentária, mas não víamos justificativa para uma agência em
uma cidade tão terrivelmente rica como Chicago passar sua crise aos
setores mais pobres da população. Adotamos o slogan de que um aumento da
tarifa seria como uma redução do salário para os usuários da CTA.

Tínhamos ouvido histórias sobre greves de pagamento de tarifas ocorridas
em outros lugares, especificamente na Itália nos anos 70 e mais
recentemente em San Francisco. A idéia fazia sentido. Sendo um coletivo
anarquista, não tínhamos ilusões em relação à prática de lobby sobre
políticos. Queríamos conquistar nossas reivindicações através da ação
direta. Se os motoristas parassem de coletar as tarifas e os usuários
parassem de pagá-las, então teríamos o poder econômico necessário para
pressionar a CTA sem perturbar as viagens diárias de todos nós que
dependem do serviço de transporte. Era também uma maneira muito fácil de
envolver todos os usuários que seriam afetados pelo aumento da tarifa,
promovendo a "auto-atividade da classe trabalhadora", como foi por vezes
dito.

Começamos distribuindo um panfleto aos usuários e um outro aos motoristas,
sugerindo uma greve de tarifa como tática. Tivemos uma resposta de bom
tamanho. Em setembro a CTA anunciou que não iria aumentar as tarifas, mas
no lugar do aumento teria que provavelmente cortar em 20% o serviço e
demitir 1000 trabalhadores se os deputados estaduais não liberassem $87
milhões até uma data definida. Mesmo que essa verba fosse recebida, ela
planejava também aumentar as tarifas dos deficientes físicos em 100%.

Os diretores da CTA apareciam na mídia dizendo que não queriam fazer
nenhum corte, mas que estavam com as mãos atadas. Eles lançaram uma
campanha chamada "Mantenha Chicago em Movimento", pedindo para as pessoas
ligarem para seus deputados estaduais. Muitas associações comunitárias que
já tinham tido experiências anteriores com a CTA não se deixaram enganar.
A CTA havia feito cortes similares em 1997, e não usara o dinheiro extra
recebido do estado para pôr de volta o que havia sido cortado.

Muitos compreendiam que o ultimado orçamentário dado pela CTA era na
verdade uma maneira de conseguir dinheiro do estado, livre de obrigações
da onde teria que ser investido, para financiar os ridículos "projetos
herdados" tão comuns em Chicago. Da mesma forma que o prefeito Daley
recentemente gastou $475 milhões ($350 milhões acima do orçamento) no
extravagante Millennium Park, que por acaso é seu jardim frontal, seu
companheiro Frank Kreusi, presidente da CTA, gastou $119 milhões na nova
sede da CTA, descrita freq?entemente como um "palácio". Apesar da ameaça
ao serviço normal e fundamental de transporte, os planos para construir
uma "Linha Anel" de $2 bilhões (apelidada de Linha de Prata) e fazer
correr trens expressos ao Aeroporto O'Hare não foram postos de lado. A
Linha Anel tem sido criticada porque irá valorizar vários bairros de
trabalhadores latinos, fazendo-os migrarem para bairros mais distantes.
Embora as mudanças propostas pela CTA fariam as viagens diárias de alguns
usuários mais curtas, elas são claramente planejadas para tornar o sistema
de transporte mais adequado (ainda mais) para os homens de negócio e para
turistas, às custas dos usuários diários que dependem dele.

Embora a ligação óbvia de não pagar as tarifas em resistência ao aumento
tenha sido perdida, decidimos usar a tática da greve de pagamento da
tarifa contra o ultimato orçamentário e a ameaça de cortes da CTA. A
eliminação de várias linhas de ônibus e de boa parte do serviço noturno e
de fim-de-semana, seria ainda mais devastador e enfurecedor para as
pessoas. O ataque aos empregos dos motoristas de ônibus tornaria a aliança
necessária entre usuários e motoristas muito mais fácil de ser
estabelecida. Continuamos a distribuir panfletos, dessa vez tendo "Não ao
aumento de tarifas, não ao corte de serviços e não ao corte de empregos"
como reivindicações.

Ouvindo e Fazendo Lobby
Em outubro a CTA promoveu quatro audiências públicas pela cidade. Foi uma
piada. Os burocratas da CTA sentavam com cara de tédio. Bebiam suas
garrafas de água e cochichavam no ouvido do outro enquanto as pessoas
falavam sobre como perderiam seus empregos sem suas linhas de ônibus, como
passariam fome se tiverem que pagar $150 dos seus benefícios por
deficiência física com tarifas de transporte, ou simplesmente xingavam os
diretores de idiotas e mandavam eles se cuidarem (e é claro que alguns
desequilibrados esquerdistas pregavam que somente uma partido
revolucionário poderia resolver o problema). Pareciam mais tribunais
públicos contra os diretores da CTA do que audiências públicas, mas foram
divertidas. O Midwest Unrest usou a oportunidade para falar a um público
turbulento sobre a possibilidade de uma greve de pagamento da tarifa.
Também distribuímos panfletos e pegamos o contato das pessoas.

