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(pt) Opinião Anarquista 17 - FAG : 1° DE MAIO 1886-2005 1° DE MAIO DIA DE LUTA, NÃO DE DESCANSO

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Date Sat, 30 Apr 2005 14:11:11 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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“Um dia de rebelião, não de descanso! Um dia não ordenado pelos vozeros
arrogantes das instituições que tem aprisionado o mundo do trabalhador! Um
dia em que o trabalhador faz suas próprias leis e tem o poder de
executá-las! Tudo sem o consentimento nem aprovação dos que oprimem e
governam. Um dia em que com tremenda força a unidade do exército dos
trabalhadores se mobiliza contra os que hoje dominam o destino dos povos
de toda nação. Um dia de protesto contra a opressão e a tirania, contra a
ignorância e a guerra de todo tipo. Um dia para começar a desfrutar oito
horas de trabalho, oito horas de descanso, oito horas para fazer o que nos
dê a gana”.Com estas firmes palavras o mov. operário convocava a Greve Geral do 1° de
maio de 1886. De mão em mão a convocatória chegava em vários e distintos
locais de trabalho. Estava começando uma jornada de luta que ganharia da
história o título de dia internacional da luta dos trabalhadores. Em 4 de
maio ao final de um comício de massas Haymarket vira campo de batalha. O
terror policial mata vários e deixa 200 feridos. Uma bomba lançada por um
anônimo também derruba os repressores.August Spies, Michael Schwab, Samuel Fielden, Albert Parsons, Adolf
Fischer, George Engel, Louis Lingg e Oscar Neebe são caçados e levados ao
tribunal. “A lei está em juízo. A anarquia está em juízo. Senhores do
jurado, condenem estes homens, lhes dêem um castigo exemplar, os enforquem
e salvem nossas instituições, nossa sociedade.” Foram as palavras de um
fiscal.

Nosso presente de luta de classes

A luta de classes não é uma categoria que ficou enterrada no passado, como
quer a moda dos intelectuais e dos partidos assimilados pela ideologia
burguesa. É certo que ela aparece em condições sociais e históricas
distintas, com uma variedade de formas e novos problemas teóricos por
responder. Mas o nosso tempo sem dúvidas indica no fundamental que temos
lugar em uma estrutura de classes, que tem vigência histórica uma classe
dominante que monopoliza o poder político e econômico, com mecanismos
ideológicos, jurídicos e repressivos que reproduzem sua dominação.Por outra parte os dados do presente nos informam um mundo dos que vivem
do trabalho e de nova pobreza, uma formação social muito mais fragmentada,
coagida pela precarização e o desemprego estrutural. Segundo a Organização
Internacional do Trabalho (OIT) a metade dos trabalhadores do mundo, 1
bilhão e 400 mil pessoas, sobrevivem debaixo da linha de pobreza de 2
dólares diários. E mais: 550 milhões se defendem com menos que isso. Já os
desempregados são 185,9 milhões de pessoas em 2003. Um vasto material nos
confirma que temos uma desigualdade social brutal, é evidente.

Fraude na democracia burguesa

O governo Lula contava votos de vitória e foi surpreendido. Severino
Cavalcanti, expressão fiel das oligarquias do nordeste ganhou a cadeira da
presidência da câmara dos deputados. É uma caricatura da política burguesa
brasileira: “sempre fui governo” diz ele.Severino foi explícito, primeiro procurou o presidente do senado para
aumentar no canetaço o salário dos deputados a R$ 21 mil. Não conseguindo,
elevou a verba de gabinete, R$ 44 mil para arranjar a família e os
afilhados políticos. Na sequência, intimou o presidente na reforma
ministerial, exigindo lugar para o seu entre os ministros. Lula anunciou
dois ministros,botou de molho o PP e terminou a reforma de sopetão.Entre os novos ministros, Romero Jucá do PMDB na previdência, suspeito de
fraude com dinheiro público nos seus negócios com uma empresa de frangos e
de crime eleitoral.Nessas águas sujas o PT governista vai nadando com seus colaboradores,
fazendo aliados entre os peixes grandes, engolindo e acostumando com o
cheiro podre que exala. A democracia burguesa é uma fraude que não tem
instância de julgamento, não tem CPI, não tem voto útil que a conteste,
tão bem armada que conta entre seus cúmplices até a boa vontade de quem
faz oposição pela esquerda dentro do seu esquema.

