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(pt) [Brasil] MANIFESTO 1º DE MAIO PROLETÁRIO E LIBERTÁRIO

From <profosp@bol.com.br>
Date Sat, 30 Apr 2005 11:04:17 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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COB/AIT
PRIMEIRO DE MAIO CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!
MANIFESTO 1º DE MAIO PROLETÁRIO E LIBERTÁRIO
2005 marca os 119 anos da luta, iniciada em 1886, pela
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO como bandeira da luta
pelo fim da opressão e exploração a qual a classe
trabalhadora se vê submetida. Na época a Jornada de
Trabalho era de 12 a 15 horas diárias para homens,
mulheres e crianças – sem assistência médica,
aposentadoria, enfim: nenhum direito. Nesse quadro uma
greve convocada para o dia 1º de maio de 1886, a
partir da decisão no Congresso Operário de 1884, na
região de Chicago, nos EUA, mobiliza os trabalhadores
espalhando a greve como um rastilho de pólvora. A
repressão patronal apela ao Estado que reprime
violentamente uma manifestação dos trabalhadores na
praça Haymarket, levando a um enfrentamento entre os
trabalhadores e a policia e a morte de mais de 100
trabalhadores. A policia faz uma caça as bruxas e
invade sedes de sindicatos, jornais operários e casas
de trabalhadores arrastando diversos sindicalistas às
prisões. Um processo contra os líderes do movimento
paredista é aberto e, num processo relâmpago, 3 meses
depois os operários Spies, Fielden, Neebe, Fischer,
Schwab, Ling, Engel e Parsons foram condenados a morte
por enforcamento. A defesa consegue provar que eles
estão sendo condenados por ser anarquistas e lutarem
pela emancipação proletária. Recurso impetrado
suspende a pena de morte para Schwab, Fielden e Neebe,
transformando em prisão perpétua. Os outros foram
enforcados em novembro de 1887, após se esgotarem
todos os recursos. Seis anos depois, em 1893, a
revisão do processo leva a anulação da condenação por
absoluta falta de provas. No despacho oficial o
governador de Ilinois, Joahn Atgeld, diz: “Julgo o
Tribunal ilegal, ilegalmente constituído e a despeito
das maquinações do Juiz, não pode mostrar a culpa dos
condenados. Ordeno que sejam libertados
incondicionalmente: Oscar Neebe, Samuel Fielden e
Miguel Schwab.”

HOJE A LUTA CONTINUA!!!

Nas últimas décadas o Estado vem avançando e
destruindo muitos dos direitos e liberdades sociais e
laborais que foram resultado da luta da própria classe
trabalhadora e, que assim como a redução da Jornada de
Trabalho para 8 horas diárias, custou o sangue e a
vida dos trabalhadores. Paralelamente a esta
destruição de direitos o Estado busca integrar as
centrais sindicais no âmbito da tomada de decisões
sobre os direitos sociais, uma vez que assumem de
forma progressiva, o financiamento das atividades da
burocracia sindical. Assim a suposta participação
desses falsos sindicatos alternativos consiste em
manter o papel de vaquinhas de presépio, dizendo amem
para todos os apetites da patronal e do Estado. É
nesse contexto que querem fazer mais uma etapa das
reformas neo-liberais do FMI: a Reforma Sindical e
Trabalhista, encaminhada ao congresso a partir de um
fórum com a participação do governo e dos
empresários, endossada pelo governo Lula/PT. Por um
lado reforçam o papel das burocracias sindicais,
comprometidas com um sindicalismo estatal, corporativo
e vertical, tentando impedir a livre união e
auto-organização da classe trabalhadora. Por outro
lado, com o atrelamento dos sindicatos a partidos
políticos e ao Estado, se subordinam os interesses
operários aos interesses da burguesia, dos patrões.
Eis o pacto social: miséria e arrocho para o povo!

Na verdade, atrás da propaganda oficial, o desemprego
campeia e aprofunda o arrocho salarial e a
precarização do trabalho, levando os trabalhadores a
aceitar trabalhar sem nenhuma garantia e trazendo ao
século 21 o estigma da escravidão, somados a migração
maciça em busca de condições de vida. Então vemos o
trabalhador se envolver em atividades
clandestinas/transporte e ambulantes, sendo
perseguidos pelo Estado que lhes nega o direito ao
trabalho, logo a vida! Coerentemente o governo federal
sinaliza com mais arrocho ao “conceder um ‘aumento
salarial’ de 0,1% ao funcionalismo, que já amarga mais
de 10 anos nessa enrolação. Ao Salário Mínimo, que de
acordo com a lei deveria ser de cerca de R$
1750,00/abril de 2005, se dá um aumento de 15%, quando
só o transporte urbano teve um aumento de 20%. Se ao
Mínimo a propaganda oficial tece loas o mesmo não pode
fazer com o aumento concedido aos aposentados, que
tiveram índices ainda menores para uma inflação
setorizada de cerca de 50%/ano.

Enquanto o teatro cruel do sistema se desenvolve nas
ante-salas do poder a classe trabalhadora do campo e
das cidades, os povos indígenas e os quilombolas são
jogados a margem, excluídos de todos os direitos e
tratados como animais e bandidos. Foi assim no
massacre da fazenda Santa Elina, em Rondônia, contra
os camponeses do Movimento Camponês Corumbiara em
1995, pelo qual foram condenados dois trabalhadores
responsabilizados, pela falsa justiça dos ricos, por
tudo. Continua sendo assim na guerra civil
brasileira! Só existe uma solução para isso que é a
organização de baixo para cima, a partir dos locais de
trabalho, sem a ingerência do Estado, da patronal, de
igrejas e partidos políticos! A retomada do
sindicalismo livre e revolucionário que no começo do
século 20, com luta direta e greves, conquistaram os
direitos que hoje nos querem retirar!

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS/DIA
(30 HS/SEMANA) SEM REDUÇÃO SALARIAL!

- PELA REFORMA AGRÁRIA RADICAL E IMEDIATA (com a
Coletivização da Produção)!

- PELO SALÁRIO MÍNIMO CONSTITUCIONAL (R$1750,00 ou
U$ 650,00 dólares)!

- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA QUESTÃO SOCIAL!

- PELO DIREITO AO TRABALHO!

SINDIVÁRIOS-Federação Operária de São Paulo/COB-ACAT/AIT
Biblioteca Social “EDGAR LEUENROTH”

Movimento pela Reativação da
Confederação Operária Brasileira (FOSP-FORGS/COB-ACAT/AIT)

Movimento Libertário Brasileiro (MLB)




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