A última audiência foi a audiência orçamentária anual da CTA, no Palmer
House (um hotel de luxo). Centenas de pessoas compareceram: vários grupos
da temática do transporte, associações comunitárias, trabalhadores da CTA,
usuários da CTA pessoas com deficiência física e outros furiosos usuários
do transporte coletivo. Muitas pessoas falaram inflamadamente sobre como o
corte de serviços as afetaria, e o público continuamente incomodava com
perguntas aos membros da CTA. Enquanto um membro do Midwest Unrest dava um
discurso que despertava o público, outro membro subiu no palco e arrancou
o cartaz com o ultimato orçamentário da CTA. Ambos foram detidos e
expulsos do local enquanto pessoas do público gritavam para os seguranças
soltá-los. Um pouco de ação "ativista" talvez, mas teve o efeito de fazer
muitas pessoas deixarem a audiência desgostosas.

As audiências públicas não tiveram impacto nas decisões da CTA de cortar o
serviço, é claro. Elas foram usadas como um meio para os usuários porem
pra fora seu descontentamento e raiva (às vezes postos pra fora contra
mal-educados e estressados motoristas de ônibus) e para promover a idéia
de que somente os deputados poderiam consertar o problema.

Alguns grupos, assim como a ATU (o sindicato dos empregados da CTA), se
engajaram na campanha de lobby sobre os deputados. A campanha em grande
parte consistia em uma viagem de ônibus a Springfield para protestar na
assembléia legislativa. A viagem aconteceu no dia 9 de novembro. Ninguém
do Midwest Unrest foi, mas os relatos dos que foram não eram muito
positivos. As pessoas se sentiram como se estivessem perdendo tempo. O
pedido de fundos da CTA não estava sequer na agenda dos deputados, e
alguns dias depois foi anunciado que nem dinheiro extra havia sido
alocado.

Isso acabou com as ilusões daqueles que haviam se convencido anteriormente
de que o estado daria o dinheiro.

Reuniões e mais Reuniões
Por volta dessa época começamos a panfletar nas oito garagens de ônibus da
cidade e a falar mais com os trabalhadores sobre a greve de tarifa. Muitas
vezes os trabalhadores estavam no meio de uma conversa sobre os cortes
quando os abordávamos. Normalmente eles se demonstravam contentes de falar
sobre o assunto com outras pessoas interessadas. Todos os motoristas
estavam muito nervosos e putos. Eles tinham muito para nos contar sobre o
gerenciamento da CTA assim como sobre seus representantes sindicais. Não
tínhamos certeza se deveríamos entrar em contato com o sindicato (ATU);
tudo que tínhamos ouvido deles era uma declaração no jornal dizendo que
não condenavam a CTA pelo corte de empregos proposto. Muitos trabalhadores
diziam-nos agora que deveríamos ajuda-los a lutar contra a CTA e contra o
sindicato ao mesmo tempo, porque o sindicato era apenas uma parte da
companhia. Das centenas de empregados da CTA com os quais falamos nas
garagens de ônibus nos últimos seis meses, nenhum sequer tinha algo além
de desprezo pelo sindicato. Quando trouxemos a idéia de uma greve de
tarifa, a resposta normalmente era bastante positiva. Somente alguns
poucos motoristas nos disseram que era uma idéia ruim, e a maioria disse
que a apoiaria.

Contudo tivemos um duro trabalho para levar a campanha a um nível de
coordenação maior. Originalmente tínhamos planejado chamar uma reunião com
todos os contatos que tínhamos coletado nas audiências (e com pessoas que
nos tinham contatado por e-mail ou na nossa secretária eletrônica), mas
decidimos chamar uma reunião inicial somente com motoristas antes de
propor uma greve de pagamento de tarifa aos usuários, esperando ter um
plano de ação mais sólido.

