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(pt) [Portugal]Luta Social N.2: RUMO A OUTRO SINDICALISMO

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Wed, 20 Apr 2005 19:59:00 +0200 (CEST)


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No final do século XX, princípio do século XXI, os aparelhos sindicais
ditos maioritários começaram a ser corroídos pela força de vários
factores.A ofensiva do neoliberalismo, não contrariada nos factos, mas
apenas em termos retóricos, pôde reclamar para si a vitória de ter “a seus
pés” as históricas organizações do movimento operário, os sindicatos e as
centrais sindicais.Entre nós, a CGTP realizou, nos anos noventa, a
transição para um sindicalismo dito “de acompanhamento” (ou seja, de
concertação social permanente), mas tentando preservar junto dos
activistas uma imagem de combatividade. Assim, a CGTP começou a participar
“de pleno direito” na CES (Confederação Europeia de Sindicatos), a antena
sindical da Europa das corporações, sob a batuta da Comissão Europeia e de
todos os organismos especializados no diálogo social ao mais alto nível,
ou seja, longe do olhar indiscreto da militância sindical . Neste país,
CGTP e UGT apenas reflectem as forças políticas que as dominam e que delas
tiram toda a espécie de dividendos: não apenas em termos de força de
manobra política, como, por exemplo, terem funcionários do partido pagos,
a tempo inteiro, como funcionários ou dirigentes sindicais. A
inexistência de forças sindicais autónomas e anti-capitalistas, levou a
que Portugal seja o país da U.E. onde as medidas neo-liberais “passem”
mais facilmente. Isto demonstra cabalmente duas coisas:1- Perdem os
trabalhadores quando as lutas são orientadas por objectivos político
partidários, ou seja, admitindo o controlo de políticos no seio do
movimento sindical e dos trabalhadores . 2- Necessitamos construir, desde
a base, um movimento autónomo, realmente independente, ou seja, sob o
controlo de nós próprios; anti-capitalista, ou seja, pelo derrube deste
sistema iníquo; e com autêntica solidariedade de classe, ou seja, com a
luta de todos os “desapossados”, sejam eles assalariados efectivos,
precários, desempregados, reformados, imigrantes , etc.
Em vários países europeus existem sindicatos /centrais sindicais que não
participam na CES. São uma expressão concreta do sindicalismo de base,
anti-capitalista (França: SUD e CNT-F; Itália: UNICOBAS, CUB e ORSA.;
Espanha: CGT, CNT e SO...) . Eles têm desempenhado papel de relevo nas
mobilizações, recusando-se a serem mera força auxiliar das “grandes”
centrais sindicais. Estes sindicatos organizam acções diversas, ao nível
nacional e europeu , intervindo de forma inteiramente autónoma. Entre
muitos exemplos, citamos a greve geral europeia dos caminhos de ferro em
Março 2003 contra a sua privatização e a greve geral do ensino de Maio de
2003 em França, contra o prolongamento da idade da reforma.Onde existe um
movimento sindical autónomo, as lutas contra os cortes nos direitos
sociais, contra a precariedade, contra as políticas discriminatórias de
imigração, etc. têm maior expressão e dinamismo. Estes sindicatos, com
outras organizações do movimento social, têm impedido que os ataques
neo-liberais se desenvolvam em toda a sua amplitude.
No quadro do sindicalismo alternativo, de base e de classe, realiza-se uma
reunião do sector Educação, promovido pela FESAL-E (http://www.fesal.it),
na Biblioteca-Museu da República e Resistência, a 8 de Maio (Domingo)
pelas 16 h. Estás convidado/a a participar nesta sessão.



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