Cartilha do FMI “sem o FMI”

Desgastado com as aventuras de Severino e a barganha dos partidos
burgueses aliados o Palácio do Planalto dá as cartas para recuperar sua
autoridade. Precisa de acontecimentos positivos, pelo menos dentro daquilo
que foi reservado para nova elite dirigente fazer. O ministro Antônio
Palocci tem o coringa: não será renovado o acordo com o FMI. Logo se
explica, o ajuste fiscal, o superávit primário e os contratos serão
cumpridos.O fim do acordo com o FMI anunciado no fim de março não é nenhuma ruptura,
é sobretudo uma prova de convicção das receitas do organismo sem sua
presença ostensiva. O governo Lula e os tecnocratas da fazenda são alunos
de comportamento exemplar, que não precisam mais do dedo do mestre para
fazer aquilo que ele pede. A subordinação não acabou, ela está bem
conservada no mecanismo de dominação da dívida pública, no arrocho do
orçamento para pagar um dos maiores juros do mundo e na agenda de reformas
que virão contra os trabalhadores.Uma diretora do FMI aconselhou nestes últimos dias, durante seminário
sobre PPPs – modelo petista de privatizar – , que seria bom o governo
brasileiro se livrar dos percentuais obrigatórios de gasto público com
saúde e educação. Outra vez a dívida pública de R$ 960 bilhões é invocada
para lembrar quem é que manda na política-econômica.O salário mínimo se inscreve dentro destas coordenadas de aperto do cinto
dos pobres para fazer o caixa dos ricos. É um emblema da pobreza da classe
trabalhadora e do continuísmo do governo Lula com o programa desse
agressivo modelo capitalista neoliberal.

Reforma sindical e trabalhista

O congresso dos picaretas recebeu do Palácio do Planalto um projeto
estratégico do capital que não foi alcançado durante o governo de FHC. Com
a colaboração traidora da CUT e da Força Sindical, a reforma sindical sai
da cozinha destes fóruns do pacto social como aperitivo para a reforma
trabalhista que será servida como prato principal no almoço dos patrões.Nesse projeto, a burocracia das maiores centrais sindicais procura
legalizar seu caráter de classe auxiliar do sistema para negociar com a
patronal a flexibilização trabalhista e anular a vontade da base dos
sindicatos. O Estado não perde o controle sobre as organizações sindicais
e ameaça o direito de greve. A cúpula pelega do sindicalismo manobra a seu
gosto com um verticalismo esmagador do movimento dos trabalhadores.A reforma sindical e trabalhista é uma pauta da luta de classes que acusa
a traição e o colaboracionismo de uma concepção sindical que negocia a
independência de classe pelo preço de seu envolvimento em uma engrenagem
do poder burguês.

Uma versão imperialista para a região

O comando das operações militares no Haiti e o socorro ao presidente Lucio
Gutierrez deposto no Equador, confirmam o papel subimperialista que joga o
Estado brasileiro. Pelo poder econômico nas relações comerciais ou a força
invasora na problemática da região o país faz sua liderança opressiva
entre os povos do continente. É uma espécie de bombeiro que apaga o fogo
do conflito social e defende a segurança institucional dos regimes que são
enfrentados pelo povo. O Equador é o episódio mais atual dessa política.Depois de deposto por um congresso acuado pela fúria popular, o
ex-presidente do Equador Lucio Gutierrez recebe o asilo político do
governo brasileiro. Gutierrez havia apoiado uma rebelião indígena em 2000
e se elegeu com a promessa de aplicar suas reivindicações. Não demorou
muito para dolarizar a economia, assumir as pautas do neoliberalismo e dar
entrada para bases militares dos EUA no Equador.O ex-presidente é um traidor, cúmplice da impunidade que livrou a cara dos
governos corruptos que o precederam e escapou da justiça popular pelas
mãos da diplomacia brasileira. São razões de Estado, diz Celso Amorim,
para pacificar o Equador, a mesma que golpeia os oprimidos e perdoa o
crime das classes dominantes.Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA tece elogios ao Brasil: “um
amigo maravilhoso dos Estados Unidos que vai contribuir para um mundo
melhor”. Talvez aquele que exportam na ponta do fuzil para o Iraque.

Independência de classe para unir e lutar

A unidade está na ordem do dia, para articular as classes oprimidas em uma
frente contra o governismo neoliberal, para resistir aos projetos do
imperialismo e fazer estrategicamente acumulação de forças para uma
ruptura. Mas a unidade é uma construção de base, que não pode aceitar
aliados entre os burgueses e a burocracia e que tem que se manifestar com
independência de classe. Independência dos governos, partidos e patrões.
Somos aliados de um projeto de frente única dos oprimidos para lutar pelas
organizações do movimento popular e sindical, com a sua voz e imagem, sem
interferência dos aparatos de propaganda partidária. Para resistir à
miséria e opressão e desenvolver as forças do protagonismo de classe como
melhor escola do poder popular.
- Não esquecemos nem perdoamos os crimes burgueses!
- 1° de maio Classista e Combativo!
- Contra o Governismo, o FMI e o Imperialismo.
- Pelo Socialismo e pela Liberdade!


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