Voltamos às garagens com mais de mil panfletos convidando os trabalhadores
da CTA a comparecerem a uma reunião sobre a greve de tarifa. Percebemos
que era pouco recomendável deixar panfletos para os trabalhadores onde a
gerência pudesse vê-los, mas sentíamos que não havia outra opção. Muitos
motoristas nos disseram que tentariam comparecer, mas quando o sol se pôs,
somente dois empregados apareceram. Ainda assim a reunião foi produtiva.
Eles estavam interessados na idéia de uma greve de tarifa, mas estavam
preocupados com sanções da gerência sobre os empregados que participassem,
especialmente se as caixas coletoras das tarifas fossem sabotadas. Por
outro lado eles diziam que duvidavam que algum motorista chamaria a
polícia para pegar as pessoas que não pagassem as tarifas. Isso apontava
na direção de uma greve de tarifa liderada pelos usuários.

Eles nos disseram também que os trabalhadores já estavam organizando
algumas coisas fora do sindicato. Eles falavam em seguir os Procedimentos
Padrões de Operação (SOP) como uma forma de causar uma lentidão do
trabalho. Eles seguiriam todas as regras: como puxar o freio de mão em
cada parada e esperar até o passageiro se sentar. Eles achavam que assim
seria mais difícil para a gerência punir os trabalhadores. Infelizmente
essa idéia acabou nunca sendo posta em prática.

Na semana seguinte tivemos nossa reunião inicial. Cerca de 35 pessoas
apareceram, todas usuárias. Eram de todas as faixas etárias e de
diferentes grupos, tais como Little Village Environmental Organization (um
grupo baseado em um bairro de trabalhadores latinos, que tem lutado pela
volta dos serviços de transporte cortados no bairro em 1997), um grupo de
estudantes secundaristas, a Campanha por um Transporte Melhor e muitas
outras pessoas. Propusemos convocar uma greve de pagamento de tarifa a
iniciar no dia 15 de dezembro, apenas duas semanas antes do ultimato
orçamentário expirar. Sentíamos que era de suma importância que a greve de
tarifa ocorresse antes que os cortes se efetivassem de modo que os 1000
motoristas que seriam despedidos ainda estivessem trabalhando, putos e sem
muito a perder. Também a idéia de começar a greve no dia que os cortes se
efetivassem seria solapada se a CTA adiasse a data ou não deixasse claro
quando os cortes iriam ocorrer. Queríamos que fosse mais do que uma greve
de um dia. Queríamos que continuasse até nossas reivindicações serem
atendidas (e mesmo assim não soltaríamos um chamado para as pessoas
voltarem a pagar as tarifas). A proposta foi aprovada.

Espalhando o Chamado
Tínhamos então três semanas para promover a greve. Infelizmente, nossa
falta de recursos foi um problema constante. Tínhamos uma cidade inteira
para cobrir com mais de um milhão de pessoas usando a CTA todos os dias.
Tínhamos versões em inglês e espanhol dos nossos cartazes e panfletos e um
mar de pessoas entrando em contato para passa-los adiante. Mas
pouquíssimas pessoas tinham como tirar fotocópias gratuitamente. Embora
houvesse uma tonelada de trabalho para fazer, provavelmente gastamos 80%
do nosso tempo procurando formas de conseguir cópias de graça. Devido ao
número limitado de cópias e o fato de que tínhamos panfletado muito nas
garagens de ônibus com propaganda sobre a greve, decidimos apenas colar
cartazes com o chamado para 15 de dezembro em volta das garagens e guardar
nossos panfletos para os usuários. A coisa mais angustiante de não ter
recursos suficientes foi ver que a resposta ao nosso limitado número de
cópias era muito boa; sabíamos que se tivéssemos mais poderia ter havido
um impacto muito maior.

Enviamos uma carta à imprensa na semana anterior à greve, mas mesmo antes
disso começamos a receber vários telefonemas de mídias de menor porte. No
dia 14 de dezembro, um comunicado de imprensa falso foi divulgado no nome
de Frank Kreusi, se desculpando pelo corte nos serviços e declarando
"feriado de tarifa" no dia 15. Embora a CTA tenha publicamente culpado o
Midwest Unrest, não fomos os responsáveis pelo comunicado. Porém
apreciamos as ações autônomas. A greve de tarifa estava repentinamente
tendo cobertura de quase toda a grande mídia. A CTA nos denunciou e disse
que teria policiais extras no dia. A ATU encorajou os trabalhadores a
seguir todas as normas da CTA, isto é, não deixar ninguém viajar sem
pagar. O lado negativo, no entanto, era que muitas vezes a cobertura da
imprensa era feita de modo a passar a idéia de que, uma vez que o
comunicado de imprensa em nome de Frank Kreusi era falso, a "greve de
tarifa" que as pessoas tinham ouvido seria do mesmo modo apenas uma
"brincadeira".

Dia 15 de Dezembro
Finalmente no dia 15 de dezembro, o dia em que a greve deveria começar, o
Chicago Sun-Times relatou que um acordo havia sido atingido com os
deputados e que todos os cortes e qualquer decisão sobre eles seriam
prorrogados por seis meses. A CTA se recusou a comentar o assunto. Embora
esse anúncio não tenha sido oficial, ele serviu para enfraquecer a greve
na medida que muitas pessoas acharam que a questão havia sido resolvida.

Mesmo assim, muitos motoristas de ônibus e funcionários dos terminais
deixaram as pessoas viajarem de graça no dia. Houve até um motorista que
deixou um passageiro sentar na frente do ônibus, entregando panfletos
durante todo o trajeto, e deixando cerca de 200 pessoas viajarem de graça.
Devido à natureza descentralizada da greve de tarifa, nunca saberemos
quantas pessoas, trabalhadores e usuários, participaram. De histórias que
ouvimos, no entanto, estimaríamos em pelo menos 50% a taxa de sucesso
quando os usuários tentaram viajar de graça. Para nossa surpresa, as
pessoas tiveram mais sucesso nos trens do que nos ônibus. Imaginamos que
isso é em parte devido à existência de maior número de câmeras vigiando os
motoristas de ônibus. Focamos nos motoristas durante a divulgação da greve
porque principalmente eles é que perderiam emprego. É então provável que
eles estivessem submetidos a uma maior pressão da gerência para cobrar as
tarifas, considerando que os funcionários dos terminais não tinham sido
punidos.

A CTA relatou quatro prisões por evasão de tarifa no dia, o que parece ser
a média para um dia de semana. Nenhum dos detidos entrou em contato
conosco. Tínhamos sido bastante claro quando falávamos da greve que o
propósito não era se acorrentar à caixa coletora e ser preso
simbolicamente. Não estávamos encorajando ninguém a ser preso. Estávamos
contando com o trabalho de base feito com os motoristas de modo que as
pessoas pudessem viajar de graça, sem incidente.

De fato havia mais policiais em volta dos ônibus e trens da CTA no dia 15.
Policias foram colocados circulando nos ônibus ou os seguindo de carro.
Era também óbvio que muita perda econômica da CTA evitada por ter
policiais para intimidar as pessoas a pagar as tarifas, ocorreria de
qualquer forma através do gasto adicional com segurança.

Cortes Prorrogados
Após meses de táticas de enrolação e de deixar a decisão orçamentária para
o último minuto, ela foi finalmente posta na agenda da reunião do conselho
da CTA do dia 16 de dezembro. A CTA teve essa reunião "pública" tão cheia
com seus próprios quadros que muito poucos dos 200 usuários que
apareceram, em um dia de semana à tarde, puderam entrar. O tempo de
comentário público é bastante restrito, permitindo uma fala de três
minutos para somente cinco pessoas, que devem se inscrever com uma semana
de antecedência. Após dar de Natal a Frank Kreusi um amontoado de carvão,
estudantes secundaristas do Estudantes pelo Trânsito Justo saíram e
começaram a cantar nas escadas da sala de entrada, alto o suficiente para
interromper a reunião em cima. Os estudantes levaram outros a cantar, o
que durou umas boas duas horas.

Contudo a reunião recomeçou. No fim a decisão consistia no que o Sun-Times
havia aludido no dia anterior, prorrogar qualquer corte nos serviços ou
decisões por seis meses. Ela foi o resultado de um pedido dos deputados,
que insinuaram que o dinheiro seria dado durante a sessão da primavera.
Além disso, a decisão de dobrar a tarifa dos deficientes em janeiro, que
já havia sido passada, foi revogada.

Lançamos então um manifesto declarando vitória parcial, e paramos de
organizar a greve de tarifa.

Vitória Parcial
Estimamos o número de pessoas que participaram da greve nos dias 15 e 16
de dezembro na casa dos milhares, não das centenas de milhares necessárias
para pôr uma verdadeira pressão econômica na CTA. Todavia, não é
coincidência que os cortes foram adiados quando a pressão estava sendo
posta sobre a própria CTA. Num contexto em que há raiva generalizada
contra a CTA, o início de ações diretas radicais poderia facilmente criar
uma bola de neve e causar um enorme problema ao gerenciamento do sistema
de transporte. Numa situação dessas, não é sem sentido assumir que os
burocratas na CTA, a prefeitura e até mesmo o legislativo queriam um
período de resfriamento para evitar que isso acontecesse.

É claro que a luta não acabou. Estamos encorajados pelo nosso sucesso até
agora e continuaremos a organizar contra a CTA.


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